Rennan Setti - Veja
Ibovespa também registra queda, puxado pela estatal
As ações da Petrobras caem pela primeira vez em quatro pregões depois que a agência de classificação de risco Moody’s comunicou que está revisando sua nota para, possivelmente, rebaixá-la. O comunicado da agência foi divulgado na noite de terça-feira, após o fechamento do mercado. Por causa do feriado de Natal, não houve pregão desde então. Os papéis da companhia recuam 2,38% (ordinários, com direito a voto) e 2,73% (preferenciais, sem voto). Puxado pela estatal, o índice de referência da Bolsa brasileira, o Ibovespa, caía 0,59% às 11h19m, aos 50.587 pontos. O dólar comercial tem baixa de 0,15%, cotado a R$ 2,677 para compra e a R$ 2,679 para venda.
Com mercados fechados na Europa, o dia deve ser de pouco movimento na Bolsa. Além de Petrobras, outra “blue chip” (empresa com alta representatividade na Bolsa), a Vale, registra queda. As ações da mineradora caem 1,66% (ON) e 1,69 (PN).
Entre os bancos, o estatal Banco do Brasil avança 0,61%, mas o Bradesco cai 0,44%. O Itaú Unibanco tem leve alta de 0,22%, enquanto o Santander sobe 3,03%.
As maiores altas percentuais acontecem entre as empresas do setor de construção, que tiveram um ano de queda intensa. A PDG sobe 5,88% e a Rossi — que subiu 27,5% em apenas um pregão, o do dia 23 — salta 8,51%.
MOODY’S TEME ANTECIPAÇÃO DE PAGAMENTOS
Na última terça-feira, a Moody's informou que está revisando as notas de crédito da Petrobras para possível rebaixamento. A agência disse temer que a Petrobras seja forçada por credores a antecipar pagamentos por não ter divulgado balanço financeiro auditado. A nota da petroleira na escala da Moody’s é “Baa2”, já resultado de rebaixamento realizado em outubro. Naquela ocasião, o motivo foi seu alto endividamento. Caso sua nota piore novamente em um nível, a empresa terá rating “Baa3”, apenas um degrau acima da classificação de “grau de investimento” — espécie de selo de boa pagadora.
Na véspera de Natal, a cidade americana de Providence, capital de Rhode Island, entrou com uma ação coletiva nos EUA contra Petrobras, duas de suas subsidiárias internacionais e contra membros de sua diretoria, incluindo a presidente Graça Foster.