Em uma entrevista àYNetNews, o professor da Universidade de Tel Aviv, Udi Qimron, lançou mais luz sobre o coronavírus chinês. “Há um grande interesse para qualquer um que apoiou as medidas draconianas tomadas ao redor do mundo em dizer que a política da Suécia falhou. Porque se ela teve sucesso e trilhões foram pelo ralo sem motivo, alguém terá que responder por isso.”
“É por isso que em todo o mundo eles preferem alegar que [a Suécia] estava errada. Mas no final, a verdade veio à tona. Em um mundo em que os tomadores de decisões, seus assessores e a mídia tivessem sido capazes de admitir seu erro e o pânico inicial que os dominou, há muito tempo teríamos retornado à rotina. A destruição contínua devido à incapacidade de admitir esse erro, apesar dos pequenos números de mortalidade da epidemia, é ultrajante. A história julgará a histeria.”
“Se não tivéssemos sido informados de que havia uma epidemia no país, você não teria sabido que ela havia e não teria feito nada a respeito”, disse ele enfaticamente. “O fato de essa edição passar o dia todo na mídia a infla além de suas dimensões naturais. Se a peste negra se alastrasse aqui, como no século 14, você não teria que acompanhar a situação nos noticiários, os corpos teriam se empilhado nas ruas. Não estávamos e não estamos nesta situação hoje.”
Qimron, que em breve chefiará o Departamento de Microbiologia Clínica e Imunologia da Universidade de Tel Aviv, observou que o número total de mortes por coronavírus chinês não excede 0,1% da população total em nenhum país, e a taxa de mortalidade por coronavírus é inferior a 0,01% da população mundial total, o que significa que 99,99% da população mundial até agora sobreviveu à epidemia e o vírus é insignificantemente letal.
Ele disse que o comportamento inteligente seria o oposto do que fazemos hoje; as populações sem risco devem ser infectadas e criar cadeias de imunidade, que protegerão os doentes e os idosos. Atualmente, estamos trabalhando para ampliar o distanciamento social, que impede essa imunidade diferencial, afirmou.
Ele passou a explicar que a infecção de crianças é uma coisa bem-vinda, porque protege as populações em risco.
“Pelo mesmo motivo, abriria todo o sistema de ensino, porque a grande maioria é formada por pessoas que não estão em risco. É claro que é preciso encontrar uma solução para os professores que sofrem de diabetes ou outro histórico de morbidades, mas eu não vejo razão para evitar atividades que estimulem a economia. Não só porque permite que os pais trabalhem, mas também porque diminui a mortalidade a longo prazo. Também gostaria de pedir a crianças e jovens que tirem as máscaras. Claro, é impossível forçar uma criança a tirar a máscara, mas informações adequadas farão o trabalho.”
“Ao mesmo tempo, gostaria de pedir às populações em risco, nossos pais e pessoas com histórico de doenças, que evitem encontros sociais nos próximos meses até atingirmos a profundidade de imunidade adequada. É possível e desejável recomendar as populações em risco a usar máscaras. Eu também abriria os céus [voos] e aboliria a obrigação de isolamento para aqueles que retornam do exterior. Com a situação das transportadoras no exterior em comparação com a de Israel, não há razão para isolar turistas, assim como você e eu não estamos isolados, embora temos uma probabilidade ainda maior do que a de um turista aleatório do exterior ser portador. São coisas que nos passaram pela cabeça há quatro meses e não entendemos que já passou o tempo delas”, acrescentou.
O ministro Paulo Guedes | Foto: FABIO RODRIGUES POZZEBOM/AGÊNCIA BRASIL
O Ministério da Economia informou na segunda-feira 31 que a liberação de R$ 12 bilhões em recursos para o Programa de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) começa nesta semana. Conforme Antônia Tallarida, subsecretária de Desenvolvimento de Micro e Pequenas Empresas, Empreendedorismo e Artesanato do Ministério da Economia, a previsão é que os recursos cheguem aos bancos entre quarta e quinta-feira.
Parte dos recursos será destinada para as seguintes instituições financeiras regionais:
Banrisul: R$ 730 milhões;
Banco da Amazônia: R$ 282 milhões;
Banco do Nordeste: R$ 268 milhões;
Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais: R$ 203 milhões;
Agência de Fomento de Goiás: R$ 21 milhões.
O Pronampe foi uma das medidas anunciadas pelo governo para suavizar os impactos provocados pela pandemia de coronavírus. O programa é destinado a microempresas (com faturamento de até R$ 360 mil ao ano) e empresas de pequeno porte (faturamento até R$ 4,8 milhões ao ano). Além disso, abrange também profissionais liberais. No início do Pronampe, empresários reclamaram da dificuldade para ter acesso ao crédito.
Medida deve destravar investimentos de até R$ 43 bilhões
Foto: FABIO RODRIGUES POZZEBOM/AGÊNCIA BRASIL
O novo marco do gás deve ir à votação na Câmara dos Deputados nesta terça-feira, 1°, e promete destravar investimentos de até R$ 43 bilhões. Além disso, a medida ajudará na reindustrialização do país. A proposta em discussão no Congresso Nacional abre um setor que ainda dominado pela Petrobras.
Dessa forma, com a saída da estatal do negócio de distribuição — em que é sócia de 19 de um total de 26 distribuidoras — e vender sua malha de gasodutos e estruturas essenciais, o ministro da Economia, Paulo Guedes, avalia que a chegada de novos concorrentes ao setor pode fazer com que o preço do gás caia 40%.
Caso seja aprovado pelos parlamentares, haverá mudanças no regime de exploração de gasodutos para o de autorizações.
O modelo é mais simples que as atuais concessões e impede que uma empresa atue em várias etapas da produção, bem como a relação societária entre transportadores (atividade exercida por monopólio) e produtores e comercializadores (em regime competitivo).
Assim sendo, a proposta assegura o livre acesso de outras empresas a infraestruturas essenciais — como gasodutos, unidades de processamento e terminais de liquefação.
Por fim, prevê desburocratizar a prestação do serviço de transporte.
As bolsas mundiais buscam alta nesta manhã, ajudadas por dados favoráveis da economia chinesa, apesar de dados negativos de desemprego na Europa terem limitado os ganhos do mercado.
No Brasil, o mercado aguarda a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre. A economia brasileira deve mostrar queda de 8% a 10%, segundo previsão da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Economia (SPE).
Outro destaque no noticiário nacional é o Orçamento para 2021, que foi enviado na noite de ontem ao Congresso. Somando os déficits esperados entre 2021 e 2023, o buraco é de R$ 572,9 bilhões. Além disso, os investidores esperam o anúncio da prorrogação do auxílio emergencial, que deve ter mais quatro parcelas de R$ 300.
No ambiente empresarial, o mercado vai repercutir hoje os balanços divulgados na véspera pela Lojas Renner (LREN3), pela IMC (MEAL3) e pelo grupo Technos (TECN3).
1.Bolsas mundiais
Os mercados mundiais começaram o dia sem direção definida, em meio a dados mais positivos sobre a economia chinesa e maior desemprego na zona do Euro. Há pouco, os futuros de Nova York e a maior parte dos índices das bolsas europeias estavam em território positivo.
Os futuros da Dow Jones subiam 0,09%, enquanto os do S&P 500 avançavam 0,36%. Os dois índices encerraram ontem o melhor mês de agosto em mais de 30 anos.
No mercado europeu, o Euro Stoxx sobe 0,15%. O DAX, principal índice acionário da Alemanha, sobe 0,68%.
O FTSE 100, de Londres, cai 1,22%, enquanto o CAC, de Paris, sobe 0,17%. O FTSE MIB, da bolsa de Milão, sobe 0,36%.
De um lado, o tom mais positivo veio do Índice de Gerentes de Compras (PMI) da Caixin/Markit de agosto, que ficou em 53,1. Leituras acima de 50 indicam expansão, enquanto resultados inferiores a 50 revelam retração.
O resultado superou as expectativas e causou uma alta do yuan frente ao dólar, ao ficar no nível mais alto desde janeiro de 2011. Também foi o quarto mês consecutivo acima da marca de 50.
Ao mesmo tempo, o desemprego na zona do euro subiu, enquanto os efeitos do coronavírus continuam a ser sentidos. A taxa de desemprego na região foi de 7,9% em julho, mostrando uma deterioração do cenário. No entanto, o número ainda está abaixo do recorde visto no meio da crise.
Os mercados asiáticos também operaram sem direção única. Na China, o Shangai SE fechou em alta de 0,44%. Já no Japão, o índice Nikkei 225 caiu 0,01%.
Na Coreia do Sul, o índice Kospi recuou 1,01%, enquanto o índice Hang Seng, de Hong Kong, subiu 0,03%.
*Veja o desempenho dos mercados, às 7h05 (horário de Brasília):
*Nikkei 225 (Japão), -0,01% (fechado) *Hang Seng Index (Hong Kong), +0,03% (fechado) *Shanghai SE (China), +0,44% (fechado)
*Petróleo WTI, +1,06% , a US$ 43,06 o barril *Petróleo Brent, +1,17%, a US$ 45,81 o barril
**Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de Dalian fecharam em alta de 0,24%, cotados a 846.500 iuanes, equivalente hoje a US$ 124,04 (nas últimas 24 horas).
USD/CNY = 6,82366
*Bitcoin, US$ 11.910,82, +2,49%
2. Agenda
O grande destaque de hoje é a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre. A economia brasileira deve cair 8% a 10%, segundo previsão da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Economia (SPE). Já o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-BR) apontou queda de 10,94% na atividade econômica no segundo trimestre.
Segundo estimativa mediana em pesquisa Bloomberg, o PIB brasileiro deve ter registrado um recuo de 9,2% na comparação trimestral, ante queda de 1,5% na medição anterior. A queda deve ter sido de 10,6% na comparação anual, segundo a pesquisa. Veja mais clicando aqui.
O mercado acompanha ainda a reunião do ministro da economia Paulo Guedes com deputados e senadores. O encontro virtual está marcado para hoje, às 10h.
Destaque também para a divulgação da balança comercial mensal brasileira, às 15h, e para os dados de vendas de veículos pela Fenabrave. Nesta manhã, serão anunciados o PMI industrial dos Estados Unidos e do Brasil.
Na agenda do InfoMoney, às 15h, Mário Palhares, diretor de produtos listados da B3, tira dúvidas sobre a decisão de liberar, a partir de setembro, a negociação de Brazilian Depositary Receipts (BDRs) Não Patrocinados, até então restrito a investidores qualificados, a qualquer pessoa interessada no produto. Além disso, o leque de opções vai crescer com BDRs também lastreados em títulos de dívida e em ETFs. O que vai mudar com as novas regras? Quanto tempo deve levar para o investidor pessoa física poder comprar e vender BDRs? Confira na live, transmitida no Youtube.
Já a série Por dentro dos resultados – que traz lives com os CEOs e principais executivos de companhias da Bolsa, em que eles comentam os números do ano, detalham as estratégias dos próximos meses e respondem as perguntas de quem estiver assistindo – recebe a Tupy nesta terça-feira. Para participar, basta se cadastrar, gratuitamente, na série, clicando aqui. Fernando de Rizzo, CEO, e Thiago Struminski, CFO, participam da live às 18h30.
3. Orçamento de 2021
O governo enviou ontem ao Congresso a proposta de Orçamento para 2021, que prevê um déficit nas contas públicas até 2023. Somando os déficits esperados entre 2021 e 2023, o buraco é de R$ 572,9 bilhões, de acordo com O Estado de S.Paulo.
No ano que vem, a expectativa é de déficit de R$ 233,6 bilhões; em 2022, o resultado deve ficar negativo em R$ 185,5 bilhões; já em 2023, faltarão R$ 153,8 bilhões para fechar as contas do governo.
No entanto, o governo destacou que os gastos da pandemia ficarão restritos a 2020.
O governo reservou para 2021 R$ 34,8 bilhões para gastar com o Bolsa Família no ano que vem, segundo O Globo. O Renda Brasil ficou de fora do projeto de lei orçamentária.
Outro destaque do texto é a insuficiência de R$ 453,715 bilhões para que seja cumprida a regra de ouro no próximo ano. Esta regra proíbe que o governo tome financiamentos para pagar gastos correntes, como o pagamento de salários, por exemplo. Por isso, o governo precisará da autorização do Congresso para realizar estes gastos.
Também chamou atenção o fato de que o governo desistiu de dar mais recursos à Defesa do que à Educação em 2021.
Além disso, a previsão que consta da proposta de Orçamento para 2021 prevê uma alta de 3,2% no Produto Interno Bruto (PIB) do ano que vem. A projeção para o salário mínimo é de R$ 1.067, alta de 2,1% ante o valor atual de R$ 1.045.
4. Auxílio emergencial
O ministro da Economia disse ontem que e o auxílio emergencial vai ser prorrogado, e terá mais quatro parcelas de R$ 300, de acordo com a Folha de S. Paulo. O valor foi definido em encontro realizado ontem à tarde entre o ministro e o presidente Jair Bolsonaro.
A prorrogação do auxílio deve ser anunciada hoje. Para fazer a mudança do valor, que atualmente é de R$ 600, o presidente vai enviar uma medida provisória para o Congresso.
De acordo com a publicação, a medida deve ampliar os gastos da União neste ano em mais R$ 100 bilhões. Com isso, o governo vai chegar a um número inédito, com déficit de R$ 1 trilhão nas contas públicas em 2020.
Outro destaque no noticiário brasileiro é a conclusão das investigações sobre um suposto esquema de “rachadinhas” que teria sido comandado pelo senador Flávio Bolsonaro quando era deputado federal. Segundo a CNN, o Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção do Ministério Público do Rio considerou encerradas as investigações.
O resultado foi encaminhado ao procurador-geral de Justiça do Rio, Eduardo Gussem, que repassou o material para o subprocurador da área criminal, Ricardo Ribeiro Martins. Ele poderá pedir novas investigações ou apresentar a denúncia ao Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio.
Ainda no noticiário corporativo, segundo a CNN, o presidente Bolsonaro foi diagnosticado com cálculo renal e fará uma cirurgia para retirá-lo em setembro.
5. Radar corporativo
O mercado vai repercutir hoje os balanços divulgados na véspera pela Lojas Renner (LREN3), pela IMC (MEAL3) e pelo grupo Technos (TECN3).
A Lojas Renner registrou um lucro líquido de R$ 818,1 milhões no segundo trimestre, alta de 254,5% na comparação anual. O resultado foi impulsionado pelo reconhecimento de R$ 1 bilhão referente a um crédito fiscal.
Outro destaque é o anúncio da parceria entre Bradesco e J.P.Morgan. O banco brasileiro vai herdar os clientes do private banking do J.P.Morgan, que está deixando de atuar neste segmento no Brasil.
Ainda no noticiário corporativo, a Pague Menos precificou a sua oferta de ações (IPO), mas teve que dar um desconto em relação ao preço inicialmente previsto. A ação foi precificada a R$ 8,50; de acordo com o documento divulgado no mês passado, a faixa estimativa de preço era entre R$ 10,22 e R$ 12,54 por papel.
Imagem ilustrativa Uma das frases preferidas do defensor de criminoso, também conhecido como isentão, esquerdista, socialista, progressista ou comunista, é esta: "Precisamos superar essa polarização entre esquerda e direita".
Ocorre que todo defensor de criminoso é um ser profundamente polarizado e polarizador, sendo a polarização profunda sua principal arma, jogando negros contra brancos, gays contra heteros, homens contra mulheres, empregados contra empregadores.
Todo defensor de criminoso é um ser gerador de destruição e ódio, embora sua boca suja viva tomada por palavras bonitas e roubadas, tais como "democracia", "justiça", "igualdade" e "ressocialização".
O defensor de criminoso é incapaz de argumentar sem insinuar, ou deixar claro, que existem os inteligentes e justos como ele, por defenderem a supremacia da escória e a destruição da nossa cultura; e os que carecem de luzes, por defenderem os honestos e a preservação de nossos valores.
O defensor de criminoso também polariza ao dividir os políticos, jornalistas e demais cidadãos em dois grupos: os que estão com Bolsonaro e os que tentam derrubar Bolsonaro e recolocar a criminalidade de volta no poder Executivo. É por isso que todo antibolsonarista é um defensor de criminoso.
O defensor de criminoso também polarizou cinicamente na disputa Bolsonaro x Poste de Mafioso, argumentando que estava sendo "obrigado" a votar no Poste, por ser ele "uma opção menos ruim" diante de um presidente honesto e conservador.
O defensor de criminoso também polariza o mundo ao dividir as pessoas em "sensatas" e "insensatas", em "fascistas" e "antifascistas".
E, assim, de polarização em polarização, o defensor de criminoso leva adiante seu discurso absurdo de que é possível um mundo sem a polarização entre esquerda e direita.
Tudo visando um mundo onde só exista um lado, que é o da criminalidade esquerdista, a exemplo de seus "paraísos", como Cuba, Coréia do Norte, Venezuela e, agora, também a Argentina.
João Doria e Wilson Witzel... O que está por trás desse olhar de Witzel?
Vamos tentar desmistificar, desconstruir, desnudar, desmentir, a narrativa de governadores, prefeitos e outras “autoridades” que fomentaram, com suas equivocadas políticas públicas de saúde, mortes por conta da pandemia?
Os temas são as políticas de controle e a medicação na pandemia.
Vamos tentar não misturar estes fatores para ficar bem claro tudo isso.
Algumas premissas se fazem necessárias.
Ninguém no Brasil, mas ninguém mesmo deu a verdadeira dimensão da crise sanitária quando as notícias começaram a ultrapassar as fronteiras da China. Do surto, ainda em 2019, a evolução, na escala da doença, passou para endemia, epidemia até ser declarada como pandemia.
No Brasil, já com a doença espalhada por vários países, os governantes ainda não davam a real importância. As declarações de governantes, especialmente de cidades e estados com tradição no carnaval, marcaram a irresponsabilidade de um representante público. Desdenharam do perigo, mitigando a exposição do povo. Não estou, ainda, considerando o viés do dolo.
À medida que os casos começaram a aparecer, inclusive, com mortes, a politização do vírus explodiu. Governantes e autoridades viraram senhores da ciência, protetores da sociedade, e viraram “estrelas” na mídia. Mídia essa que agiu como propagadora do terror, disseminando o medo no seio da sociedade, e não com notícias ou fatos. Desdenharam do governo, de vozes experientes no assunto, e principalmente, com a complacência criminosa do judiciário.
O que acompanhamos foi o contraponto que os governantes, políticos, justiça e imprensa executavam, sempre tendo como pano de fundo o oposto ao que o governo central queria aplicar, em detrimento da real preocupação no enfrentamento do problema. Isso foi fatal. E um elemento foi crucial para as discursos passassem a ter um ar de credibilidade; o terrorismo que foi implantado no país.
Isolacionismo, sanções, opressão, imposição, acusações, discursos sentimentais, a farsa do princípio de eficácia cientifica dos medicamentos apresentados pelo mundo, passaram a fazer parte do dia a dia nacional.
A ciência também foi usada politicamente. Não à toa, Michael Levitt, biofísico inglês, disse: “A política infectou a ciência.” O povo se viu engessado e dominado por tudo isso. Veio o silêncio sobre o impacto social na economia, os reflexos na empregabilidade e manutenção empresarial, tudo encoberto pelo lema do “Salvar vidas”. Quebradeira generalizada.
Os motivos da difusão da doença no Brasil têm alguns argumentos, demonstrados em números, e bem ilustrados pelo médico Osmar Terra, com sua experiência à frente da pandemia acontecida em 2009 (G1N1 - Influenza), onde coordenou os trabalhos de enfrentamento. Foi secretário de saúde do RS. Ele chama a atenção para alguns fatores.
Em proveitosa conversa com o Dr. Osmar, ele destaca que o isolamento não funciona no formato proposto, e cita o porquê de estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará, Amazonas e Pernambuco apresentaram alto número de infectados, principalmente, no início.
Ele frisa que a Circulação Prévia do vírus é o que determina isso. São Paulo e Rio de Janeiro, por motivos óbvios (megalópoles). O Amazonas com alta demanda de pessoas, inclusive do exterior, por conta da Zona Franca de Manaus. E Pernambuco, com turismo sempre em alta.
Deixei o Ceará por último para compor uma explanação interessante feita pelo Dr. Osmar. Uma triangulação ilustra bem o que seria a Circulação Prévia que aconteceu.
Wuhan/China (início da epidemia), Milão/Itália (alto índice de infectados) e Fortaleza (turismo oriundo da cidade italiana, por vôos diretos). Ligações comerciais ligam empresários chineses à cidade de Milão (Moda).
O turismo italiano está intrínseco à cidade de Fortaleza. Podemos arriscar que a circulação prévia do vírus em Fortaleza aconteceu até mesmo antes da epidemia ser declarada no Brasil.
E por fim, por maiores que sejam os esforços para minimizar erros na contabilização dos infectados, eles se tornam frágeis à medida que o quesito testagem está longe do ideal. Tanto na quantidade, quanto no modelo de testes, a amostragem de contaminação está comprometida desde o início. Deixa de trazer luz à realidade.
Isolacionismo
Isso posto, vamos a política do isolacionismo. Isolamento horizontal, vertical, quarentena, lockdown estavam no centro da polêmica.
Não vou me enfronhar sobre o que cada país adotou, por mera e simples identificação, primeiro, como as notícias chegam por aqui, as especificidades de cada lugar, enfim... Se citar Suécia, Japão, Coréia do Sul e as conclusões quanto à adoção deste método, poderíamos condenar desde já toda e qualquer forma de isolamento radical aqui no Brasil.
Deixo isso à parte.
Prefiro recorrer ao conhecimento, experiência e justificativas do dr. Antony Wong e do Dr Osmar Terra, que alertaram, ainda em março, quais seriam as consequências do que iria acontecer.
Não se trata de adivinhação. A resposta deles, em suma, para o isolamento aplicado, é que à medida que fosse acontecendo a tal flexibilização, a tendência seria uma explosão de casos. E mais; com a chegada do frio, ambiente propício à contaminação, a propagação seria potencializada e de forma inevitável.
E não foi diferente! Basta uma atenta leitura nos gráficos do Ministério da Saúde.
Abaixo publico gráfico, desenvolvido por mim, com a evolução dos infectados e mortos a partir de 4 de maio, período que flexibilizações começaram a acontecer, e a queda de temperatura pelo país.
Antes, uma curiosidade que não consegui decifrar. Sergipe, no período, teve um aumento % de morte maior do que o de contaminação. Como explicar isso? Pernambuco e Rio de Janeiro tiveram números bem próximos.
Este gráfico mostra os estados cujo sistema de isolamento foi mais rígido desde o início, com alto índice de contaminados (já explicados acima com a questão da circulação prévia do vírus), e que após medidas de flexibilização, os percentuais de alteração caíram vertiginosamente.
É o caso dos estados de AM, CE, PE, RJ e SP. Isso configura que a tal curva de infectados já teve seu pico desde maio.
Por outro lado, chama a atenção os estados da região mais interiorana do Brasil, que inversamente do que acontecia no resto do país, começou a apresentar aumento de contaminação, e de óbitos, justamente neste período apresentado. Estados como GO, MS, MT e TO elevaram seus índices às alturas.
Vamos aos números:
Até o dia 4 de maio, estes quatro estados apresentavam 1,76% dos casos confirmados dos infectados no Brasil, ou seja, em dois meses, com uma população de 7% do país, eram insignificantes os casos por lá. A partir de 4 de maio, esse percentual pulou para 9% em quatro meses.
Coincidência ou não, estes estados passaram a praticar o isolamento com mais rigidez, com destaque para Goiás e Mato Grosso do Sul.
Conclusão: Tem responsabilidade criminal envolvida em tudo isso, e que deve ser apurada. O isolamento, da forma que foi implementado, e ainda é aplicado em muitos pontos do país, não tem o efeito que os governantes querem impor apenas com discursos. Alegam que é assim no mundo inteiro, e blá, blá, blá. MENTIRA!
Há inúmeros exemplos de países com histórico de controle bem mais eficiente, sem essa política equivocada. De novo, se faz presente a questão da politicagem no meio governamental municipal e estadual, diga-se a bem da verdade.
O fator da Circulação Prévia, que foi ignorada, e aplicação de isolamento mais criterioso e ajustado à realidade de cada lugar, teriam efeitos muito mais satisfatórios se considerados para protocolos da política de saúde pública, com certeza absoluta.
Infelizmente, todos foram atingidos em cheio com os reflexos desta política adotada; a sócio-econômica. Mas isso é tema para outro momento.
A segunda parte desta coluna continua tratando da política da saúde pública: A politização do uso da Cloroquina e seus complementares medicamentosos.