Bolsonaro parece finalmente convencido da necessidade de privatizar a empresa “pública” Petrobras. A estatal, que se comporta como se fosse particular (pior, submissa a acionistas minoritários), saiu do controle do acionista majoritário, que é o povo brasileiro representado pelo chefe do Executivo. A estatal já não investe e prioriza apenas a distribuição de dividendos. A política selvagem de lucros da Petrobras é o que provoca reações como a do presidente, de simpatia à ideia de sua privatização.
Xô, monopólio
O problema é a definição do modelo de privatização. O primeiro passo é eliminar o seu maior privilégio. Afinal, não dá para privatizar monopólio.
Concorrência, já
Economistas apontam outra providência necessária antes de privatizar: abrir o Brasil para que outras petroleiras concorram com a Petrobrás.
Fatiar é preciso
Outro ponto, antes de levar a Petrobras a leilão, é fatiar a empresa. Quem a comprar não pode concentrar tanto poder no mercado brasileiro.
Diário do Poder