segunda-feira, 1 de maio de 2017

Depois de desbancar Maluf e ocupar vaga de 'primeiro ladrão', Lula tem plano para fugir para o Palácio do Planalto

Com O Antagonista

O plano de Lula está desenhado no noticiário e na pesquisa Datafolha.
Lula não quer fugir para o exterior, mas para o Palácio do Planalto, no final de 2018...
Para fugir para o Palácio do Planalto, Lula politiza os seus inquéritos e processos. A chicana jurídica incorpora a chicana política, com a falácia de que, sem ele na disputa, a eleição presidencial perde legitimidade.
Para fugir para o Palácio do Planalto, Lula conta com o STF. O Supremo pode ajudá-lo de duas formas: detendo a Lava Jato por meio da revogação das prisões preventivas de gente disposta a entregar Lula e permitindo que ele seja candidato ainda que na condição de réu ou condenado.
Para fugir para o Palácio do Planalto, Lula conta com políticos que, assim como ele, são o núcleo do sistema que arruinou o país, além de jornalistas coniventes.Esses políticos e jornalistas querem passar leis que, a pretexto de garantir o Estado de Direito, atem as mãos da Lava Jato, continuem a garantir foro privilegiado aos corruptos e deem sobrevida ao sistema que arruinou o país.
Para fugir para o Palácio do Planalto, Lula conta com a CUT pelega e outros movimentos fisiológicos, mais conhecidos como "movimentos sociais", dispostos a tocar fogo nas ruas.
Para fugir para o Palácio do Planalto, Lula tenta sabotar qualquer chance de a economia esboçar uma reação positiva neste ano e no próximo. A sabotagem consiste em derrotar ou esvaziar ao máximo as reformas do governo Temer, a fim de afastar investidores. Para tanto, Lula tem a sua tropa de choque no Congresso. Ela inclui parte do PMDB, que embarcou no populismo político e fiscal para reeleger-se.
Para fugir para o Palácio do Planalto, Lula reza por adversários como Jair Bolsonaro, que facilitará o trabalho de polarização a seu favor, e Luciano Huck, que Lula já começou a chamar de "o candidato da Globo”.
Para fugir para o Palácio do Planalto, Lula é capaz de fazer terra arrasada da democracia, da Justiça e do Brasil.

Família real divulga foto da princesa Charlotte em comemoração aos seus 2 anos

Foto: PA
Foto: PA

Obras de R$ 120 bilhões foram feitas para manter esquema de propina da organização criminosa do Lula

O Globo


Aos olhos de Emílio e Marcelo Odebrecht, a empreiteira da família se envolveu em quatro empreendimentos que não teriam ido adiante se não houvesse tráfico de influência ou se o objetivo não fosse o de alimentar o esquema de corrupção no governo petista, revelam as delações. Juntos, esses investimentos — Sete Brasil, Belo Monte, Arena Itaquera e Porto de Mariel, em Cuba — somam quase R$ 120 bilhões.

Os dois últimos já estão de pé e em funcionamento. Belo Monte deve ser inaugurada em 2019, com quatro anos de atraso. Já o futuro da Sete Brasil é incerto. Criada em 2010 para gerenciar a construção de 28 sondas para o pré-sal e entregá-las à Petrobras, a empresa enfrenta graves dificuldades financeiras. Das 28 sondas, estimadas em US$ 27 bilhões ou R$ 85,6 bilhões, apenas cinco estão em construção. A conclusão depende do plano de recuperação judicial, que será votado em assembleia de credores nesta semana.
Fontes do setor avaliam que, no caso da Sete Brasil, são fortes os indícios de que a criação da companhia visava a irrigar o sistema de propina da Petrobras. Em outubro de 2009, a Petrobras chegou a enviar cartas-convite a estaleiros para que participassem da licitação das duas primeiras sondas, segundo documento ao qual o GLOBO teve acesso. Pouco tempo depois, o leilão foi cancelado, e a Sete foi criada para intermediar as encomendas.
A Enseada Paraguaçu (BA), que pertence à Enseada Indústria Naval, empresa da qual a Odebrecht é sócia, foi erguida para atender a Sete. Hoje em recuperação extrajudicial, a Enseada também tem como sócios a OAS e a UTC, ambas investigadas pela Lava-Jato, e a japonesa Kawasaki. De acordo com fontes, a Odebrecht não tinha interesse na construção das sondas, tamanha sua complexidade, mas queria operá-las. Por isso, acabou aderindo à sociedade da Enseada.
— Era um jogo de cartas marcadas, para favorecer aqueles que aceitavam entrar no esquema de corrupção — diz um ex-executivo de um estaleiro que foi barrado na licitação.
O núcleo duro da Sete era comandado por João Carlos Ferraz e Pedro Barusco, ex-executivos da Petrobras que estão entre os primeiros delatores da Lava-Jato. Barusco já devolveu mais de R$ 180 milhões aos cofres da estatal. Ele é apontado como uma pessoa-chave no petrolão, com tentáculos que se estendiam à Sete. De acordo com delatores, enquanto as diretorias e a propina da Petrobras eram divididas com PMDB e PP, na Sete os recursos iam direto para o PT, num esquema sob coordenação de João Vaccari, ex-tesoureiro do partido.
O modelo de negócios da empresa, que pretendia encomendar sondas com 55% a 65% de conteúdo nacional, foi questionado por Marcelo Odebrecht em sua delação. A política de conteúdo local havia sido uma promessa de campanha do ex-presidente Lula para reativar a indústria naval. Executivos e especialistas do setor dizem que a política em si não era um problema. Mas questionam o fato de o Brasil não ter experiência na construção de sondas, usadas na fase exploratória, quando é preciso perfurar poços e dimensionar reservas.

— A Coreia do Sul, país que lidera a construção desses equipamentos, trabalha com índices de conteúdo local de 35% a 40%. Faria sentido termos um índice de conteúdo local de 20% talvez, jamais de 60% ou 65% — disse Maurício Almeida, presidente da Associação Brasileira de Engenharia de Construção Onshore, Offshore e Naval (Abecoon) e sócio da Sigma Consultoria.
Segundo a Sete Brasil, sua atual direção, que assumiu em maio de 2014, “tem todo o interesse que os fatos em apuração pela Lava-Jato sejam esclarecidos”. A empresa informou que as cinco sondas em construção têm conteúdo local médio de 58%. A Petrobras não comentou.
Com dívida superior a R$ 19 bilhões, a Sete Brasil pediu recuperação judicial há um ano. Seus sócios, que incluem grandes bancos como Santander, BTG e Bradesco, além de fundos de pensão de funcionários da Caixa Econômica Federal (Funcef) e Petrobras (Petros), acumulam perdas bilionárias. Em depoimento, Marcelo estimou prejuízo de até R$ 2 bilhões com o projeto. A Enseada Indústria Naval ressaltou, no entanto, que a unidade de Paraguaçu continua operando.
Marcelo Odebrecht também cita a Arena Itaquera e o Porto de Mariel, em Cuba, como projetos nos quais a empresa não tinha interesse e em que teria se envolvido após conversas entre Lula e seu pai. As obras no porto foram feitas pelo grupo Odebrecht para ampliar e modernizar o terminal. O investimento teve financiamento do BNDES de US$ 682 milhões (R$ 2,1 bilhões), com juros entre 4,44% e 6,91% ao ano e 25 anos de prazo de amortização, o mais longo já concedido na linha que financia projetos de engenharia no exterior, segundo dados do site do banco que remontam a 1998. O crédito foi concedido em cinco parcelas, contratadas entre fevereiro de 2009 e maio de 2013.
Em depoimento na Lava-Jato, Emílio Odebrecht conta que teve uma primeira conversa sobre o projeto com o então presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que tinha interesse no porto pelo fato de Cuba ser um governo aliado. Ao responder se Lula teve ingerência sobre o BNDES para liberar o financiamento, Emílio disse que “não tem dúvida” de que isso ocorreu. A suspeita de tráfico de influência de Lula em favor da Odebrecht é alvo de inquérito do Ministério Público Federal em Brasília.
Segundo o BNDES, o prazo de 25 anos para o crédito do porto foi aprovado no âmbito da Câmara de Comércio Exterior (Camex). O banco diz ainda que “a operação contou com cobertura de Seguro de Crédito à Exportação (SCE) para 100% dos riscos políticos e extraordinários” e que a concessão do SCE teve lastro no Fundo de Garantia às Exportações (FGE), tendo sido aprovada pelo Comitê de Financiamento e Garantia das Exportações (Cofig) e pela Camex. O Cofig é o órgão interministerial que avalia financiamento a exportações brasileiras. Recentemente o BNDES criou uma comissão interna para apurar denúncias feitas no âmbito da Lava-Jato e que constam em duas petições do Supremo Tribunal Federal (STF), mas nenhuma delas está relacionada ao Porto de Mariel.
O investimento na Arena Itaquera, do Corinthias, seria inicialmente de R$ 400 milhões, segundo depoimento de Marcelo Odebrecht. Mas as obras acabaram tomando proporções maiores quando o estádio entrou na lista da Copa de 2014 e teve orçamento mais que triplicado. Na versão do executivo, o envolvimento da empreiteira no empreendimento teria sido um pedido pessoal de Lula a seu pai:
— Basicamente um pedido de Lula para meu pai: ‘Ó, ajude o Corinthians a construir, que é o time do meu coração’ — relatou Marcelo.
Presidente do Corinthians entre 2007 e 2011, Andres Sanchez, hoje deputado federal (PT-SP), e o ex-diretor de marketing do clube Luís Paulo Rosenberg rejeitam a declaração do executivo. Segundo eles, a empreiteira sempre teve interesse em construir ou se associar ao clube por um estádio próprio. Os dois argumentam que construir uma arena para a Copa, porém, não era interesse do clube e que o fracasso das negociações com o São Paulo, dono do estádio do Morumbi, primeira opção analisada pela Fifa, elevou a pressão dos políticos pela construção de um novo estádio.
— Aí, quando descartaram o Morumbi, veio todo mundo para cima. A Fifa, o governo do estado, o governo municipal e, indiretamente, o governo federal. Eu disse que aceitava, desde que não pagasse mais de R$ 400 milhões — disse Sanchez ao GLOBO, recordando conversas de 2011.
ARENA CORINTHIANS: DÍVIDA DE R$ 985 MILHÕES
O casamento entre empreiteira e clube foi consumado numa reunião no apartamento de Marcelo Odebrecht, em São Paulo, quando ficou definido que o Corinthians assumiria o financiamento de R$ 400 milhões junto ao BNDES. A Odebrecht daria as garantias bancárias. E a prefeitura viabilizaria a isenção tributária de R$ 450 milhões e pagaria o overlay, infraestrutura necessária para a abertura da Copa.
Um atraso na apresentação das garantias bancárias para a liberação do empréstimo do BNDES (via Caixa Econômica Federal) obrigou o clube a buscar recursos no sistema bancário privado, o que elevou em R$ 110 milhões o custo da nova arena. O Corinthians ainda arcou com mais R$ 90 milhões com infraestrutura necessária para abrigar o jogo de abertura do Mundial. O resultado é que o estádio idealizado pelos corintianos, com custo máximo de R$ 400 milhões, gerou uma dívida de cerca de R$ 985 milhões. Porém, ao final do financiamento, a conta será bem mais salgada. O Corinthians paga cerca de R$ 5,2 milhões por mês à Caixa. O custo total da arena deve ser de R$ 1,7 bilhão, na estimativa de Sanchez.

"Emmanuel Macron e a renovação da política na França", por Mathias Alencastro


Martin Bureau/Reuters
Emmanuel Macron, candidato na eleição presidencial francesa
Emmanuel Macron, candidato na eleição presidencial francesa


Folha de São Paulo

Emmanuel Macron e João Doria mostraram grande senso de oportunidade ao irromper na política no momento propício, passando ao centro do palco em uma questão de anos, se não de meses. Um deles se encontra às portas da Presidência da França. O outro parece almejar a Presidência a partir de sua eleição à Prefeitura de São Paulo.

A comparação de Macron com Doria serve sobretudo para medir o alcance do projeto de renovação política do francês.

Depois de brilhante período de estudos, Macron passou no concurso de Inspetor das Finanças, uma das carreiras mais disputadas entre os servidores públicos. Seguiram-se dois cargos políticos de primeiro nível: Secretário-Geral do Palácio, uma versão francesa do Chefe de Gabinete do Presidente, e Ministro da Economia.

Apesar de ter realizado a sua trajetória na administração pública, Emmanuel Macron goza de grande prestígio entre o empresariado.

Durante alguns anos, ele interrompeu a sua carreira de Estado para trabalhar no Banco Rothschild, onde pilotou algumas das fusões e aquisições europeias mais complexas das ultimas décadas.

Enquanto João Doria é um empresário que pretende privatizar a máquina estatal, Emmanuel Macron é um especialista da administração pública com profundo conhecimento das necessidades do setor privado. Isso explica porque o primeiro endossa a agenda antiestatista, enquanto o segundo é mais próximo das teses do Estado estrategista.

Porém, o que mais distingue Emmanuel Macron do prefeito paulistano é sua relação com o sistema partidário.

Doria parece preso à contradição de reivindicar para si o papel de gestor antipolítico, embora seja, na verdade, representante de um partido bem implantado em São Paulo e no país. Quando questionado sobre a possibilidade de se emancipar dos tutores que o alçaram à prefeitura, ele alterna entre sugestões ambíguas e promessas de lealdade filial.

Com Macron, por outro lado, parece ocorrer o inverso. O ato fundador da sua entrada na vida política ativa é a ruptura com a classe política e a fundação de um movimento autônomo.

Ao armar a sua candidatura, Macron entrou em competição direta com o seu mentor, François Hollande, liquidando seu projeto de reeleição à presidência da França.

Dispensando o apoio da máquina partidária governista, Macron lançou o En Marche!, mantendo-se afastado de qualquer aliança com os partidos tradicionais. Numa busca constante pela independência programática, Macron se declara favorável tanto a ideias do campo progressista como a projetos do campo conservador.

Essa aposta ousada numa plataforma pós-partidária, recebida inicialmente com ironia pelos seus rivais e pelos comentadores políticos, esvaziou as candidaturas tradicionais, que atingiram mínimos eleitorais históricos no primeiro turno das presidenciais.

O quase certo sucesso de Emmanuel Macron no segundo turno coloca a barra da renovação bem alta para os que se inspiram em seu percurso na França: a implosão do sistema partidário deverá ser uma condição, e não apenas uma promessa, para legitimar as suas candidaturas.


Mathias Alencastro, cientista politico e doutor pela Universidade de Oxford. 

Delatores da Lava Jato relatam casos de propina que acabou roubada. Organização criminosa do Lula rouba até... propina

Marcelo Odebrecht aconselha Palocci sobre delação premiada. Organização criminosa do Lula, dentro e fora do xadrez

Rodolfo Buhrer/Reuters
Antonio Palocci (front), former finance minister and presidential chief of staff in recent Workers Party (PT) governments, is escorted by federal police officers as he leaves the Institute of Forensic Science in Curitiba, Brazil, September 26, 2016. REUTERS/Rodolfo Buhrer ORG XMIT: BRA103
Antonio Palocci, ex-ministro, preso pela Operação Lava Jato


Bela Megale - Folha de São Paulo

Há alguns dias, o ex-ministro petista Antonio Palocci entrou na cela de Marcelo Odebrecht, na carceragem da Polícia Federal, em Curitiba, falando em italiano. Minutos depois, os dois riram. Assim como a dupla, os companheiros que estavam ao lado caíram na gargalhada, segundo relatos obtidos pela Folha.

A brincadeira, que se tornou comum entre os dois presos da Lava Jato, é uma referência ao codinome "italiano" dado ao petista na Odebrecht em operações que envolviam repasses de propina e caixa dois.

Não é raro Palocci se dirigir ao herdeiro da Odebrecht, usando palavras do idioma e dizendo, em tom de brincadeira, que não é o italiano.

Os dois convivem desde setembro, quando Palocci foi preso. Naquela época, Marcelo estava detido havia um ano e três meses.

No início, foram mantidos em alas separadas e tinham horários de banho de sol distintos. Se esbarravam raramente, quando iam falar com advogados no parlatório.

O motivo da separação, segundo integrantes da PF, era o acordo de delação que o empreiteiro negociava com procuradores, e que foi homologado em janeiro deste ano.

Semanas depois, com o acordo encaminhado, o contato passou a ser mais frequente e os dois foram colocados na mesma ala. Desde então, têm rotina em comum que inclui divisão de tarefas "domésticas", como limpeza da cela e do banheiro, além de fazerem refeições juntos.

Marcelo, segundo a Folha apurou, passou dar conselhos ao ex-ministro sobre a linha de defesa que deveria adotar, sendo cada vez mais enfático que a sua única saída seria o acordo de delação.

Quando Palocci se mostrou aberto à possibilidade, Marcelo teria sugerido que tentasse colocar a PF na negociação.

O petista não só passou a negociar a delação como teve a primeira reunião com procuradores sentado à mesa juntamente com um delegado da PF, há pouco mais de um mês.

Três pessoas que frequentam a carceragem de Curitiba relataram que viram o empreiteiro se dirigir a advogados do petista e afirmar que estavam prejudicando o cliente quando perguntavam a testemunhas da Odebrecht, diante do juiz Sergio Moro, se Palocci era o "italiano".

Em 20 de abril, o petista disse a Moro que estava disposto a falar nomes e operações que interessariam à Lava Jato.

"Estocar vento e luz", editorial da Folha de São Paulo

Em setembro de 2015, na ONU, a então presidente Dilma Rousseff (PT) dedicou um pronunciamento confuso à impossibilidade de estocar vento. Foi na época ridicularizada pela defesa canhestra das hidrelétricas, com sua alegada vantagem sobre as usinas eólicas.

Dilma não se deu conta, na ocasião, de que sua visão convencional da geração de eletricidade a levava contra a corrente. Naquele momento, a energia dos ventos já se encontrava em franca ascensão.

O mesmo está para acontecer com a solar, como registrou caderno especial na sexta-feira (28) por esta Folha.

A cultura no setor elétrico se formou na abundância de recursos hídricos, fonte renovável que fez da matriz nacional uma das mais limpas do planeta. Só regrediu, em matéria ambiental, com a crise de 2001, quando nos agarramos às poluidoras termelétricas.

Desde então, as energias alternativas decolaram. Hoje, os parques eólicos somam uma capacidade instalada equivalente à potência de uma central hidrelétrica como a controversa Belo Monte.

Algo comparável deve acontecer com a eletricidade obtida da luz solar por painéis fotovoltaicos. Neste ano ela alcançará a marca de 1 GW implantado, o que fará o Brasil ingressar num clube com não mais que duas
dezenas de países.

São quase 10 mil conjuntos de placas disseminados pelo país, quase 80% em telhados residenciais. Se a novidade se espalhar pelos tetos de galpões industriais e comerciais, o potencial de investimento é de R$ 6,8 bilhões, estima a associação do setor, ABSolar.

Há projetos para instalar até 5 GW nos próximos anos, mas a crise econômica, que arrefeceu a demanda por energia, levou o governo a suspender o leilão de 2016 para novas usinas solares e eólicas.

O mesmo caderno especial traz um artigo do físico José Goldemberg chamando a atenção para a necessidade de otimizar o fornecimento de eletricidade não só com base no preço -quesito em que hidrelétricas ainda são campeãs-, mas também na sustentabilidade, em que brilham a solar e a eólica.

Não deixaria de ser, aliás, uma maneira de estocarmos vento e luz na forma de água, poupando-a nos reservatórios das hidrelétricas.