Na operação, 27 traficantes de drogas e armas morreram. E o policial André Leonardo de Mello Frias, de 48 anos
Afonso Marangoni, Revista Oeste
O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PSC), defendeu a atuação da Polícia Civil durante operação na favela do Jacarezinho e pontuou que, “em nenhum lugar do mundo, a polícia é recebida com fuzis e granadas quando vai cumprir seu papel”.
A operação ocorreu na quinta-feira 6 e 28 pessoas morreram, inclusive o policial André Leonardo de Mello Frias, de 48 anos. Ele deixa a esposa, que também é policial, um enteado de 10 anos e a mãe, de quem cuidava desde que ela sofreu um acidente vascular cerebral, há três anos.
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Em vídeo divulgado na sexta-feira 8, Castro disse que a ação foi precedida de longa investigação que revelou uma rotina de terror e humilhação imposta pelo tráfico aos moradores da comunidade. Ele afirmou que operação “foi o fiel cumprimento de dezenas de mandados expedidos pela Justiça. Foram dez meses de investigação”.
Após críticas a condução da operação, Cláudio Castro disse que determinou transparência ao processo e que o governo do Estado é o maior interessado em apurar as circunstâncias dos fatos.
