quinta-feira, 30 de abril de 2020

PGR denuncia Aécio Neves por propinas de 65 milhões de reais

O deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) nesta quinta-feira, 30.
Aécio é acusado pela prática dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
O mineiro teria recebido 65 milhões de reais em propinas de duas grandes construtoras quando exercia o cargo de senador e governador de Minas Gerais.
A denúncia foi feita pela PGR ao Supremo Tribunal Federal (STF) e aponta que ele recebeu 30 milhões de reais da Odebrecht e 35 milhões de reais da Andrade Gutierrez.
Todos os valores seriam resultados de vantagens indevidas.
“As provas coligidas na investigação demonstraram a existência de um pernicioso e perene esquema de troca de favores, cujo epicentro é Aécio Neves, configurando um sistema institucionalizado de corrupção”, escreve a subprocuradora-geral da República Lindôra Maria Araújo

Conexão Política

"Já estamos em uma grave crise institucional...", por Raquel Brugnera


O presidente Jair Bolsonaro disse hoje que foi uma atitude política de Alexandre de Moraes que "desautorizou um presidente da República com uma canetada", por ter nomeado um amigo como Diretor da Polícia Federal; sendo que o próprio Alexandre só chegou ao cargo de ministro do STF por ser amigo de Michel Temer.
Lembrou também, da interferência do judiciário no caso Sérgio Camargo, (o qual elogiou com entusiasmo pela segunda vez nesta semana, para desespero de Dona Regina Duarte que o vê como "um problema") e deixou claro que a AGU irá recorrer da decisão contra Ramagem.
É evidente que já há uma grave crise institucional, onde Câmara, Senado e STF decidiram neutralizar todas as decisões do poder executivo para impedir o mandato de um presidente eleito pela maioria do povo.
Tenho vontade de rir quando ouço esses mesmos sabotadores falando em "democracia".
Ser democrático é aceitar a decisão da maioria, mesmo que você a deteste.

Raquel Brugnera

Pós Graduando em Comunicação Eleitoral, Estratégia e Marketing Político - Universidade Estácio de Sá - RJ.

Jornal da Cidade


Zambelli surpreende e revela novo print de conversa com Moro (vídeo)



O clima tenso devido ao imbróglio criado com a revelação de mensagens trocadas entre o ex-ministro Sérgio Moro e a deputada Carla Zambelli tem novas revelações.
Zambelli deu um tempo para responder em rede nacional.
A deputada mostrou um novo print e deu sua versão dos fatos no programa ‘Aqui na Band’, apresentado pelo jornalista Luís Ernesto Lacombe
Esse novo print refere-se a uma conversa acontecida na última sexta-feira, 24, poucos minutos antes do pronunciamento oficial de Moro, em que anunciou a sua demissão.
Carla Zambelli enviou uma série de mensagens ao então ministro, pedindo para ser ouvida e afirmando que sua saída do MJSP seria uma grande perda para o país.
Moro resumiu-se apenas em dizer que caso Bolsonaro anulasse a exoneração do ex-diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, ele mudaria sua decisão.
“Se o PR anular o decreto de exoneração, ok”, escreveu Moro.
Segundo a deputada, não deu tempo de ir até o presidente e reverter a decisão, pois o ex-juiz da Lava Jato logo foi a coletiva de imprensa.
Em um dos prints enviados a Rede Globo, Sérgio Moro recebeu uma proposta de Zambelli afirmando que caso ele permanecesse no governo, em troca ganharia apoio na busca por uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) junto ao presidente.
“Prezada, não estou à venda”, respondeu Moro.
Confira os prints e a participação de Zambelli no programa ‘Aqui na Band’:


Jornal da Cidade

Guedes e Alcolumbre chegam a acordo e fecham em R$ 120 bilhões pacote de socorro a estados e municípios

Após negociação com o Senado, o ministro Paulo Guedes (Economia) elevou para R$ 120 bilhões o pacote de socorro aos estados e municípios na crise do coronavírus, sendo R$ 60 bilhões de repasse direto para o caixa de governadores e prefeitos.
A nova versão do pacote de auxílio foi entregue aos senadores de forma eletrônica pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP) no começo da tarde desta quinta-feira (30). A ideia é votar a proposta neste sábado (2). Se aprovada, irá para a Câmara.
Em meados de abril, a proposta apresentada pela equipe econômica previa uma ajuda financeira de R$ 77,4 bilhões, com R$ 40 bilhões de transferência direta.
O governo federal teve que ceder e ampliar o valor previsto, inclusive para os repasses diretos, que têm efeito no Orçamento.
Rodrigo Maia (DEM-RJ), Davi Alcolumbre (DEM-AP) e Paulo Guedes (Economia) 
Adriano Machado - 5.ago.2019/Reuters
Governadores e prefeitos pedem ao Palácio do Planalto mais dinheiro para enfrentar a Covid-19 e para manter a máquina pública funcionando. Com a queda da economia, a receita dos estados e municípios está caindo e alguns gestores dizem que logo ficarão sem recursos para pagar salários.
Principal ponto em discussão, o valor dos repasses a governadores e prefeitos foi elevado para R$ 60 bilhões, a serem pagos em quatro parcelas que saem direto do caixa do Tesouro e vão para o caixa dos governos regionais.
No relatório, o governo propõe que R$ 10 bilhões sejam repassados diretamente para o enfrentamento ao vírus chinês —R$ 7 bilhões aos cofres de estados e do Distrito Federal e R$ 3 bilhões aos dos municípios. O rateio será com base na taxa de incidência da Covid-19, calculada pelo Ministério da Saúde.
Para completar o repasse, o governo sugere que o montante de R$ 50 bilhões será distribuído de duas formas, sendo R$ 25 bilhões distribuídos diretamente aos estados e ao DF e os outros R$ 25 bilhões municípios.
A distribuição será feita segundo a regra de proporção, levando em consideração critérios mistos, como as perdas de ICMS (imposto estadual) e de ISS (municipal) causadas pela pandemia e o número de habitantes.
O governo não descarta uma reavaliação desses valores caso a crise fiscal dos governos regionais se agrave.
Essa conta seria paga pelo governo federal, que contesta esse modelo pela falta de previsibilidade da despesa. Por isso, Guedes articulou com os senadores uma quantia fixa.
O projeto do Senado, com apoio do governo, prevê ainda a suspensão dos pagamentos de dívidas de estados e municípios com a União neste ano, além de permitir a renegociação de dívidas com bancos públicos e organismos internacionais. Com essas medidas, o governo calcula que haverá um alívio de cerca de R$ 60 bilhões, sendo R$ 10 bilhões referentes a instituições internacionais.
O impacto do pacote é de aproximadamente R$ 120 bilhões, segundo técnicos do Ministério da Economia. Como contrapartida ao aumento do plano de socorro, o governo exige que seja feita uma alteração na LRF ( Lei de Responsabilidade Fiscal), a fim de que os gestores fiquem impedidos de criar despesas obrigatórias, como conceder reajustes ao funcionalismo público até o final de 2021.
O relatório de Alcolumbre deixa uma brecha para que a despesa com pessoal não seja congelada se o gasto for necessário ao combate do novo coronavírus.
Esse mecanismo, segundo técnicos do governo, pode ser acionado caso o governador ou prefeito necessite contratar mais médicos ou enfermeiros, por exemplo, para controlar a pandemia.
A brecha também vale para incentivos ou benefícios fiscais relacionados ao enfrentamento da calamidade pública.
Mais cedo, em uma audiência virtual com os senadores, Guedes afirmou que o travamento de salários do funcionalismo é medida necessária para evitar que prefeitos e governadores usassem o recurso de socorro emergencial para fazer política.​
“Por isso que não pode ter aumento de salário, nenhum outro uso desses recursos que não seja relacionado ao vírus chinês. Senão seria uma covardia contra o povo brasileiro”.
A proposta do governo permite também que estados e municípios poderão securitizar dívidas antigas, ou seja, vender parte dessa dívida para credores, que assumem o risco de receber esses recursos. Isso permitiria que governadores e prefeitos renegociem dívidas antigas, geralmente, contratadas com taxas de juros mais altas.
Apesar da articulação de senadores, o governo não aceitou incluir o trecho que permite os estados e municípios a contraírem novos empréstimos no período de pandemia, com o aval da União. Isso, contudo, deverá ser proposto por emendas de congressitas, pois agrada a governadores.
Até o começo da tarde desta quinta-feira, já haviam sido protocoladas 26 emendas ao texto. Alcolumbre deu 48 horas para que os senadores analisem a proposta e façam suas sugestões.
Para o senador Esperidião Amin (PP-SC), que defendia que houvesse a possibilidade de os estados e municípios poderem fazer financiamentos com a aval da União durante a pandemia, a proposta precisa ser cuidadosamente estudada nestas próximas horas. Ele, contudo, considerou como positivo o fato de o governo usar como regra para a distribuição dos recursos a população local.
"Acho que ficou relativamente bom (o projeto), considerando que temos pouco tempo e precisamos liberar logo o recurso aos estados e municípios", disse.


Com informações de Thiago Resende e Iara Lemos, Folha de São Paulo

Alcolumbre condiciona R$ 60 bilhões a Estados ao congelamento de salários de servidores

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), apresentou nesta quinta-feira, 30, uma nova versão do projeto que estabelece um socorro financeiro a Estados e municípios durante a pandemia provocada pelo vírus chinês. O texto condiciona a liberação de recursos aos governos locais ao congelamento do salário de servidores públicos até 31 de dezembro de 2021.
Alcolumbre estipulou em R$ 60 bilhões o socorro emergencial da União para Estados e municípios durante quatro meses.
Do total, R$ 50 bilhões serão distribuídos diretamente conforme cálculos de arrecadação com ICMSISS, Fundo de Participação dos Estados (FPE), Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e população. Metade será para governos estaduais e a outra metade para prefeituras. O critério misto de rateio foi colocado para equilibrar o repasse entre as regiões do País.
Davi Alcolumbre
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Foto: Jefferson Rudy/Agencia Senado
Além disso, o Senado estipulou no parecer um repasse extra de R$ 10 bilhões para uso exclusivo no combate ao coronavírus. Desse montante, R$ 7 bilhões serão entregues para Estados e Distrito Federal, assim distribuídos: 60% conforme taxa de incidência da covid-19 divulgada pelo Ministério da Saúde, apurada mensalmente, e 40% de acordo com a população. Os municípios, por sua vez, terão R$ 3 bilhões conforme a população.
Além do repasse emergencial, o relatório suspende o pagamento de dívidas dos governos locais com a União até o final de 2020. O parecer também permite a renegociação de débitos com instituições multilaterais de crédito no Brasil e no exterior que tenha tido aval da União no momento da contratação.
Entre outras medidas, o projeto diz que União, Estados, Distrito Federal e municípios afetados pela calamidade pública decorrente da pandemia da covid-19 ficam proibidos de conceder a qualquer título, vantagem, aumento, reajuste ou adequação de remuneração de membros de Poder ou de órgão, de servidores e empregados públicos e militares, exceto quando derivado de sentença judicial transitada em julgado ou de determinação legal anterior à calamidade pública; criar cargo, emprego ou função que implique aumento de despesa; alterar estrutura de carreira que implique aumento de despesa.
De acordo com a nova proposta, a União entregará, na forma de auxílio financeiro, aos Estados, Distrito Federal e municípios, em quatro parcelas mensais e iguais, R$ 60 bilhões para aplicação em ações de enfrentamento à covid-19 e seus efeitos financeiros.

Apoio da equipe econômica

O projeto apresentado por Alcolumbre nesta quinta teve o aval da equipe econômica e é uma versão alternativa ao texto aprovado na Câmara dos Deputados há pouco mais de 15 dias.
Na proposta original, a ajuda aos governos regionais estava vinculada à queda do recolhimento de ICMS e o ISS. Isso desagradou à equipe econômica. Para o ministro da Economia, Paulo Guedes, a recomposição integral das perdas de arrecadação seria um "cheque em branco" aos estados mais ricos.
Além desta recomposição que, segundo cálculos dos deputados, somaria R$ 80 bilhões em seis meses, a proposta da Câmara previa a suspensão do pagamento da dívida dos estados com bancos públicos, chegando a um impacto fiscal total de R$ 89,6 bilhões. Para a equipe econômica, o impacto seria de ao menos R$ 93 bilhões.
O governo fez críticas ao texto aprovado pelos deputados por entender que não havia exigência de contrapartidas em troca da recomposição dos impostos, além de prejudicar estados das Regiões Norte e Nordeste, que normalmente arrecadam menos.
Assim, o governo articulou mudanças no projeto, que ficou sob relatoria do presidente do Senado. Alcolumbre fixou em seu parecer que a reposição dos recursos perdidos pelos estados e municípios com os impostos será compensada por quatro meses e não seis, como estava no texto original.

De acordo com o presidente do Senado, a Casa pode votar no texto em sessão virtual já no sábado, 2. Se aprovado, seguirá para análise dos deputados na Câmara.

Daniel Weterman e Marlla Sabino, O Estado de S.Paulo

Ernesto Araújo reage a ataques lembrando que Ricúpero atuou na Odebrecht na época do 'Petrolão' de Lula

Ricúpero é uma figura abjeta.

Ministro que sucedeu FHC,

declarou:  "Eu não tenho escrúpulos; 

o que é bom a gente fatura, o que é 

ruim a gente esconde."




Divulgação


O ministro Ernesto Araújo (Relações Exteriores) reagiu no Twitter, com indignação, aos ataques de antecessores no cargo, que, reunidos em um convescote realizado em São Paulo, esta semana, criticaram fortemente sua atuação à frente da diplomacia brasileira, acusando-a de “subserviente” aos Estados Unidos.
“Ex-chanceleres e ex-ministros despeitados decidiram criar o ‘grupo Ricúpero’ para falar mal de nossa política externa”, afirmou Araújo, “que está ajudando o Brasil a se livrar da corrupção, da promoção de ditaduras, ou da letargia medrosa que caracterizam as políticas deles ou dos seus governos.”
Entre os presentes no evento que acusou Araujo de “subserviência” estava, por exemplo, Celso Láfer, ex-chanceler do governo FHC que foi obrigado a tirar os sapatos ao desembarcar para visita oficial a Washington, mas, apesar da humilhação, não fez qualquer queixa à Secretaria de Estado norte-americana.

Ricúpero na Odebrecht: e os ecrúpulos?

“O nome do grupo é dado por um de seus membros, Rubens Ricupero, que em 1994, quando Ministro da fazenda, foi flagrado na parabólica confessando-se desonesto (‘eu não tenho escrúpulos’) e enganador do povo (‘o que é bom a gente mostra o que é ruim a gente esconde)”, lembrou Ernesto Araújo.
“Além disso”, destacou o atual chanceler, “Ricupero foi membro do Conselho de Administração da Odebrecht de 2004 a 2018, durante o auge dos escândalos de corrupção.”
Ernesto Araújo ainda ironizou: “Será que, como membro do conselho administrador desse ninho de corrupção nacional e internacional, durante 14 anos, Rubens Ricupero aplicou ali os seus elevados princípios morais? Será que teve escrúpulos?”, ironiza o chanceler

Espinha dorsal maleável

Também estava presente no evento Celso Amorim, ex-chanceler do governo Lula, ex-presidente que cumpriu pena de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro. Foi um dos mais agressivos contra Araújo.
Criticado por diplomatas pela “espinha dorsal mais maleável do Itamaraty”, Amorim se submeteu a Marco Aurélio Top-Top Garcia, assessor de Lula sem qualificação, e ainda fez a política externa brasileira prestar vassalagem a tipos como o ditador venezuelano Hugo Chávez.
O ministro Ernesto Araújo ainda destacou que “o fato de que quatro ex-ministros se juntem num grupo, sob tão indigna inspiração, para atacar a mim, que sou apenas um, muito me honra”, disse ele.
“Dessa laia podem vir quatro, podem vir quarenta, e eu os enfrentarei feliz, fiel ao presidente Jair Bolsonaro e ao povo brasileiro”, finalizou o diplomata.
Cláudio Humberto, Diário do Poder