segunda-feira, 17 de maio de 2021

Cientistas britânicos admitem que uso do medo foi “totalitário” e antiético na pandemia



Terroristas estão se aproveitando da preocupação com o v/írus chinês para fazer politicagem e provocar pânico


Utilizar o medo para controlar o comportamento da população durante a pandemia do vírus chinês foi um erro, admitem cientistas que recomendaram a prática. É o que diz o relatório divulgado na semana passada pelo renomado London Telegraph, revelando que cientistas britânicos que trabalham como assessores do governo se arrependeram de utilizar o que admitem ser métodos “antiéticos” e “totalitários” para incutir medo na população.

O London Telegraph relata os comentários feitos por membros do Grupo Científico da Influenza Pandêmica sobre o Comportamento (SPI-B), um subcomitê do Grupo de Aconselhamento Científico para Emergências (Sage), o principal grupo de consultoria científica do governo.

O relatório cita um briefing de março de 2020, quando o primeiro bloqueio foi decretado, que afirmava que o governo deveria aumentar drasticamente “o nível de percepção de ameaça pessoal” que o vírus representava, porque “um número substancial de pessoas ainda não se sentiam suficientemente ameaçadas pessoalmente”.

Um dos cientista do SPI-B admitiu que “em março [2020], o governo estava muito preocupado com a conformidade e pensava que as pessoas não gostariam de ser trancadas [em casa]. Houve discussões sobre a necessidade do medo de encorajar o cumprimento e foram tomadas decisões sobre como aumentar o medo”.

Um dos cientistas do grupo, cujos nomes foram protegido pelo London Telegraph, acrescentou que “a maneira como usamos o medo é distópica”, confessando que “o uso do medo foi definitivamente questionável do ponto de vista ético. Foi como um experimento bizarro. No final das contas, o tiro saiu pela culatra porque as pessoas ficaram com muito medo.”

Outro cientista do subcomitê professou que “poderia chamar a psicologia de ‘controle da mente’. Isso é o que fizemos, tentamos, claramente, fazer isso de uma maneira positiva algo que foi usado de forma nefasta no passado”.

De acordo com o relatório, outro pesquisador do grupo reconheceu que “sem uma vacina, a psicologia é sua principal arma”, acrescentando que “a psicologia foi em si, uma epidemia verdadeiramente eficiente”.

Ainda outro cientista no subcomitê afirmou que eles ficaram “surpresos com a transformação da psicologia comportamental em arma durante o passado” e alertou que “os psicólogos não parecerem notar quando eles pararam de ser altruístas e se tornaram manipuladores.”

“Eles têm muito poder e isso os intoxica”, alertou cientista, segundo o Telegraph.

Os comentários foram coletados pela autora Laura Dodsworth, para seu livro A State of Fear (2021), lançado semana passada, que explora as ações do governo britânico durante a pandemia.

Quando o Telegraph pediu ao subcomitê que comentasse as descobertas, o psicólogo do SPI-B Gavin Morgan respondeu: “Claramente, usar o medo como meio de controle não é ético. Usar o medo cheira a totalitarismo. Não é uma postura ética para qualquer governo moderno.”

Morgan acrescentou que “sou uma pessoa otimista por natureza, mas tudo isso me deu uma visão mais pessimista das pessoas”.

Comentando as revelações, Steve Baker, membro de um grupo de parlamentares anti-lockdown, disse: “Se é verdade que o estado tomou a decisão de aterrorizar o público para obter o cumprimento das regras, isso levanta questões extremamente sérias sobre o tipo de sociedade que queremos nos tornar.”

“Se eu temo que a política do governo hoje esteja jogando nas raízes do totalitarismo? Sim, é claro!”, insistiu Baker.

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