terça-feira, 1 de setembro de 2020

Os "Antas" em defesa da Rede Globo no caso do "Doleiro dos Doleiros"

 

Em artigo publicado nesta segunda-feira, 31, O Antagonista explicitou descaradamente a defesa da Rede Globo.

Para o site, uma das táticas mais utilizadas por 'regimes autoritários' é utilizar o aparelho policial e judiciário para “intimidar e ferir adversários políticos e imprensa independente”.

"Imprensa independente" ???

“Por isso, é preciso que haja vigilância constante da sociedade e das instâncias de controle”, diz o texto.

Ao citar a delação de Dario Messer, o doleiro dos doleiros, o artigo assinado por Mario Sabino, diz que o caso “merece ser investigado com rigor”.

“A história não interessa à Justiça porque, mesmo que fosse verdadeira, os eventuais crimes de sonegação fiscal e evasão de divisas estariam prescritos.
Prescrição por si só não torna ninguém inocente, obviamente, mas apenas os casos nos quais há chance de punição são levados em conta em processos, e esse ponto é ainda mais relevante se eles forem narrados e documentados por alguém que foi beneficiado com uma redução de pena justamente por ajudar a Justiça”, afirma Sabino.

E prossegue, atacando o presidente Jair Bolsonaro:

“A história de Messer já não se sustentava quando foi publicada — e, como apontei, se crimes houvessem ocorrido, eles já teriam prescrito. O que não vai prescrever nunca é o aproveitamento político que Bolsonaro fez e provavelmente continuará fazendo do episódio, com o PT o acompanhando em tom festivo.”

E finaliza:

“O aproveitamento é motivo suficiente para que o Conselho Nacional do Ministério Público investigue se procuradores realmente forçaram a barra para que a história em relação à Globo se tornasse um capítulo da delação de Messer — capítulo tão efêmero que já foi para o lixo, mas bastante eficaz para atingir a reputação da emissora que Bolsonaro considera a sua principal inimiga. Aliás, é lícito supor que a história já havia ido para o lixo quando veio à tona na imprensa, o que torna tudo ainda mais sórdido.”

Antas defendendo a Globo?

O que aconteceu?

Jornal da Cidade

Em tempo: Como a Globo, além de perder a credibilidade, O Antagonista caminha célere para a falência. Quer dizer, falência ética, moral, financeira... Faz sentido sair em defesa da Globo...

"Os (ir)responsáveis e a pandemia (parte II): A que ciência eles obedeceram?", por Alexandre Siqueira

 

Começo essa explanação, apresentando um gráfico que mostra com toda clareza, os efeitos da prescrição médica da Cloroquina ou Hidroxicloroquina, e seus medicamentos associados como a Azitromicina e Zinco. Essa liberdade de prescrição se deu a partir do dia 20 de maio, quando o Ministério da Saúde deliberou sobre a liberdade dos médicos para prescreverem tais medicamentos.

O gráfico mostra que a linha dos curados (em destaque no dia 20.05) começa a se aproximar da linha dos infectados, se cruzam pelo caminho do tempo, e ultimamente ultrapassam e os superam.

Observe!

Outro detalhe é que nos últimos 20 dias, o pico de curados tem sido bem mais significativo do que os de infectados.

A partir dessa explícita demonstração gráfica, e outros elementos que comprovam a eficácia da aplicação destes medicamentos para cura da doença, dentre eles, testemunhos de médicos e de pacientes, tanto no Brasil quanto no mundo, que há criminalidade implícita em ações das autoridades.

Não vou levar em consideração para essa análise, as inúmeras denúncias de ações como a do governador da BA, Rui Costa, que teria apreendido e escondido os medicamentos, impedindo acesso aos pacientes.

Esquecer as divulgadas mentiras escandalosas como a do David Uip, que omitiu propositalmente que fez uso da Cloroquina em seu próprio tratamento.

Vamos deixar de lado, que prefeitos como o de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, que deliberadamente recusa-se a explicar a não liberação dos medicamentos em unidades de saúde municipais, mas declarou em público que “O uso da cloroquina em Belo Horizonte é feito pelo doutor Jackson Pinto (secretário de Saúde), Carlos Starling (infectologista), Unaí Tupinambás,(infectologista) e Estevão Urbano (infectologista).

"Eles aplicam e orientam a Secretaria de Saúde do jeito que acharem melhor, pois a responsabilidade é da ciência. Eu não acho nada, pois posso precisar usar uma hora”.

É difícil, mas vou ignorar o Médico/político Henrique Mandetta que como Ministro da Saúde do Brasil, disse não recomendar o medicamento, exceto se o paciente apresentar falta de ar e/ou comprometimento pulmonar, ou seja, agravamento do estado de saúde.

E como esses exemplos, há muitos pelo Brasil. Não vou submeter minha inteligência às posições errantes da OMS, por motivos mais do que óbvios.

Vou ater-me a outras questões, que deixam estes citados, e muitos outros, à beira de um julgamento que se faz necessário a esta altura. Hão de ser responsabilizados por suas atitudes. O discurso da comprovação científica do medicamento caiu por terra há muito tempo.

Vamos citar a informação que foi mantida às escuras, com a conivência da OMS, de que a China já fazia uso da medicação desde fevereiro desde ano. E para quem tem dúvidas disso, leia a matéria produzida pela Fondation Méditeranée Infection. Neste mesmo site, há muitas matérias e estudos que analisam e reafirmam que a Cloroquina, seus derivados e associados, afiançam a prescrição dos mesmos.

Publiquei documentação oficial da Associação Médica do Brasil, do Conselho Federal de Medicina e da Associação Médica Mundial (Declaração de Helsinque de 1964), que, não só permitem, mas orientam seus associados a ter liberdade para prescrever os medicamentos.

O site ( https://c19study.com/ ) publica vários estudos no mundo sobre o uso da Cloroquina. Datados e com o status de cada estudo, o site dá como título a seguinte conclusão: HC globalEstudos Q. PrEP, PEP e estudos de tratamento precoce mostram eficácia, enquanto o tratamento tardio mostra resultados mistos.

Aqui no Brasil, é imperioso citar que municípios como Floriano/PI, Porto Feliz/SP e Santa Cruz do Sul/RS*, dentre outras, tem como resposta aos demais governantes que a Cloroquina salva vidas.

Isso sim é “Salvar vidas”. Prefeitos, secretários de saúde e equipe de controle, adotaram o Protocolo da Espanha com o propósito de cuidar de seus “pacientes”.

*A confirmar qual protocolo a cidade adotou.

Apresento abaixo um quadro com os números, e seus comparativos, destes municípios e de outros três (Salvador, Belo Horizonte e São Paulo) que não aplicaram nenhum protocolo medicamentoso com a Cloroquina.

Considerando que o resultado dos municípios com o uso do medicamento Cloroquina é eficaz, frente àqueles municípios que não o adotaram, montei um quadro com a tese da eventual adoção deste medicamento, e seus resultados. Aplicando a média da letalidade dos três municípios que prescreveram a Cloroquina a seus pacientes, a realidade das outras três cidades que não liberaram seu uso, ficaria assim:

Mediante esses dados, podemos afirmar que há dolo quanto à política adotada pelos prefeitos das cidades de Salvador, Belo Horizonte e São Paulo, que não liberaram o uso da Cloroquina, sob a famigerada desculpa da ausência da comprovação científica, respectivamente, Antonio Carlos Magalhães Neto, Alexandre Kalil e Bruno Covas?

Qual responsabilidade pode recair sobre estes administradores públicos?

A que ciência eles obedeceram, senão a política?

O Ministério Público Federal ou estadual devem se pronunciar sobre o caso?

Não vou perdoar aqui a imprensa, especialmente a grande imprensa nacional, que não se continha em dar notícia, sua obrigação, do que os governantes faziam. A imprensa também tem sua responsabilidade a partir do momento que insinuava a todo o momento, a validade das ações de prefeitos, governadores e políticos.

Agiu como cúmplice. Uma vergonha!!!

Jornal da Cidade

Um dos petistas da facção do STF, Fachin é o “agressor” da vez ao presidente da República

 

Parece ser uma estratégia combinada.

O fato é que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que deviam se preocupar em tão somente serem os guardiões da Constituição, não o fazem.

Muito pelo contrário. Demonstram, cotidianamente, em suas decisões, total desapego ao texto da carta e, em suas declarações, um certo êxtase em atacar o governo e o presidente Jair Bolsonaro.

Nesta segunda-feira (31), Fachin afirmou que está em andamento no país um “projeto autoritário” e que as eleições de 2022 vão pôr em disputa dois projetos: um que ele caracterizou de “autoritário” e outro ligado à “agenda de 88”, ao se referir à Constituição promulgada naquele ano.

“Creio que a sociedade brasileira precisa se preparar para fazer uma escolha entre essas duas agendas e esses dois projetos. E isso, na via da democracia deliberativa, se dará em 2022”, disse Fachin em transmissão ao vivo nesta segunda-feira (31), promovida pelo programa Violações e Retrocessos, coordenado por acadêmicos de direito da UFPR (Universidade Federal do Paraná).

Ao longo de sua manifestação, o ministro descreveu o que caracterizaria esse projeto que se contrapõe ao campo democrático.

“Uma agenda em raízes de elogio à ditadura civil-militar, uma agenda, portanto, de mentes autoritárias, de menosprezo à democracia, de menosprezo a questões vitais, como meio ambiente, povos indígenas, quilombolas".

E complementou:

"De uma agenda que mistura o nome de Deus com negócios do Estado e uma agenda que tem uma política armamentista, que desrespeita as instituições democráticas, que ofende a imprensa, que escolhe inimigos externos e que busca, entre outras coisas, o controle da educação e do ensino”.

É de se lamentar ver um magistrado do STF opinando em questões políticas e, pior, demonstrando alinhamento ideológico com determinados grupos.

Jornal da Cidade

Em tempo: Fachin é o elemento deletério que deu carta branca a traficantes para 'explorarem' o Rio de Janeiro. O indigitado impediu a Polícia de caçar os criminosos. São tipos desse nível a quem Luiz Inácio Lula da Silva e outros meliantes recorreram para a aparelhar a mais alta 'corte' do país.

Mercado imobiliário volta a crescer e tem alta de 21% em julho

 O mercado imobiliário na cidade de São Paulo voltou a crescer em julho, confirmando as expectativas de empresários que apontavam para uma recuperação rápida dos negócios após o encolhimento nos primeiros meses de pandemia provocada pelo vírus chinês.

As vendas de apartamentos novos atingiram 4.341 unidades em julho, número 45,5% superior ao de junho e 21,1% acima do registrado no mesmo mês do ano passado. Os dados são de levantamento do Sindicato da Habitação (Secovi-SP).

Imóveis em São Paulo
Mercado de imóveis novos na cidade de São Paulo mostrou recuperação em julho 
após quedas nos primeiros meses da pandemia. 
Foto: Werther Santana/Estadão - 31/8/2020

Esta é a primeira vez desde março em que o setor tem crescimento na comparação anual. As quedas foram de 13,8% em março, 27,7% em abril, 26,7% em maio e 56% em junho. Antes da pandemia chegar, as vendas estavam em alta.

No acumulado dos últimos 12 meses encerrados em julho, foram vendidos 47.237 apartamentos novos na capital paulista, alta de 19,3% ante os 12 meses anteriores. Isso significa que o mercado ainda carrega expansão, mesmo com o freio na quarentena.

“O resultado das vendas de julho é absolutamente surpreendente”, celebrou o economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci. “Essa alta ficou acima do imaginado.”

Na sua avaliação, a recuperação rápida do mercado imobiliário reflete alguns aspectos positivos do ambiente econômico a despeito da crise, como a manutenção da inflação baixa e dos juros dos financiamentos no menor patamar da história – fatores que aumentaram o poder de compra dos consumidores.

Médio e alto padrão

A recuperação das vendas de imóveis novos no mês de julho na cidade de São Paulo pode ser percebida em todos os segmentos. A melhora abrange desde as residências com valor “mais em conta”, enquadradas do Minha Casa Minha Vida (rebatizado de Casa Verde e Amarela), até os empreendimentos de médio e alto padrão.

Nos meses anteriores, apenas as unidades de valor mais baixo estavam escoando bem, segundo Petrucci. “Fico feliz de ver uma melhora generalizada”, afirmou.

Levantamento do sindicato mostrou que, das 4.341 unidades vendidas em julho na capital paulista, 42% foram econômicas e 58% de médio e alto padrão. A velocidade de vendas no primeiro tipo foi de 11,8%, e no segundo, 13,8%. A velocidade de vendas é um indicador de liquidez medido pela relação entre a quantidade de unidades vendidas no mês diante do total de unidades que estão no estoque mais as que foram lançadas no período.

Petrucci disse que os imóveis com mais área, mais quartos e, consequentemente, de maior valor também tiveram liquidez elevada.

Isso pode estar relacionado à mudança no comportamento dos consumidores, que passaram a priorizar moradias mais amplas e confortáveis, com opções de lazer e home office, já que há uma tendência de se passar mais tempo em casa.

“Os lançamentos para acompanhar essas novas demandas ainda vão chegar ao mercado. Mas pode ser que o consumidor esteja comprando mais aqueles produtos do estoque que já têm algumas dessas qualidades desejadas”, afirmou.

Aproveitar o momento

servidor público Victtor Victoria, de 31 anos, realizou o sonho de comprar a casa própria na semana passada, quando fechou o contrato para aquisição de um apartamento com dois dormitórios no bairro Bela Vista, no centro de São Paulo. Ele vive de aluguel desde 2018, quando se mudou para a capital, e diz que aproveitou os juros baixos para financiar o imóvel. 

“Eu tinha dinheiro investido principalmente em Tesouro Direto, que estava dando pouco retorno, e resolvi retirar para o apartamento, para aproveitar essa taxa baixa de juros”, diz. “A parcela também ficou com um valor próximo do aluguel, o que deixou o pagamento mais acessível”, conta o servidor.

Victtor Victoria
Victtor Victoria, com a noiva, Thaís, aproveitou os juros baixos para comprar um imóvel. Foto: Alex Silva/Estadão

Construtoras reforçam o otimismo para os próximos meses, e acreditam que será uma boa oportunidade para escoar uma demanda reprimida nos últimos anos, em que era mais difícil comprar um imóvel.

“Havia uma demanda que vinha sendo reprimida desde a crise de 2015. Nós não tivemos uma recuperação forte, em que ainda não recuperamos a média de consumo de unidades novas que se esperaria para São Paulo”, afirma Mauro Teixeira Pinto, sócio-diretor da TPA. “O comprador tem hoje uma janela de oportunidade interessante, porque o preço dos imóveis ainda não subiu.”

Teixeira Pinto destaca que a parcela de investidores no setor de imóveis cresceu, fenômeno também impulsionado pela baixa taxa de juros. “O aplicador ficou sem alternativa e começou a investir em imóvel. Isso influenciou aquela pessoa que tinha dinheiro aplicado e estava na dúvida se ia comprar um imóvel para si”, diz.

A incorporadora RNI fez em junho o lançamento RNI Nova Jaçanã, na zona norte de São Paulo, e já vendeu cerca de 50% das unidades. O diretor de marketing, vendas e incorporação da construtora, Henrique Cerqueira, acredita que parte do sucesso nas vendas também se deve ao atendimento digital para fechamento de contratos e busca por imóveis. 

“Quando você junta o desejo de ter um imóvel e um meio digital, em que o cliente não precisa se expor na frente de um corretor para mostrar o contracheque ou ter o crédito negado pelo banco, ajuda muito na hora de efetivar a compra”, afirma.

Circe Bonatelli e Luísa Laval, O Estado de S.Paulo

“Isso é de impacto lá atrás; estamos decolando em V”, diz Guedes, sobre PIB

 O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta terça-feira, 1º, que não causa preocupação ao governo o tombo histórico de 9,7% do Produto Interno Bruto (PIB), no segundo trimestre deste ano na comparação com os três primeiros meses do ano.

"Isso é impacto do raio que caiu em abril", afirmou Guedes, no Palácio da Alvorada, em referência aos impactos da crise do coronavírus na economia brasileira. Ele participou do anúncio da prorrogação do auxílio emergencial até dezembro ao lado do presidente Jair Bolsonaro e de líderes do Congresso.

Depois, em audiência pública com os parlamentares, o ministro disse que o resultado do PIB divulgado hoje é "um som do passado". “Nós humanos somos átomos que raciocinam. Economia não é uma ciência exata. Como a velocidade da luz é diferente da velocidade do som, você vê um raio muito cedo e o som chega muito depois. É a mesma coisa com a economia”, afirmou. 

Paulo Guedes
Paulo Guedes em café da manhã que o presidente Jair Bolsonaro
ofereceu a líderes do Congresso nesta terça. 
Foto: Marcos Corrêa/PR

Ele completou dizendo que quem previu uma queda de 10% no PIB deste ano “viajou na velocidade da luz” e errou. “Chegou agora o som de uma queda inicial do PIB de 10%. Só que a realidade é outra. É um som de um passado distante. Como a luz das estrelas que nós vemos foram emitidas há bilhões de anos. O que você vê é um registro do passado. Foi esse som que chegou agora”, completou. Guedes disse que as estimativas agora para o PIB de 2020 estão em queda entre 4% e 5%, a metade da queda registrada no segundo trimestre.

Os efeitos da pandemia de covid-19 sobre a economia, apesar de percebidos ainda em fevereiro, se intensificaram em todo o mundo a partir de março. Para conter a disseminação da doença e o colapso do sistema hospitalar, o Brasil adotou o isolamento social em boa parte do território, o que afetou a atividade econômica. Os efeitos negativos foram percebidos principalmente em março e abril.

O resultado divulgado nesta terça é a queda mais intensa desde que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) iniciou os cálculos do PIB trimestral, em 1996. Até então, o maior tombo já registrado no País tinha ocorrido no quarto trimestre de 2008 (-3,9%).  Com o desempenho, o Brasil entrou oficialmente em recessão técnica, caracterizada por dois trimestres consecutivos de encolhimento do nível de atividade.

"Isso é de impacto lá atrás. Estamos decolando em 'V'", disse Guedes usando a metáfora para explicar que após uma queda rápida da atividade, deve acontecer também uma alta na mesma intensidade.

Na audiência pública na comissão mista do Congresso Nacional que acompanha a execução das medidas de enfrentamento à pandemia de covid-19, Guedes afirmou que o governo tomou "medidas vigorosas" para o enfrentamento à pandemia, acima da média dos países avançados e quase o dobro dos emergentes.  

“Mais importante do que o resultado do PIB do 2º trimestre é observar que abril foi o piso e já há uma retomada em V. Todo mundo previa essa queda de 10% no 2º trimestre, mas esse é um som distante do impacto da pandemia lá atrás. O Brasil ficaria nessa queda se governo não tivesse aprovado medidas com o Congresso. Com essas medidas, conseguimos criar uma volta em V, a economia está voltando em V”, disse./COLABORARAM EDUARDO RODRIGUES E LORENNA RODRIGUES

Jussara Soares e Julia Lindner, O Estado de S.Paulo

Ibovespa sobe 2% após anúncio de auxílio emergencial e de envio da reforma administrativa na quinta; dólar cai a R$ 5,38

 

SÃO PAULO – O Ibovespa opera em alta nesta terça-feira (1) com correção depois da queda de 3,44% em agosto na contramão e com uma série de notícias positivas no âmbito político.

Hoje, o governo anunciou a prorrogação do auxílio emergencial, que terá mais quatro parcelas de R$ 300. Além disso, o presidente Jair Bolsonaro  informou que enviará ao Congresso Nacional na próxima quinta-feira (3) a proposta de reforma administrativa.

Os investidores também estão atentos às declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes, em audiência virtual com senadores para explicar sua afirmação de que havia sido “um crime” a derrubada do veto do presidente Jair Bolsonaro – posteriormente revertida na Câmara dos Deputados – ao reajuste dos salários de servidores públicos.

Guedes disse que se sentiu “abandonado” após fazer acordo com senadores e ver a derrubada do veto. O ministro da Economia tratou ainda da queda das reformas. “O Congresso trabalha incessantemente para modificar o marco regulatório e destravar os investimentos. Estamos encaminhando reformas administrativa e tributária, além da [Proposta de Emenda à Constituição] PEC do Pacto Federativo.”

De acordo com o ministro, o Pacto Federativo já está pronto para ser disparado ao Congresso “assim que a política ditar o momento para isso”.

Nesta manhã também houve a divulgação dos dados do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no segundo trimestre. A economia do País sofreu uma contração de 9,7% no período, na comparação com o primeiro trimestre na série com ajuste sazonal.

Este dado veio um pouco pior que a expectativa mediana dos economistas, que era de um recuo de 9,2% no segundo trimestre na comparação com os três primeiros meses do ano, de acordo com a pesquisa Bloomberg. A medição anterior foi revisada para queda de 2,5%, de -1,5% anteriormente.

Outro destaque no noticiário nacional é o Orçamento para 2021, que foi enviado na noite de ontem ao Congresso. Somando os déficits esperados entre 2021 e 2023, o buraco é de R$ 572,9 bilhões.

Lá fora, depois dos índices Dow Jones e S&P 500 consolidarem seus maiores ganhos para um mês de agosto desde a década de 1980, as bolsas americanas voltam a subir.

Às 10h47 (horário de Brasília) o Ibovespa tinha alta de 2,35%, aos 101.708 pontos.

Enquanto isso, o dólar comercial cai 1,81% a R$ 5,3809 na compra e a R$ 5,3814 na venda. O dólar futuro para outubro tinha queda de 2,09%, a R$ 5,383.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 tem baixa de oito pontos-base a 2,78%, o DI para janeiro de 2023 recua 10 pontos, a 3,96%, o DI para janeiro de 2025 registra perdas de 15 pontos-base a 5,77% e o DI para janeiro de 2027 cai 14 pontos-base a 6,73%.

Já no exterior, o tom mais positivo veio do Índice de Gerentes de Compras (PMI) da Caixin/Markit da China em agosto, que ficou em 53,1 pontos. Leituras acima de 50 indicam expansão, enquanto resultados inferiores a 50 revelam retração.

O resultado superou as expectativas e causou uma alta do yuan frente ao dólar, ao ficar no nível mais alto desde janeiro de 2011. Também foi o quarto mês consecutivo acima da marca de 50.

Ao mesmo tempo, o desemprego na zona do euro subiu, enquanto os efeitos do coronavírus continuam a ser sentidos. A taxa de desemprego na região foi de 7,9% em julho, mostrando uma deterioração do cenário. No entanto, o número ainda está abaixo do recorde visto no meio da crise.

Orçamento de 2021

O governo enviou ontem ao Congresso a proposta de Orçamento para 2021, que prevê um déficit nas contas públicas até 2023. Somando os déficits esperados entre 2021 e 2023, o buraco é de R$ 572,9 bilhões, de acordo com O Estado de S.Paulo.

No ano que vem, a expectativa é de déficit de R$ 233,6 bilhões; em 2022, o resultado deve ficar negativo em R$ 185,5 bilhões; já em 2023, faltarão R$ 153,8 bilhões para fechar as contas do governo.

No entanto, o governo destacou que os gastos da pandemia ficarão restritos a 2020.

O governo reservou para 2021 R$ 34,8 bilhões para gastar com o Bolsa Família no ano que vem, segundo O Globo. O Renda Brasil ficou de fora do projeto de lei orçamentária.

Outro destaque do texto é a insuficiência de R$ 453,715 bilhões para que seja cumprida a regra de ouro no próximo ano. Esta regra proíbe que o governo tome financiamentos para pagar gastos correntes, como o pagamento de salários, por exemplo. Por isso, o governo precisará da autorização do Congresso para realizar estes gastos.

Também chamou atenção o fato de que o governo desistiu de dar mais recursos à Defesa do que à Educação em 2021.

Além disso, a previsão que consta da proposta de Orçamento para 2021 prevê uma alta de 3,2% no Produto Interno Bruto (PIB) do ano que vem. A projeção para o salário mínimo é de R$ 1.067, alta de 2,1% ante o valor atual de R$ 1.045.

Auxílio emergencial

De acordo com a Folha de S. Paulo, a ampliação do auxílio por quatro meses a R$ 300 deve aumentar os gastos da União neste ano em mais R$ 100 bilhões. Com isso, o governo vai chegar a um número inédito, com déficit de R$ 1 trilhão nas contas públicas em 2020.

Outro destaque no noticiário brasileiro é a conclusão das investigações sobre um suposto esquema de “rachadinhas” que teria sido comandado pelo senador Flávio Bolsonaro quando era deputado federal. Segundo a CNN, o Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção do Ministério Público do Rio considerou encerradas as investigações.

O resultado foi encaminhado ao procurador-geral de Justiça do Rio, Eduardo Gussem, que repassou o material para o subprocurador da área criminal, Ricardo Ribeiro Martins. Ele poderá pedir novas investigações ou apresentar a denúncia ao Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio.

Ainda no noticiário corporativo, segundo a CNN, o presidente Bolsonaro foi diagnosticado com cálculo renal e fará uma cirurgia para retirá-lo em setembro.

Radar corporativo

O mercado vai repercutir hoje os balanços divulgados na véspera pela Lojas Renner (LREN3), pela IMC (MEAL3) e pelo grupo Technos (TECN3).

A Lojas Renner registrou um lucro líquido de R$ 818,1 milhões no segundo trimestre, alta de 254,5% na comparação anual. O resultado foi impulsionado pelo reconhecimento de R$ 1 bilhão referente a um crédito fiscal.

Outro destaque é o anúncio da parceria entre Bradesco e J.P.Morgan. O banco brasileiro vai herdar os clientes do private banking do J.P.Morgan, que está deixando de atuar neste segmento no Brasil.

Ainda no noticiário corporativo, a Pague Menos precificou a sua oferta de ações (IPO), mas teve que dar um desconto em relação ao preço inicialmente previsto. A ação foi precificada a R$ 8,50; de acordo com o documento divulgado no mês passado, a faixa estimativa de preço era entre R$ 10,22 e R$ 12,54 por papel.

Ricardo Bomfim, InfoMoney

Apesar do PIB de 9,7% no 2° trimestre, são grandes as chances de o Brasil sair da recessão técnica no terceiro trimestre deste ano


pib

Sinais de recuperação econômica pós-coronavírus já são visíveis | Foto: DIVULGAÇÃO/GETTY IMAGES

Em razão da pandemia provocada pelo vírus chinês, o Produto Interno Bruto do Brasil (PIB) caiu 9,7% no segundo trimestre de 2020 em comparação com os três primeiros meses deste ano. 

No mesmo período de 2019, a queda foi de 11,4%. A informação foi divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira, 1°. 

Dessa forma, a economia brasileira entra oficialmente em recessão técnica, que ocorre quando há encolhimento do nível de atividade por dois trimestres consecutivos. 

O resultado do segundo trimestre veio dentro do esperado pelo mercado e pelo governo. 

Contudo, apesar do cenário, a avaliação do IBGE é que o PIB voltará ao azul no terceiro trimestre deste ano. 

Tirando o país da recessão técnica.

Leia também: “Por onde virá a retomada?”, artigo publicado na edição n° 12 de Oeste

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