Manifestantes pró-impeachment ligados ao Movimento Brasil Livre fizeram um protesto na manhã deste domingo (6) em frente à casa do líder governista do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.
Um dos cartazes trazia a questão “Picciani ou Picciuleco?”, em referência ao preço, quer dizer, apreço do deputado por negociar ministérios de Dilma Rousseff em troca de apoio ao seu desgoverno, como este blog mostrou aqui e aqui.
O PMBD do Rio – que vergonha – é o principal pilar de Dilma contra o impeachment. Como lembra O Globo, “o presidente estadual da sigla, Jorge Picciani, apoiou Aécio Neves na eleição presidencial, mas migrou para o lado do governo este ano”. Leonardo “Selfie” Picciani é um de seus filhos.
O prefeito Eduardo Paes e o governador Luiz Fernando Pezão também já se manifestaram contra o impeachment, usando expressões como “escárnio” e “lamentável”, naturalmente desacompanhadas de qualquer argumento técnico sobre as fraudes fiscais que fundamentam o pedido.
Foi com Pezão que Lula se reuniu após a deflagração do processo por Eduardo Cunha, mas não que isto signifique muita coisa, já que, segundo o Estadão, Michel Temer também é assíduo interlocutor de Lula, “fato que intriga até mesmo petistas”, talvez incapazes de admitir que o Brahma pode estar cavando a cova de Dilma para evitar que ele próprio vá para o buraco.
O resto do PMDB, ligado a Temer, aparentemente já decidiu desembarcar do Titanic.
O que este blog ponderou aqui dias atrás o jornal confirma agora:
“A saída de Eliseu Padilha do governo foi vista pela ala pró-impeachment do PMDB como a senha para que se iniciem abertamente os trabalhos para garantir Michel Temer no comando do país. Nas horas que se sucederam à notícia do pedido de demissão, a frase mais proferida pelos peemedebistas resume o espírito da saída: ‘Padilha é o Temer’”.
Já a frase publicada pelo MBL no Facebook resume o espírito da permanência:
Picciani “trocou o Brasil por alguns ministérios”.