sábado, 11 de setembro de 2021

Há 20 anos, morria Toninho do PT, um dos fantasmas que rondam a organização criminosa do Lula

 A viúva do prefeito e amigos nunca aceitaram a tese de crime comum

Toninho do PT I Foto: Reprodução/Mídias Sociais
Toninho do PT I Foto: Reprodução/Mídias Sociais

O arquiteto Antonio da Costa Santos, o Toninho do PT, foi assassinado a tiros no dia 10 de setembro de 2001 na cidade de Campinas, a maior do interior do Estado. Tinha 49 anos e sua morte, assim como a de Celso Daniel, meses depois em Santo André, é rodeada de mistérios até hoje não decifrados. Por causa dos ataques terroristas na manhã seguinte nos Estados Unidos, tampouco o crime foi investigado com afinco pela imprensa brasileira.

Quando foi baleado por disparos de pistolas 9mm, Toninho estava no seu carro, depois de fazer compras num shopping center. De acordo com as investigações do Ministério Público na época, ele foi alvo da quadrilha de Wanderson Nilton de Paula Lima, um criminoso bastante conhecido pela polícia pelo apelido de “Andinho”. A maioria dos integrantes do bando foi morta meses depois no litoral paulista. Qeima de arquivo. Ninguém foi condenado pelo mando do crime — que, aliás, já prescreveu.

A viúva do prefeito e amigos nunca aceitaram a tese de crime comum — ele teria “fechado” o carro no qual a quadrilha estava a bordo, o que motivou uma retaliação à bala. Como era arquiteto, Toninho comprou brigas com grandes empreiteiras interessadas em erguer empreendimentos na cidade. Também fez denúncias contra empresas que ganharam contratos públicos de transporte.

Nesta sexta-feira, 10, houve homenagem ao ex-petista no local do assassinato, onde foi erguida uma estátua.

A morte de Toninho do PT é um dos inúmeros fantasmas que assombram a organização criminosa do Lula.

Revista Oeste