O delegado Filipe Pace, responsável pela delação de Antonio Palocci, está há três meses com a equipe desfalcada, o que tem atrasado inquéritos e inviabilizado novas investigações da Lava Jato em Curitiba.
Em despacho obtido com exclusividade por O Antagonista, Pace reclama que, desde 5 de agosto, está sem escrivão de polícia. Ele detalha o problema e as diversas tentativas de solucioná-lo, sem sucesso.
“A presente investigação, assim como quase todas as demais, encontra-se vencida, principalmente pela ausência de apoio cartorário para cumprimento de despachos, instrumento pelo qual se dá o necessário impulso procedimental”, escreve.
Pace revela ainda que precisou “extrapolar suas funções”, executando atos de atribuição do cargo de escrivão, em duas situações excepcionais:
“A primeira diz respeito aos atos praticados para elaboração de relatório acerca das diligências produzidas em virtude da colaboração premiada de Antônio Palocci Filho e que, por ordem do excelentíssimo desembargador João Gebran Neto, deveria ser produzido após 90 dias da homologação. A segunda diz respeito a investigação sigilosas e com diligências em andamentos que não poderiam ser cessadas mesmo com a ausência de Escrivão de Polícia Federal para cumprimento de atos de atribuição deste cargo.”
Com O Antagonista