domingo, 5 de setembro de 2021

Presidente da Anvisa defende deportação de jogadores argentinos

'Serão autuados e multados por uma sequência de infrações sanitárias', afirmou Antonio Barra Torres


Antonio Barra Torres, diretor-presidente da Anvisa, apontou ilegalidades praticadas por jogadores da Argentina
Antonio Barra Torres, diretor-presidente da Anvisa, apontou ilegalidades praticadas por jogadores da Argentina | Foto: Fabio Rogrigues Pozzebom/Agência Brasil

Momentos depois da suspensão da partida entre Brasil e Argentina, pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2022, o diretor-presidente da Agência Brasileira de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antonio Barra Torres, defendeu a deportação dos quatro jogadores argentinos que descumpriram o protocolo sanitário para a covid-19 ao chegar ao Brasil.

Como noticiamos, Emiliano Martínez, Buendía, Cristian Romero e Lo Celso não fizeram a quarentena obrigatória de 14 dias determinada pelas autoridades sanitárias para pessoas que venham do Reino Unido ao Brasil. Além de não terem cumprido a quarentena, os jogadores teriam prestado informações falsas ao chegar ao país.

“Eu não tenho conhecimento da lei desportiva. Não posso opinar sobre isso. O que sei do aspecto sanitário é que esses quatro jogadores precisam ser deportados do Brasil. Serão autuados e multados por uma sequência de infrações sanitárias”, afirmou Barra Torres. “A primeira infração foi o não cumprimento do isolamento. A anterior, não responder de maneira fidedigna o questionamento do viajante. Com mais de 500 mil mortos, no meio da pandemia, as ordens estão sendo descumpridas a mando não sei de quem.”

Diante do imbróglio, a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) anunciou que o jogo foi suspenso. Segundo a entidade o árbitro da partida levará o caso à Comissão Disciplinar da Fifa, que determinará as medidas a serem tomadas. Ainda não se sabe quando um novo jogo será marcado ou se a Argentina será derrotada por W.O.

Fábio MatosRevista Oeste