sexta-feira, 9 de novembro de 2018

"Conspiração diabólica", por Nelson Motta

O juiz Sergio Moro estudou em Harvard como fachada, mas, na verdade, foi treinado pela CIA para criar a Lava-Jato e enfraquecer a Petrobras, derrubando o preço de suas ações para serem compradas a preço de banana por petroleiras americanas. Era o início de um plano diabólico gerado por mentes doentias no Departamento de Estado.

O começo foi perfeito. Sem provas e atropelando a lei, Moro encarcerou vários diretores da Petrobras levando o público a acreditar na farsa de que a estatal tinha se tornado um ninho de corruptos que roubavam para seus partidos, e para eles mesmos. Prendeu cidadãos de bem acima de qualquer suspeita como Eduardo Cunha, Antonio Palocci, Marcelo Odebrecht e figurões de vários partidos.

Sob orientação de torturadores da CIA, usou e abusou da delação premiada e das prisões preventivas, torturando psicologicamente os investigados para que entregassem seus companheiros, nos fazendo um país de Silvérios e traíras. Mas o grande traidor era ele mesmo.

O audacioso plano avançava. O objetivo final era a Presidência da República! Não para ele, que, pelos seus índices de popularidade, seria um candidato quase imbatível, mas para entregar o país aos americanos. Mas primeiro era necessário condenar e prender Lula, que tinha 35% das intenções de voto.

O mais difícil foi convencer os três juízes do TRF-4 a aderir à conspiração. Mas sabe-se lá com que meios diabólicos que justificassem seus fins, a sentença cruel de Moro foi confirmada por unanimidade. E ainda aumentaram a pena. O STJ e o STF aprovaram: Lula estava preso, e o caminho aberto para Bolsonaro, que tinha 5%, ser o catalisador do antipetismo. Bingo!

Com Bolsonaro eleito, Moro recebeu o prêmio pelo seu trabalho sujo, ou talvez castigo, porque ser ministro da Justiça do Brasil é um dos piores empregos do mundo.

Mestre Verissimo, um dos meus petistas de estimação, sempre se queixou da falta do ponto de ironia. Mas agora temos similar:

kkkkk.

PS: é claro que vão cortar o final e publicar como denúncia real... kkkkk.

O Globo