quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

'Crescimento, instituições e janelas de oportunidade', por Fernando Freire Dutra

 

Fernando Freire Dutra, mestre em Gestão e Políticas Públicas pela Escola de Administração de Empresas de São Paulo (FGV EAESP) e Senior Investment Officer no BRDE - Foto reprodução

Quando o diagnóstico econômico precisa incluir a variável política

No meu artigo anterior, A nova arquitetura do crescimento: de Solow a Aghion e o destino das nações, argumentei que o crescimento econômico moderno não pode mais ser compreendido como simples acumulação de capital ou expansão da força de trabalho. A principal herança de Solow foi demonstrar que o crescimento sustentável depende da produtividade total dos fatores; Aghion avançou ao mostrar que essa produtividade não é exógena, mas resulta de um processo dinâmico de inovação, competição e destruição criativa. Economias crescem quando novas firmas entram, quando incumbentes são pressionados a inovar e quando tecnologias obsoletas são substituídas por novas. Na prática, isso significa que crescimento não é um estado, mas um processo permanente de tensão e substituiçãoemerge da abertura, da rivalidade e da capacidade contínua de renovação do tecido produtivo.

Esse consenso teórico, contudo, convive com um paradoxo empírico persistente. Se os mecanismos fundamentais do crescimento são amplamente conhecidos, por que tantas economias permanecem presas a trajetórias de baixo dinamismo, marcadas por mercados protegidos, instabilidade regulatória e produtividade estagnada? A resposta exige reconhecer que a destruição criativa não é apenas um fenômeno econômico – ela é, sobretudo, um evento político.

Ao redistribuir rendas, posições e relevâncias setoriais, a inovação altera o equilíbrio de poder. Novos entrantes desafiam incumbentes; novos setores enfraquecem coalizões tradicionais; tecnologias emergentes reduzem a influência de grupos estabelecidos. É nesse ponto que a abordagem institucional de Acemoglu (Nobel de Economia em 2024) complementa a teoria schumpeteriana de Aghion. Inovação não floresce no vácuo: ela depende de “regras do jogo” que protejam direitos de propriedade, tornem contratos exequíveis e limitem o uso discricionário do poder político. Onde instituições são inclusivas, a destruição criativa é absorvida e convertida em crescimento sustentado. Onde são extrativistas, ela passa a ser percebida como ameaça à ordem vigente.

Essa interação entre crescimento e poder explica por que reformas que ampliam concorrência, reduzem barreiras de entrada ou desmontam privilégios enfrentam resistência sistemática, mesmo quando seus benefícios econômicos são amplamente reconhecidos. O bloqueio não é técnico, mas político. Elites estabelecidas tendem a reagir a mudanças que ameaçam posições protegidas, seja por meio de regulações complexas, licenças excessivas, reservas de mercado ou captura institucional. O resultado é um equilíbrio de baixa produtividade, no qual o crescimento ocorre de forma episódica, dependente de choques externos, mas incapaz de se sustentar no longo prazo.

Acemoglu enfatiza que crescimento não é politicamente neutro. Inovação redistribui poder econômico e, ao fazê-lo, altera o equilíbrio político. Novos entrantes desafiam incumbentes; novos setores enfraquecem coalizões tradicionais; novas tecnologias reduzem a relevância de grupos antes dominantes. É por isso que resistências à inovação costumam ser mais intensas exatamente nos setores mais protegidos e regulados. Quando o crescimento agregado é desejável, ele pode ser ativamente bloqueado por aqueles que percebem risco de perda de influência. Reformas pró-produtividade, nesse sentido, não fracassam por falta de diagnóstico, mas por enfrentarem resistências estruturais profundamente enraizadas.

A explicação institucional, entretanto, permanece incompleta se não for capaz de explicar variações temporais. Se as forças que bloqueiam inovação são estruturais, por que elas cedem em determinados momentos? Por que reformas amplamente resistidas conseguem avançar em contextos específicos, mas permanecem paralisadas em outros? Para responder a essa questão, é necessário abandonar modelos estáticos e incorporar uma teoria do processo decisório e do tempo político, papel cumprido pelo modelo de múltiplos fluxos de John Kingdon.

Kingdon desloca o foco do “por que reformar” para o “quando reformar”. Sua análise parte da constatação de que a agenda governamental é limitada, disputada e altamente sensível ao contexto. Ideias não entram na agenda simplesmente porque são boas ou necessárias, mas porque se tornam politicamente possíveis. Para isso, é preciso que três fluxos independentes se alinhem.

O fluxo dos problemas diz respeito à forma como determinadas disfunções passam a ser percebidas como problemas públicos relevantes, seja por deterioração de indicadores, comparações internacionais desfavoráveis ou eventos críticos que concentram atenção política. O fluxo das políticas públicas corresponde ao conjunto de soluções que circulam ao longo do tempo em comunidades técnicas, sendo filtradas por critérios de viabilidade técnica, coerência com valores dominantes e custos politicamente aceitáveis. O fluxo político, por sua vez, é moldado por eleições, mudanças de governo, correlação de forças no Legislativo, pressões de grupos organizados e clima de opinião pública.

A mudança ocorre apenas quando esses três fluxos convergem e abrem uma janela de oportunidade. Essas janelas são raras, duram pouco e exigem prontidão. Sem soluções previamente amadurecidas, o momento passa. É por isso que reformas frequentemente parecem surgir de forma súbita, quando, na realidade, estavam sendo preparadas havia anos, aguardando o contexto adequado.

O caso brasileiro recente ilustra essa dinâmica com clareza. A crise econômica associada à pandemia da Covid-19 funcionou como um evento focal de grande magnitude, reclassificando problemas estruturais, como baixa produtividade, ambiente regulatório disfuncional e gargalos de infraestrutura, como prioridades incontornáveis. O elemento decisivo, no entanto, não foi apenas a gravidade da crise, mas o fato de que muitas soluções já estavam prontas. Dos 25 projetos prioritários de retomada econômica apresentados pelo Governo Federal, cerca de 60% haviam sido protocolados no Congresso antes da crise de 2020. A pandemia não necessariamente criou boas ideias – ela reduziu o custo político de implementá-las. Em outras palavras, a pandemia abriu a janela de oportunidade para a viabilização de reformas.

Esse episódio opera como um experimento quase natural. Problemas tornaram-se incontornáveis, soluções estavam tecnicamente amadurecidas e o ambiente político sofreu deslocamento abrupto. A janela abriu-se não porque surgiram diagnósticos inéditos, mas porque, temporariamente, tornou-se politicamente mais caro bloquear mudanças do que aceitá-las.

A articulação entre Aghion, Acemoglu e Kingdon permite, assim, construir um modelo triangulado: inovação impulsiona crescimento; crescimento redistribui poder; a redistribuição de poder gera resistência institucional; e apenas choques suficientemente fortes são capazes de romper, ainda que brevemente, esse equilíbrio. Crescimento é, portanto, um fenômeno econômico, institucional e político ao mesmo tempo. Países que prosperam não são apenas aqueles que sabem o que fazer, mas aqueles que sabem quando fazê-lo.



Mises Brasil

Alexandre de Moraes, vulgo Xandão, caiu em grampo da PF fazendo lobby

Dono do Banco Master abre o bico e complica ainda mais Alexandre de Moraes, o notório Xandão

O Diabo Veste Master 2025

 

Daniel Vorcaro era o controlador do Banco Master, liquidado pelo Banco Central - Foto: redes sociais.


O vencedor, com folga, é o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, pelo incrível talento de contratar o escritório de advocacia certo, do tipo capaz de apontar o caminho do céu para quem merece o inferno.

Troféu ‘Bye, bye, Brasil’

Para as pesquisas mostrando que, decepcionados, ao menos 40% dos brasileiros gostariam de deixar seu País.

Óleo de Peroba 2025

Lula ganha em todas as categorias, a começar com a decretação de sigilo eterno sobre atividades que decidiu esconder dos brasileiros, das viagens de Janja aos negócios dos irmãos Joesley e Wesley Batista.

Taça Mico Dourado

Vai para a COP30, conferência na qual Lula nos fez gastar suspeitos R$500 milhões para bancar a organização pífia que não atraiu qualquer autoridade relevante e na qual as propostas do anfitrião foram ignoradas.


Diário do Poder

FAROESTE À BRASILEIRA, COM GUSTAVO SEGRÉ

PF conclui depoimento de Vorcaro e liga alerta no gabinete de Moraes

Perfectly Frank.

Desembargadora cita 'suspensão abrupta' e devolve benefícios vitalícios de Bolsonaro

OESTE SEM FILTRO - OPOSIÇÃO FECHA O CERCO CONTRA MORAES NO CASO MASTER

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

JORNAL DA OESTE - SEGUNDA EDIÇÃO, COM TAUANY CATTAN

FAROESTE À BRASILEIRA, COM GEISIANE FREITAS

Caso Banco Master expõe STF - Conversa Timeline

ALEXANDRE DE MORAES ESTÁ DESESPERADO - A CASA CAIU DE VEZ

Oposição avança contra abusos de Alexandre de Moraes e protocola pedido de impeachment

Soraya Thronicke é flagrada em loja de luxo com lobista preso pela Polícia Federal

FLAMENGO ANUNCIA CHEGADAS! MARCOS ANTÔNIO E KAIO JORGE

Voltam a circular vídeos alertando sobre mulher de Alexandre de Moraes

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Anthony Hopkins celebra 50 anos de sobriedade com mensagem de Ano Novo

O ator, que completa 88 anos nesta semana, compartilhou um relato emocionante sobre o dia em que quase morreu


Anthony Hopkins celebrou 50 anos de sobriedade e reforçou a importância de buscar ajuda contra o vício | Foto: Reprodução/Redes sociais



Às vésperas de 2026, Anthony Hopkins utilizou suas redes sociais para compartilhar uma mensagem de conscientização e esperança. O vencedor de dois Oscars celebrou a marca histórica de 50 anos de sobriedade, aproveitando o momento para alertar seus seguidores sobre os perigos do consumo excessivo de álcool durante as festas de fim de ano. 

Em um vídeo publicado no Instagram, o ator relembrou o ponto de virada em sua trajetória. “Há exatos 50 anos, eu quase morri”, relatou Hopkins. “Dirigi meu carro em um apagão alcoólico. Percebi naquele momento que estava me divertindo ‘demais’. Isso se chamava alcoolismo.” 


One day at a time, today I celebrate 50 years of sobriety. Happy birthday to everyone. View all 16,925 comments

Hopkins detalhou o momento exato em que atingiu o fundo do poço, durante uma festa em Beverly Hills. Ele recordou que, ao perceber que poderia ter matado alguém ou a si mesmo, sentiu uma clareza súbita. O ator olhou para o relógio — eram precisamente 11 horas da manhã — e ouviu uma voz interior dizendo: “Acabou. Agora você pode começar a viver”. 

“Recuperei o juízo e disse a um ex-agente meu: ‘Eu preciso de ajuda’. Sem querer me gabar, eu procurei auxílio e, há 50 anos, aquele foi o fim [do vício]”, afirmou o artista. Hopkins encerrou o vídeo incentivando o público a “escolher a vida em vez do oposto”.


Vitalidade aos 88 anos 

O ator completará 88 anos na quarta-feira 31 e atribui sua longevidade e clareza mental à decisão de abandonar a bebida. Mesmo com a idade avançada, Hopkins mantém uma carreira produtiva e intensa em Hollywood. 

Recentemente, ele estrelou o suspense psicológico Locked e o drama histórico Those About to Die. Além disso, o veterano já integra o elenco do novo projeto do diretor Guy Ritchie, intitulado Wife & Dog. Para Hopkins, sua trajetória ativa no cinema é a prova de que tomou a decisão correta há cinco décadas.


Matheus Fragta - Revista Oeste

Apologia à ladroagrem! PGR arquiva pedido contra Alexandre de Moraes, vulgo Xandão, no caso Banco Master

 Representação citava suposta atuação do ministro e relação profissional envolvendo a instituição financeira



Foto: Ton Molina/Estadão Conteúdo 


A Procuradoria-Geral da República decidiu encerrar uma representação que pedia apuração sobre a conduta do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, em episódio relacionado ao Banco Master. O procurador-geral Paulo Gonet assinou o despacho no sábado 27.

Na avaliação da PGR, não há elementos mínimos que sustentem a abertura de investigação. O documento afirma ser “imperativo sublinhar a absoluta ausência de lastro probatório mínimo que sustente a acusação formulada”, tanto em relação a Moraes quanto ao presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. 

A iniciativa partiu do advogado Enio Murad. Ele alegou, com base em reportagens, que o ministro teria mantido contatos com o comando do Banco Central para atender interesses privados da instituição financeira. A representação mencionou ainda um contrato de prestação de serviços advocatícios entre o banco e Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro.

 

Suposta falta de indícios concretos contra Moraes

Gonet registrou que a cobertura jornalística citada na petição não apresentou provas materiais capazes de confirmar as suspeitas. Segundo ele, mesmo com ampla repercussão, a narrativa permaneceu “no campo das suposições”. 

O procurador-geral destacou que o uso de sigilo de fonte nas reportagens limita qualquer tentativa de verificação mais aprofundada. Para a PGR, esse fator impede o avanço de diligências preliminares. 

No despacho, Gonet também afastou a hipótese de irregularidade na relação profissional entre a advogada e o Banco Master. Para ele, contratos firmados no exercício da advocacia não configuram ilegalidade e não se enquadram na competência do Supremo. “Refoge ao escopo de atuação e à competência da Suprema Corte a ingerência em negócios jurídicos firmados entre particulares”, afirmou. 

A PGR ressaltou ainda que o pedido arquivado não guarda vínculo direto com ações sobre o Banco Master que seguem em tramitação no STF. 


Erich Mafra - Revista Oeste


PAVIO CURTO COM PAVINATTO AO VIVO - SANÇÕES MAGNITSKY E ANISTIA — COM PAULO FIGUEIREDO

Uma reflexão para o final de ano

 


O peso que ensina a voar

Você prometeu a si mesmo que nunca mais cairia no mesmo erro. Garantiu que aquilo era coisa do passado. Mas, lá no fundo, sabia: estava enganando a si próprio. Hoje, encara as consequências amargas daquela decisão e carrega uma mala pesada de ansiedade, tristeza e preocupação que insiste em acompanhá-lo todos os dias.

Seja sincero: quem nunca viveu algo parecido?

A vida nos coloca diante de escolhas — e nem todas dão certo. Talvez uma dívida que parecia ser a porta para um futuro brilhante. Talvez um relacionamento perdido, que deixou marcas difíceis de apagar. Talvez palavras ditas no calor do momento, palavras que feriram alguém querido e que não podem ser tomadas de volta.

Quando olhamos para trás, é fácil sentir o peso esmagador de tudo isso.

Mas aqui está a verdade que muitos esquecem: ninguém consegue avançar olhando apenas pelo retrovisor.

Não existe moeda mágica para quitar dívidas de ontem. Não há máquina do tempo para corrigir relacionamentos machucados. Não existe borracha capaz de apagar o que foi dito. Mas existe algo ainda mais poderoso: a possibilidade de aprender — e aprender profundamente.

Cada escolha errada traz uma lição preciosa.

O segredo está em aproveitá-la.

Use o que passou como farol, não como algema. Admita as falhas com coragem — pessoas fortes fazem isso. Peça perdão quando necessário — isso abre portas e liberta o coração. Lembre-se: o peso do passado só domina seu futuro se você permitir.

O primeiro passo para aliviar o coração é assumir o controle da própria vida. É tão fácil culpar o outro, culpar o mundo, culpar o destino.

Quando assumimos responsabilidade, assumimos também o poder de mudar.

O segundo passo é cuidar do presente. Hoje é o único dia que podemos transformar. Ontem já foi escrito, amanhã ainda está em branco. Tudo o que fazemos agora decide a história que virá.

E o terceiro passo é conversar. Guardar tudo dentro de si é como tentar apagar um incêndio com gasolina. Fale com alguém de confiança — um amigo, um familiar, um conselheiro — porque uma boa conversa clareia a mente, acalma o coração e nos devolve o ânimo de viver.

No fim das contas, o passado não é uma sentença; é um professor.

E cada amanhecer é uma nova oportunidade de começar melhor.

Olhe para o que passou com honestidade, mas caminhe para frente com esperança.



Mises Brasil

OESTE SEM FILTRO

OESTE SEM FILTRO - Com Augusto Nunes, Ana Paula Henkel, André Marsiglia, Adalberto Piotto, Carlo Cauti, Alexandre Garcia e Paula Leal

'Maior golpista do Brasil': Tagliaferro pede a Fachin suspeição de Alexandre de Moraes em julgamento

FAROESTE À BRASILEIRA, COM GEISIANE FREITAS

FAROESTE À BRASILEIRA, COM GEISIANE FREITAS

JORNAL DA OESTE - SEGUNDA EDIÇÃO, COM TAUANY CATTAN

TUDO SOBRE O ESCÂNDALO DO BANCO MASTER - A VERDADE QUE PODE INICIAR A MORALIZAÇÃO DO BRASIL, HOJE DOMINADO PELO 'CARTEL LULA-STF-GLOBOLIXO'

DOMINGÃO COM CAIVANO

CRISTINA GRAEML: O vídeo que Alexandre de Moraes não quer que você veja

MALU GASPAR, UMA JORNALISTA ATACADA PELO GADO

Silêncio de Alexandre de Moraes amplia crise após revelações sobre caso Banco Master

Globolixo solta a mão de Alexandre de Moraes, avalia Sebastião Coelho

Na CPMI do INSS, escândalo STF/Master rivaliza com esquemas Lulinha e o Careca

 

Fábui Luís, o Lulinha - Foto: Reprodução/Redes Sociais


A CPMI do roubo bilionário aos aposentados e pensionistas deve retomar as atividades, logo após o recesso, priorizando a investigação do envolvimento de Fábio Luís, o “Lulinha”, filho de Lula (PT), no escândalo. Será páreo duro com as investigas que estão previstas com revelações suspeitas envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), o banqueiro Daniel Vorcaro e seu Banco Master, acusado de lesar milhares de investidores e com explicações sobre empréstimos consignados.

Perdeu a paciência

A cúpula da CPMI prevê abandonar o “pudor institucional” após decisões de Toffoli e o contrato milionário da esposa de Moraes com o Master.

Roubo recorde

O relator da CPMI já revelou a estimativa de que foram roubados dos idosos, em consignados nõ autorizados, mais de R$90 bilhões.

Veto vai render

A CPMI quebrou sigilos do banco Master, para investigar consignados, mas o ministro Dias Toffoli proibiu acesso da comissão aos documentos.

Mensalão na mira

A CPMI também investiga a revelação de que Lulinha recebia mensalão de R$300 mil de Antonio Camilo Antunes, o “Careca do INSS”.

Diário do Poder

TV INJUSTIÇA - A fritura de Moraes - Fuga de Silvinei enseja prisão de terceiros

domingo, 28 de dezembro de 2025

TV INJUSTIÇA - A fritura de Moraes - Fuga de Silvinei enseja prisão de terceiros - Ludmila Lins Grilo

O ESCÂNDALO QUE O BRASIL NÃO ESTÁ PREPARADO - Bárbara Te Atualizei

'O Brasil virou o país da insegurança jurídica', por Ives Gandra Martins

 O ativismo judicial e o enfraquecimento das garantias constitucionais colocam em risco a previsibilidade do Direito


É imprescindível restaurar a harmonia e a independência entre os Poderes, sem invasões de competência, escreve Ives Gandra | Foto: Divulgação/Oeste - Imagem criada com o auxílio de inteligência artificial 


Recentemente, participei de um almoço promovido pelo Instituto dos Advogados de São Paulo (Iasp). Como decano dos ex-presidentes — presidi a entidade em 1985 e 1986 —, compareci para prestigiar o palestrante Fábio Prieto, notável jurista e ex-presidente do TRF-3. Exmembro do Ministério Público e magistrado distinto, Prieto desempenha hoje, com sucesso, a função de secretário de Estado da Justiça e Defesa da Cidadania no governo Tarcísio de Freitas. 

O que mais me impressionou no evento, contudo, foi o diálogo com os colegas. Ouvi de diversos advogados um profundo desconforto com a atual invasão do Supremo Tribunal Federal (STF) nas competências dos Poderes Legislativo e Executivo. Entre os presentes estavam o presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo; professores de diversas universidades; o diretor da Faculdade de Direito do Mackenzie; professores da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, onde minha mulher e eu nos formamos; e renomados advogados e conselheiros da OAB/SP. Todos, notáveis operadores do Direito, compartilhavam a mesma preocupação: a redução do direito de defesa. 

Com a predominância das sessões virtuais, a “ampla defesa” — inserida pelo constituinte para garantir a inviolabilidade do advogado — não tem sido aplicada em sua plenitude. Assistimos a advogados presos e parlamentares cerceados em sua liberdade de opinião. Textos constitucionais são alterados por meio de “leis” criadas pelo Poder Judiciário, e não pelo Legislativo, como deveria ser. A insegurança jurídica promovida por esse protagonismo judicial é monumental. 


A falência da política potencializa a insegurança jurídica 

O caput do art. 5º da Constituição Brasileira — considerado o dispositivo mais importante do nosso ordenamento por prever direitos fundamentais como vida, liberdade, igualdade, segurança e propriedade — trata dos cinco fundamentos de todos os outros 78 direitos e garantias individuais ali enunciados. Entre eles, destaca-se a segurança jurídica. Hoje, entretanto, não gozamos dessa garantia em sua plenitude. Bernardo Cabral, relator da Assembleia Nacional Constituinte, recorda sempre que o presidente Ulysses Guimarães considerava nossa Carta a “Constituição Cidadã”. 

Infelizmente, não é o que vemos. Há um conflito permanente entre os Poderes, gerando insegurança jurídica frequente. Vinte anos atrás, havia previsibilidade nas decisões, baseadas na jurisprudência, na Constituição e na lei. Hoje, tudo é surpresa.

Ronald Coase e Douglass North, Prêmios Nobel de Economia, afirmavam que “qualquer país evolui no momento em que as instituições jurídicas permanecem estáveis e previsíveis”, pois assim é possível investir a médio e longo prazo, com a certeza de que há garantias no sistema. 

No Brasil, vivemos em constante sobressalto: ministros, senadores e deputados acusam-se publicamente; o Executivo ameaça vetar o que ainda nem foi aprovado no Legislativo; há conversas do Executivo com ditadores, como se fossem aliados permanentes. Esse ambiente retira-nos o direito à segurança.


Em busca de soluções 

Todos queremos segurança jurídica. Para isso, precisamos de um Judiciário que a proteja, e não de um Poder que se autoconstitua como legislador complementar, constituinte, ordinário, além de corretor de rumos do Executivo. 

Admiro os ministros do STF e sou frequentemente criticado por isso, mas vejo com pesar a imagem do Poder Judiciário — do nosso Pretório Excelso, outrora a maior instituição da história do país — desfigurada em pesquisas de opinião. É triste para os operadores do Direito (magistrados, membros do Ministério Público e advogados) ver o país vivenciar essa insegurança jurídica, chamada de ativismo judicial. 

É imprescindível restaurar a harmonia e a independência entre os Poderes, sem invasões de competência. Precisamos aplicar o art. 5º da Constituição em sua plenitude, especialmente no que se refere à segurança jurídica. Vivemos uma democracia em crise, na qual intelectuais, escritores, conferencistas e a imprensa apontam o desconforto com a atual realidade democrática do Brasil. 

Como um velho professor de Direito, o que eu mais desejaria para o nosso país seria um ambiente total, absoluto e permanente que permitisse, de fato, a todo o povo ter a certeza de que vivemos numa autêntica democracia, em que os Poderes que a comandam, conforme o art. 2º da Lei Suprema, sejam harmônicos e independentes.

Ives Gandra Martins - Revista Oeste

FAROESTE À BRASILEIRA, MELHORES MOMENTOS - RETROSPECTIVA DE 2025 - PARTE 2

'Um verão na Toscana' - Com Claire Forlani

ALEXANDRE DE MORAES E O MAIOR ESCANDALO DO ANO - POVO NA RUA - IMPEACHMENT URGENTE

Deputados federais fizeram 388 viagens em ‘missão oficial’ este ano - O cartel lula-stf-globolixo segue o bacanal... Comunista Orlando Silva (SP) e o petista Pedro Uczai (SC) são os mais esbanjadores da grana dos pagadores de impostos

 

Plenário da Câmara dos Deputados. (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)


Justificativa para bem-bom custeado pelo pagador de impostos, deputados desfrutaram de 388 onerosas “missões oficiais” ao longo deste ano, a maioria em belíssimos lugares no exterior, como Estados Unidos e Europa. No topo, dois governistas: o comunista Orlando Silva (SP) e o petista Pedro Uczai (SC), com nove viagens cada um. Orlando acumula destinos como Lisboa (Portugal), Londres (Inglaterra), Bruxelas (Bélgica), Hanói (Vietnã) e maravilhas nacionais, no litoral do Nordeste.

Tacada de R$20 mil

Entre junho e julho, quando passou bons dias em missão na Europa, o comunista nos custou R$8,8 mil em passagens e R$12,1 mil em diárias.

Cuba-libre

Das nove viagens, o petista dedicou oito em rolês pelo Brasil. A exceção foi no fim de janeiro, quando passou três dias em Havana (Cuba).

Embromação paga

Em Cuba, Uczai participou do seminário “Construindo a Nova Ordem Mundial Internacional”. Passagens de R$2,8 mil e R$9,3 mil em diárias.

Pândega de excelências

A farra das “missões” não faz distinção partidária ou de espectro político. Foram 199 os deputados que desfrutaram da benesse este ano.

Diário do Poder

sábado, 27 de dezembro de 2025

O escândalo do Banco Master e a bomba que pode estar a caminho, segundo ministro...

OUTRA COISA, COM GUILHERME FIUZA

Nat King Cole, Frank Sinatra Christmas Songs 2025🎄

PAULO FIGUEIREDO E LUDMILA LINS

Paulo Figueiredo Show - O Elo Que Liga Alexandre e Temer ao Banco Master

FAROESTE À BRASILEIRA, MELHORES MOMENTOS-| RETROSPECTIVA DE 2025 - PARTE 1

PRONUNCIAMENTO OFICIAL DE NATAL: MICHELLE BOLSONARO PARA TODO O BRASIL

A pisada na bola das Havaianas, por Dagomir Marquezi

 Outras campanhas publicitárias do passado recente caíram no mesmo catastrófico erro


Cena da campanha da marca Havaianas com a atriz Fernanda Torres | Foto: Reprodução/Havaianas 

O debate político no Brasil chegou ao chinelo. Há alguns dias não se fala de outra coisa. A campanha publicitária das sandálias Havaianas virou a grande pauta das redes sociais. Uma campanha de boicote se espalhou pelo país. Memes e imagens de sandálias da marca sendo jogadas no lixo lotaram o X/Twitter. 

Segundo o site InfoMoney, a indignação deu certo, pelo menos temporariamente: “Na segunda-feira (22), as ações ALPA4 fecharam com queda de 2,39%, a R$ 11,44, enquanto ALPA3 caiu 1,66%, a R$ 10,08. Isso representou uma redução de cerca de R$ 152 milhões em valor de mercado, segundo a Elos Ayta Consultoria”. Mas na terça, 23, já estavam se recuperando da perda. 

A causa para o furor, a essa altura, todos sabem. A atriz Fernanda Torres entra em cena sentada numa cadeira, dizendo: “Desculpe, mas eu não quero que você entre em 2026 com o pé direito”. E então vinha o discurso que não é nada contra a sorte, e que o seu desejo era que o espectador entrasse com os dois pés etc.


Os ícones do Brasil brilham pelo mundo, mas gostoso mesmo é estar aqui de havaianas. Todo mundo usa. Todo mundo ama. #ParaTodosVerem o vídeo mostra Fernanda Torres conversando com pessoas na praia, ela usa um par de havaianas Brasil Logo na cor azul. View all 3,075 comments Add a comment... 


A peça logo foi considerada um desastre. E não era obra de amador. Ela foi criada pela agência Galeria, a terceira maior do Brasil, com sede em São Paulo. A Galeria atende megaclientes como o McDonald’s, a Natura, a Vivo e, especialmente, o Banco Itaú. A agência já colocou como astros de suas propagandas o ator Owen Wilson, o campeão da Fórmula 1 Lewis Hamilton e o tenista Rafael Nadal. 

A Alpargatas, que fabrica as sandálias, é controlada pelas holdings Itausa e Cambuhy desde 2017. O Banco Itaú vai patrocinar um especial de fim de ano com mãe e filha, Fernanda Montenegro e Fernanda Torres. 5

E Fernanda Torres foi chamada para estrelar a campanha da Alpargatas. Ela, que já havia feito o filme Ainda Estou Aqui, dirigido por Walter Salles, herdeiro do Banco Itaú. 

Esse círculo de interesses conectados gera para seus membros uma quantidade de dinheiro que nós, meros compradores de sandálias, não podemos imaginar. 

Quanto à propaganda em si: publicidade de sandálias costumava mostrar gente na praia, ou provando que as tiras não se soltam, ou a variedade de padrões. O grande gênio criativo que criou essa peça optou por colocar a atriz fazendo um monótono comício com uma óbvia mensagem subliminar: “Direita em 2026, não”. 

Se a mensagem não era tão clara, a escolha da atriz não deixou dúvidas. Uma semana antes do lançamento da campanha, Fernanda Torres estava num palco do Rio de Janeiro para defender uma das causas mais insensíveis, cruéis e desumanas da história do Brasil: a “Sem Anistia” para os presos do 8 de janeiro. 


Bolhas nos pés 

É uma campanha suicida da Havaianas, então? A lógica seria unir o país inteiro para comprar a sandália, e não dividir por meio de um texto tosco. Unir para vender é o sentido da publicidade. Então, por que a agência Galeria aprontou essa? E, ainda mais incompreensível: por que os donos da empresa Alpargatas aprovaram essa ideia? 

A diretora de criação Lizzie Capello deu a seguinte explicação na sua conta do Instagram: “As Havaianas e tantas outras marcas estão dando tiro no pé por causa das bolhas. Vivemos num ecossistema onde algoritmos nos entregam quase que exclusivamente mais do que a gente já curte, mais do que já pensamos, mais do que já concordamos. Isso cria uma ilusão superperigosa: a de que todo mundo pensa igual à gente. E não pensa. Nunca pensou. E nunca vai pensar. 

Agências são contratadas para atender demandas claras de negócios. Mas, em algum ponto do caminho, elas decidem colocar crenças pessoais e posicionamentos políticos acima da estratégia da empresa”. Mas afinal, quem manda na campanha? 

Segundo Lizzie, “não é o empresário”. Nem o diretor de marketing. E definitivamente não é o departamento criativo. Quem manda de verdade é o cliente. E cliente de direita em geral tem muito mais poder de escolha. 

Não porque são melhores ou piores que ninguém, mas porque há muito tempo decidiram não se vitimizar. Elegeram o trabalho como um pilar da vida, expulsaram a preguiça da equação. (…) Subestimar esse público é um erro estratégico grave. Ignorar sua força de conjunto é miopia de mercado. E justamente os que mais falam de inclusão são os primeiros a excluir quem pensa diferente”.


Breve história da publicidade woke 


Dylan Mulvaney faz campanha para a Bud Light nas redes sociais - Foto: Reprodução/Instagram/dylanmulvaney


O fenômeno da bolha não é novo. Outras campanhas publicitárias do passado recente caíram no mesmo catastrófico erro. Em 2023, a cerveja Bud Light — geralmente associada a uma cultura de “macho” nos bares e eventos esportivos — resolveu usar a “influenciadora” trans Dylan Mulvaney como “garota” propaganda. Resultado: perda de valor de US$ 5 bilhões para a proprietária da marca, a Anheuser Busch-Inbev. 

O lendário carro Jaguar fez a mesma coisa este ano. Com slogans como “crie exuberantemente”, a empresa lançou uma campanha com modelos LGBTQ+ vestidos com roupas bizarras e usando penteados assustadores. Balanço da empresa: nos cinco primeiros meses deste ano, as vendas caíram 77,8% em relação ao ano passado, segundo reportagem de Carlo Cauti. 

Em 2021, época em que as fintechs estavam começando a se firmar no Brasil, a co-fundadora do Nubank, Cristina Junqueira, deu uma entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura. Uma jornalista militante de esquerda preparou uma armadilha perguntando sobre cotas para negros na instituição. Cristina foi honesta: disse que a empresa tinha seu sistema de cotas, mas que não poderia “nivelar por baixo” o serviço prestado ao cliente. 

O inferno caiu sobre sua cabeça. A máquina de destruição de reputações transformou sua frase numa mensagem racista. Cristina foi crucificada em público. E a reação do banco foi a pior possível. De um dia para o outro, todos os modelos usados no aplicativo eram negros — numa rendição publicitária artificial que não tinha nada a ver com a realidade. Piorou: para acalmar a militância, o Nubank contratou para altos cargos os petistas Anitta (salário: pouco menos de R$ 36 milhões em cinco anos) e Emicida. 


Ou a direita cria esse contraponto, ou continuaremos vendo a esquerda usando sandálias para passar recados, doutrinando as novas gerações e enriquecendo loucamente. 


Também em 2021, a cerveja Heineken lançou uma campanha para que seus consumidores cortassem o consumo de carne durante um dia da semana — o Dia Sem Carne. Associações de pecuaristas reagiram em massa, criando o movimento “Churrasco Sem Heineken”. Logo, a empresa teve que abandonar a campanha. Nesse caso, mesmo quem apoia a causa (e eu sou vegetariano) tem que admitir que publicidade fala com todos os segmentos. Não é lugar para causas.

Outro caso exemplar aconteceu em 2023. A empresa Lacta resolveu fazer campanha do seu tradicional wafer coberto de chocolate Bis, criado em 1942. Entre tantos possíveis modelos para estrelar a campanha, a agência chamou o gamer/influencer/YouTuber Felipe Neto para aparecer com cara de tédio num jatinho executivo. Felipe já tinha se revelado não só um fanático admirador do lulismo, como um dos mais agressivos e grosseiros.

Como no atual caso das sandálias Havaianas, o país se dividiu. Esquerdistas fizeram campanha grátis para o Bis. Quem não gostasse de Bis era “bolsonarista”. Quem se declarava bolsonarista, comia a marca concorrente, o KitKat. Que, por uma dessas ironias da época em que vivemos, havia feito uma campanha radicalmente woke: 

A lição de Antonio Gramsci

Toda essa história, que vai do Bis às sandálias Havaianas, revela uma situação que exige uma reflexão sobre o futuro imediato do Brasil. O primeiro fato, patente e óbvio, é que a esquerda tomou todos os espaços culturais do país. Todos, incluindo a produção de entretenimento, a educação e, como vimos, a publicidade. Eles aprenderam a lição do comunista italiano Antonio Gramsci: para se conquistar um país, é preciso conquistar os corações e mentes de seu povo. 

É a guerra cultural. E, por enquanto, a esquerda está vencendo de goleada. Eles foram objetivos e disciplinados em criar um vasto aparelhamento que funciona de forma impiedosa e autossustentável. E que não representa a realidade de um país onde pelo menos a metade da população discorda da esquerda e não aguenta mais viver sob o lulismo. 

O segundo fato é que quem não concorda com a esquerda não domina quase nada. Temos Oeste, Gazeta do Povo, Brasil Paralelo e algumas poucas ilhas de “resistência”. 

E só. A direita está nessa situação porque não costuma pensar em cultura. Não é orgânica. Briga muito nas redes sociais, promove boicotes às marcas ligadas à esquerda, faz manifestações de rua. Mas não ocupa os espaços de produção cultural. 

Se a direita quiser um dia virar o jogo de verdade, vai ter que repensar essa atitude. Deve entrar em campo de olho não apenas na próxima eleição ou no impeachment de juízes fora da lei. Precisa conquistar corações e mentes jogando limpo, espalhando suas ideias, produzindo arte e educação conectadas com a realidade do brasileiro comum. Ou a direita cria esse contraponto, ou continuaremos vendo a esquerda usando sandálias para passar recados, doutrinando as novas gerações e enriquecendo loucamente.


Dasgomir  Marquezi - Revista Oeste