A caminho da venezuelação, governo peronista sustenta que a medida vai corrigir 'distorções de gênero'
O governo da Argentina passou a considerar o cuidado materno como trabalho. Dessa forma, 155 mil mulheres que saíram do mercado para se dedicarem aos filhos receberão aposentadoria.
É o que estabeleceu o Programa Integral de Reconhecimento de Tempo de Serviço por Tarefas Assistenciais, da Administração Nacional de Seguridade Social do país.
A informação foi antecipada pelo jornal La Nación, na quarta-feira 21. Também têm direito as trabalhadoras com carteira assinada que recorreram à licença-maternidade.
O Poder Executivo sustenta que a medida vai “reparar desigualdades de gênero”.
Enquadram-se na iniciativa estatal mulheres com 60 anos ou mais que não completaram os trinta anos de atuação necessários para se aposentar. A medida admite somar:
1) um ano de aporte por filho, como regra geral;
2) dois anos por filho, em caso de adoção de uma criança ou adolescente menor de idade;
3) dois anos, cas se trate de um filho com deficiência;
4) três anos caso tenha recebido o Benefício Universal por filho por 12 meses, consecutivos ou não. O benefício mensal é destinado a pais ou responsáveis que estejam desempregados ou tenham baixa renda.
A oposição criticou a medida ao afirmar que é eleitoreira e vai prejudicar o sistema de aposentadorias do país.
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Cristyan Costa, Revista Oeste
Em tempo: muitos pagadores de impostos já estavam procurando aeroportos e rodovias para sumir da venezuelação da Argentina. A partir de agora, as fugas devem ir a estratosfera.
