O Talibã foi expulso da capital Cabul pelos Estados Unidos em 2001, dias após os ataques terroristas do 11 de setembro. O atentado foi orquestrado pelo líder da Al Qaeda, Osama bin Laden, que operava ...
Há duas décadas, o mundo parava para assistir ao cenário de dor e destruição no coração financeiro dos EUA; ouça o podcast que conta detalhes daquele dia
Um dos piores atentados terroristas da história completa 20 anos neste sábado (11). Quando dois aviões Boeing 767 atingiram as torres do World Trade Center em Nova York, em 11 de setembro de 2001, o mundo parou. As Bolsas de Wall Street estavam fechadas no momento do ataque e nem chegaram a abrir — foram mantidas assim por uma semana. No Brasil, a Bovespa (atual B3) viu seu principal índice, o Ibovespa, derreter. Os negócios foram interrompidos 1h15 depois da abertura do pregão e só voltaram no dia seguinte.
Relembre aqui os acontecimentos de um dos dias mais marcantes da história, que mudou para sempre a forma como os mercados globais funcionam, e ouça acima o primeiro episódio de Os Pregões que Fizeram História, o podcast do InfoMoney que narra os bastidores de dias inesquecíveis para os investidores. É possível seguir e escutar o programa pelo Spotify, Amazon Music, Google Podcasts, Spreaker, Deezer, Apple Podcats (iTunes), Castbox e Podchaser. Se preferir, faça o download do episódio clicando aqui.
“Minha principal preocupação foi tranquilizar o mercado. Mandei ligarem para todos os dealers para avisar que não deixaríamos faltar liquidez”, disse Luiz Fernando Figueiredo, que na época era diretor de política monetária do Banco Central e hoje é CEO da Mauá Capital. “Depois conseguimos falar com a Bovespa para que não ficasse fechada, ela voltou a funcionar no dia seguinte, foi uma das poucas Bolsas do mundo que fizeram isso, mas isso foi muito importante.”
Nas mesas de operações, o semblante dos operadores era desolador — e a falta de informações claras sobre a dimensão dos atentados piorou a reação dos mercados. “Nós estávamos no terceiro subsolo da Bovespa, numa sala sem janela. O diretor de pregão quando viu que era algo grande imediatamente começou a se manifestar e mandou ligar todo o circuito de TV para podermos ver o que estava acontecendo. Eu vi colegas ligando para casa para pedir para buscarem os filhos na escola, poderia ser uma guerra mundial”, disse Douglas Ramos, que na época trabalhava na BGC Liquidez, uma das maiores corretoras do mercado.
Quando as Bolsas de Wall Street reabriram em 17 de setembro de 2001, o Dow Jones caiu 7,1%, enquanto o Nasdaq Composite teve baixa de 6,8% e o S&P 500 perdeu 4,9%. Aqui no Brasil, no dia seguinte aos ataques, a antiga Bovespa reabriu e teve alta de 2,64%, com os papéis devolvendo as fortes perdas da sessão anterior, quando 46 ações do Ibovespa haviam atingido suas cotações mínimas nos últimos 12 meses.
Anderson Figo, InfoMoney