sábado, 31 de janeiro de 2015

Sergio Mattarella é eleito novo presidente da Itália

UOL


O juiz da Corte Constitucional Sergio Mattarella, 73, foi eleito na manhã deste sábado (31) para ser o novo presidente da República da Itália, em mais uma vitória política do primeiro-ministro Matteo Renzi.
Mattarella foi elogiado pelo ex-presidente da Itália Giorgio Napolitano, que renunciou no último dia 14 de janeiro.
"Conheço Mattarella do plano da absoluta lealdade, correção, sensibilidade, competência institucional e, certamente, da imparcialidade, características importantíssimas para a figura do chefe de Estado", declarou.  
Aos 89 anos, Napolitano decidiu abandonar o cargo --apesar de ter mandato até 2020-- por conta da idade avançada.

Quarta votação

Mattarella foi escolhido pelo Parlamento italiano na quarta votação, depois que nenhum dos candidatos tiveram os apoios necessários nas últimas rodadas.
Ele precisou de maioria simples para ser escolhido e não os dois terços requeridos segundo a Constituição italiana de 1947 para as três primeiras votações. 
Mais de mil deputados, senadores, representantes de regiões e senadores vitalícios participam da votação.

Perfil discreto

Sergio Mattarella é o 12° presidente da história da República da Itália. De perfil discreto, ele foi escolhido pelo primeiro-ministro Matteo Renzi para unir a até então dividida centro-esquerda do país em torno de um mesmo nome.  
Ligado ao Partido Democrático, o mesmo do premier, Mattarella já foi ministro para as Relações com o Parlamento (1987-1989), da Educação (1989-1990) e da Defesa (1999-2001).
Em 2011, foi eleito pelo Congresso para ser um dos juízes da Corte Constitucional do país, função que exerce até hoje. Seu nome chegou a ser cogitado no pleito presidencial de 2013, mas não encontrou apoio no grupo de centro-direita comandado por Silvio Berlusconi.  
O novo presidente da República nasceu em Palermo, é viúvo e tem três filhos. Embora não represente o caráter de renovação encampado por Renzi, Sergio Mattarella é considerado moderado - o que facilita negociações com todos os partidos - e possui uma grande experiência política. (Com Ansa e Efe)