Benefícios da antecipação não superam os riscos desconhecidos de aplicação diferente do que consta na bula dos imunizantes
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) enviou uma nota técnica à Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo recomendando a reavaliação da redução do intervalo da dose de reforço da vacina contra a covid-19 — que foi de cinco para quatro meses. O documento foi enviado ontem, sexta-feira 3.
Conforme noticiou Oeste, o governo paulista considerou especialmente os três casos da variante Ômicron na capital. A administração estadual entende que, como o Brasil não obriga a apresentação do comprovante de esquema vacinal completo para viajantes, a antecipação da dose de reforço se faz necessária.
No entanto, a Anvisa informou não haver evidências de que os benefícios da antecipação superem os riscos desconhecidos de aplicação diferente do que consta na bula dos imunizantes “Alertamos que a redução generalizada do intervalo para a aplicação da dose de reforço das diferentes vacinas pode favorecer o aumento de reações adversas desconhecidas”, diz o comunicado.
A decisão de Doria
A medida anunciada pelo governo de São Paulo na última quinta-feira, 2, vale para quem tomou as duas doses dos imunizantes da CoronaVac, AstraZeneca e Pfizer. Cerca de 10 milhões de pessoas que se vacinaram nos meses de julho e agosto deverão tomar a dose de reforço.
“O Estado tem condições logísticas e técnicas de ampliar a vacinação e reduzir o intervalo de aplicação das doses para que todos possam estar ainda mais protegidos”, afirmou o secretário estadual de Saúde, Jean Gorinchteyn. “Vale ressaltar também a necessidade de quem não tomou a segunda dose: retorne aos postos de saúde para se imunizar.”
Revista Oeste
