Entre janeiro e novembro, o país enviou quase 700 toneladas desse tipo de proteína para outros países
Entre janeiro e novembro de 2021, o Brasil exportou 692 toneladas de carnes bovina proveniente da raça Angus. Desse modo, a quantidade enviada cresceu aproximadamente 27% sobre o ano anterior. A Associação Brasileira de Angus (ABA) divulgou os dados na segunda-feira 13.
Em 2021, o programa Carne Angus registrou o aumento de 12,6% na produção certificada de proteína dessa raça. Entretanto, o número de cabeças abatidas caiu 3,4%. De acordo com ABA, 74 em cada 100 animais que vão para o abate são certificados.
“Isso nos mostra que tivemos mais produtividade e qualidade, com menos animais abatidos”, disse a gerente nacional do Programa Carne Angus Certificada, Ana Doralina Menezes.“ O Brasil é conhecido pela exportação em volume, mas está se consolidando em um mercado extremamente competitivo, o da carne premium”.
Os números da associação mostram que China recebeu a maior parte da exportação (47%). A Palestina também se destacou com 18% das aquisições. Além disso, receberam o produto certificado países como Emirados Árabes, Arábia Saudita, Singapura, Irã, Omã, Líbano, Bermudas, Catar.
Além da carne de Angus
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, revelam que o rebanho brasileiro tem quase 220 milhões de cabeças — o que é cerca de um animal por habitante do país
Cinco Estados concentram mais de 50% do rebanho nacional. Nessa lista, o Mato Grosso fica primeira posição, com 27 milhões de cabeças (quase 15% do total do país). Na sequência, aparecem Goiás e Minas Gerais, praticamente empatados com cerca de 19 milhões de cabeças cada — número que representa 10% do total. Por fim, o Pará aparece na quarto lugar (18 milhões, 9,6%), e O Mato Grosso do Sul na quinta (17 milhões, 9%).
Artur Piva, Revista Oeste
