segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Prática diária de exercício pode acrescentar até sete anos na vida de uma pessoa, diz estudo

O Globo

Pesquisa revela que caminhada reduz pela metade o risco de morte por ataque do coração


Caminhada diária pode reduzir riscos de doenças do coração e retardar envelhecimento do DNA - Gustavo Stephan / Agência O Globo


Um estudo apresentado no Congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia revelou que a chave para combater o envelhecimento e manter uma vida saudável pode estar na prática de exercícios físicos. Segundo a pesquisa da Universidade de Saarland, na Alemanha, uma caminhada diária pode acrescentar até sete anos na vida de uma pessoa.

De acordo com os pesquisadores, apenas uma caminhada diária de 20 a 25 minutos pode render até sete anos a mais de vida. Um dos motivos é que a prática de exercício pode, por exemplo, reduzir pela metade os riscos de morte por ataque do coração entre as pessoas de 50 ou 60 anos e retardar o envelhecimento do DNA. Além disso, a prática de exercícios diminui a probabilidade de desenvolvimento de diabetes e hipertensão.

Os cientistas analisaram 69 pessoas saudáveis não fumantes com idades entre 30 e 60 anos que não praticavam exercícios regulares e passaram a fazer alguma atividade física. 

Após realizar exames de sangue durante os seis meses de vida ativa, os cientistas constataram que a prática de exercícios aeróbicos regulares, treinos de força, entre outros exercícios, desencadearam um processo antienvelhecimento capaz de reparar o DNA envelhecido.

“ Nunca podemos evitar nos tornar completamente velhos, mas podemos atrasar o envelhecimento. Exercício adquire três a sete anos a mais de vida. É um antidepressivo, melhora as funções cognitivas e agora há uma evidência que pode retardar sintomas de demência”, afirma o pesquisador Sanjay Sharma da St Georges Universtity ao jornal “The Independent”.


O estudo indica ainda que os exercícios físicos trazem benefícios a qualquer idade, independente de quando começou a ser praticado.

“Quanto mais ativo você é, e não importa quando você começa, mais benefícios você terá”, afirmou Christi Deaton, da Fundação Florence Nightingale.



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