sexta-feira, 1 de maio de 2020

"Exército brasileiro, 372 anos a serviço do bem estar do cidadão", por Baltazar Miranda Saraiva Desembargador. Presidente da 5ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia

A história do Exército Brasileiro começa oficialmente com o surgimento do Estado brasileiro, ou seja, com a independência do Brasil. Entretanto, mobilizações de brasileiros para a guerra existem desde nossa colonização.
A data da primeira Batalha dos Guararapes (19 de abril de 1648), no contexto da Insurreição Pernambucana, na qual o exército adversário dos Países Baixos foi formado genuinamente por brasileiros (brancos, negros e ameríndios), é tida como a origem do nosso Exército.
Integrante de nossas Forças Armadas e responsável, no plano externo, pela defesa do país em operações eminentemente terrestres, defende-o, no plano interno, na garantia da lei, da ordem e dos poderes constitucionais. Na estrutura do nosso Governo, insere-se no Ministério da Defesa, ao lado da Marinha e da Força Aérea desde 1999.
Administrativamente, existem órgãos de direção geral e chefias setoriais para viabilizar sua operosidade. Sua autoridade maior é o General de Exército Edson Leal Pujol, que assumiu o posto em 11 de janeiro de 2019. Como oficial de Estado-Maior, serviu nos Comandos Militares da Amazônia e do Sul e foi Analista da Área Internacional, Chefe de Divisão e Subchefe no Centro de Inteligência do Exército. Como Coronel, comandou a Escola de Administração do Exército e Colégio Militar de Salvador, na Bahia. Como General de Brigada, comandou a 1ª Brigada de Cavalaria Mecanizada, em Santiago (RS), e a Academia Militar das Agulhas Negras em Resende (RJ). Durante os seus 48 anos de serviço ativo, foi agraciado com 62 medalhas nacionais e 10 condecorações internacionais, além de outros títulos e prêmios. O Estado-Maior e os demais órgãos estão sob o seu comando, sendo que o primeiro, é o responsável pela elaboração da política militar terrestre, pelo planejamento estratégico e pela orientação do preparo e do emprego da Força Terrestre, visando ao cumprimento da destinação constitucional do Exército Brasileiro.
O General de Exército Marcos Antônio Amaro dos Santos é o atual comandante do Estado-Maior, nomeado, a partir de 31 de março de 2020, ocupando o segundo lugar na hierarquia da instituição. O último a ocupar o cargo foi o General Walter Braga Netto, atual ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da Republica. O Departamento de Ciência e Tecnologia (DCT) é o Órgão de Direção Setorial (ODS) que atua com foco em planejar, orientar, controlar e coordenar as atividades de ciência e tecnologia, de estímulo à inovação no Exército e de fomento à indústria de defesa nacional.
O General de Exército Décio Luís Schons é o Chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia. O Departamento de Engenharia e Construção (DEC) é um órgão de direção setorial, incumbido de planejar, orientar, coordenar e controlar a realização de obras de engenharia essenciais à operacionalidade e ao apoio à família militar, cooperando com o desenvolvimento nacional e supervisionando a administração do patrimônio da União jurisdicionado à Armada.
O Chefe do Departamento de Engenharia e Construção é o General de Exército Cláudio Coscia Moura, sendo que o Departamento de Educação e Cultura gerencia ,seu patrimônio histórico e cultural. Além disso, o DECEx é o órgão central de um amplo sistema que abrange o ensino nos seus mais diferentes matizes, aprimorando a qualidade do militar e do cidadão para bem servir a Nação, sob o comando do General de Exército Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva.
O Departamento-Geral do Pessoal é o órgão responsável pelo planejamento, orientação, coordenação e o controle das atividades do Sistema de Pessoal do Exército, e pela execução das atividades de administração de pessoal que lhe são atribuídas, sendo comandado pelo General de Exército Artur Costa Moura.
O Comando Logístico é seu órgão de direção setorial, incumbido de prever e prover, no campo das atividades logísticas de suprimento, manutenção e transporte, os recursos e serviços necessários ao Exército e às necessidades de mobilização dessas atividades. Seu atual comandante é o General de Exército Laerte de Souza Santos, nomeado, em 25 de novembro de 2019.
O Comando de Operações Terrestres foi criado pelo decreto nº 99.669, de 06 de novembro de 1990, sendo atualmente comandado pelo General de Exército José Luiz Dias Freitas. A Secretaria de Economia e Finanças (SEF) é o órgão de direção setorial do Exército Brasileiro, unidade orçamentária do Comando do Exército que tem como premissa básica o compromisso da qualidade da gestão dos recursos orçamentários, financeiros e patrimoniais; dos processos e dos sistemas administrativos e das auditorias de avaliação da gestão dos recursos disponibilizados para o Comando do Exército. A Secretaria é comandada pelo General de Exército Lourival Carvalho Silva. nomeado, a partir de 31 de março de 2020.
O Exército Brasileiro tem buscado sua modernização e transformação para estar à altura das mais elevadas aspirações do país. Em consequência, torna-se óbvia a necessidade de minimizar, senão anular, as diferenças tecnológicas que infligem desvantagens consideráveis à manutenção dos interesses nacionais. Na sexta-feira (17/04/2020), o Comandante do Exército, General de Exército Edson Leal Pujol, divulgou a Ordem do Dia em referência ao aniversário da centenária instituição militar. No texto, o Comandante relembra:
“Quase quatro séculos nos separam dos feitos dos heróis da Batalha de Guararapes. Aqueles brasileiros lutaram sem temor para defender o território colonial do invasor estrangeiro e, ao mesmo tempo, inauguraram um sentimento genuíno de pertencimento à terra e de amor à Pátria. Plantaram a semente de um país forte e soberano, de um povo capaz, guerreiro e solidário. Naquele dia, nasceu o embrião do Exército Brasileiro, mescla indissolúvel de homens e mulheres, de índios, negros, mestiços e brancos; parcela indissociável da coletividade. Desde então, tornamo-nos, ao costado da Marinha do Brasil e na ala da Força Aérea Brasileira, os guardiões deste berço sagrado, em vigília permanente para a defesa da Pátria, dos Poderes Constitucionais, da Lei e da Ordem.”
No domingo (19/04/2020), foi o dia de comemorar a data magna do Exército Brasileiro. Há exatos 372 anos, portugueses, indígenas e negros lutaram lado a lado no Monte dos Guararapes, em Pernambuco, contra o invasor estrangeiro, cujo feito, ficou conhecido como a Batalha de Guararapes e está registrado na história do país como a primeira luta dos povos do Brasil, unindo os combatentes pelo sentimento de amor à Pátria. Foi este evento que deu origem à Força Terrestre.
Hoje, presente de Norte a Sul do País, reúne mais de 220 mil homens e mulheres servindo em 650 organizações militares. Ao lado da Marinha e da Aeronáutica, neste momento que o País combate a Covid-19, militares das três Forças travam juntos a batalha para assegurar o bem-estar dos brasileiros. Em seu aniversário diversas homenagens foram prestadas em todo o Brasil ao glorioso Exército. Uma delas pôde ser vista a partir do topo do Morro do Corcovado, no Rio de Janeiro, sede do Comando Militar do Leste (CML) e da 1ª Região Militar.
Na noite do dia 15, o monumento do Cristo Redentor foi iluminado de verde-oliva, identificada como a cor do Exército Brasileiro. Comandado pelo ilustre e bravo General de Exército Edson Leal Pujol, nosso Exército, ao completar 372 anos de existência (19/04/2020), reedita sua memória centenária, percorrendo seu passado de glória e de presença diária na defesa do nosso povo.
Veja o vídeo:

Baltazar Miranda Saraiva

Desembargador. Presidente da 5ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJBA) e membro da Comissão de Igualdade do TJBA, do Conselho da Magistratura TJBA, da Associação Bahiana de Imprensa (ABI), da Sociedade Amigos da Marinha (SOAMAR) e Vice-Presidente Social, Cultural e Esportivo da Associação Nacional dos Magistrados Estaduais (ANAMAGES).

Números do vírus chinês no Brasil e no mundo

Eis os dados do início desta 6ª feira (1º.mai.2020).

NÚMEROS NO BRASIL

  • casos – 85.380 (+7.218 em 1 dia)
  • mortes – 5.901 (+435 em 1 dia)

COVID-19 NO MUNDO

Até as 23h40 de 5ª feira (30.abr), havia 3.308.233 infectados e 234.105 mortes em todo o planeta.

CORONAVÍRUS E ECONOMIA

Poder360 compila a seguir os últimos levantamentos sobre como a pandemia afeta a economia:
  • comércio – acumula perda de R$ 86 bilhões em 5 semanas, segundo a CNC (Confederação Nacional do Comércio). Leia a íntegra.
  • vestuário e calçados – setor teve queda nas vendas de 88,8% nas 2 primeiras semanas de abril comparadas ao mesmo período de março (íntegra);
  • indicador de incerteza da economia – atingiu 210,5 pontos em abril, quebrando o recorde histórico pelo 2º mês consecutivo (íntegra);
  • confiança empresarial – caiu para 55,8 pontos em abril, menor nível desde o início da série histórica em 2001 (íntegra);
  • índice de preços ao produtor – subiu 1,32% em março, nas indústrias extrativas e de transformação (íntegra);
  • EUA – pedidos de auxílio-desemprego ultrapassaram 30 milhões nas últimas 6 semanas (íntegra);
  • gastos dos consumidores – caíram 7,5% em março, nos EUA (íntegra);
  • Alemanha – a taxa de desemprego subiu 0,7 p.p. e alcançou 5,8% em abril (íntegra);
  • varejo alemão – caiu 5,6% em março. Foi a maior contração desde 2007 (íntegra);
  • PIB francês – caiu 5,8% no 1° trimestre. É a maior contração desde o início da série histórica, iniciada em 1949 (íntegra);
  • PIB espanhol – caiu 5,2% no 1° trimestre. Também é o pior resultado da série histórica iniciada em 1995 (íntegra);
  • PIB italiano – caiu  4,7% no 1° trimestre. É a maior queda desde o início da série histórica em 1996 (íntegra);
  • Zona do Euro – o PIB encolheu 3,8% na prévia do 1° trimestre. É a maior contração desde o início da série histórica em 1995 (íntegra).

Poder360

A estratégia sueca contra o coronavírus: “A vida tem que continuar”

Enquanto outros países pisavam no freio, a Suécia manteve suas fronteiras abertas, permitiu que restaurantes e bares continuassem funcionando e não impôs limites ao transporte público
Vista da capital da Suécia, Estocolmo
Vista da capital da Suécia, Estocolmo
Foto: Condor Patagónico/Wikimedia
“Ela estava apoiada na bengala, descansando entre dezenas de jovens suecos, desfrutando de um dos primeiros dias ensolarados de primavera do ano”, começa a reportagem do jornal The New York Times, que conta como a Suécia decidiu ir na contramão da grande maioria dos países e não impor o isolamento social à população no combate à epidemia de coronavírus. “Estou tentando não me aproximar muito das pessoas”, disse Birgit Lilja, 82 anos, a personagem que aparece no início do texto, explicando que havia saído de casa para pegar pessoalmente uma nova carteira de identidade. “Eu confio que eles tomem cuidado comigo.”
A confiança é alta na Suécia – no governo, instituições e na população, conta a reportagem. Quando o governo desafiou o modelo que estava sendo usado no resto do mundo e se recusou a impor um bloqueio geral para “achatar a curva” da epidemia de coronavírus, as autoridades de saúde pública apontaram a confiança como justificativa central.
Os suecos, acreditaram, poderiam ficar em casa, seguir protocolos de distanciamento social e lavar as mãos para retardar a propagação do vírus sem a necessidade de ordens obrigatórias. Ao que tudo indica, a Suécia parece estar tendo o mesmo sucesso no controle do vírus quanto a maioria das outras nações.
A reportagem constata, contudo, que nem todas as pessoas estavam obedecendo os protocolos – o que tornava mais misterioso o aparente sucesso do país em lidar com a epidemia sem apelar para um bloqueio economicamente devastador.
No bairro de Sodermalm, em Estocolmo, os jovens lotavam os bares, restaurantes e parques. “Eles riam e se deliciavam com a liberdade”, destaca a reportagem.
“Não estou vendo estatísticas muito diferentes em outros países”, disse Johan Mattsson, 44, enquanto tomava um drinque num café da rua Skanegatan. “Estou feliz por não termos entrado em bloqueio. A vida tem que continuar”.
Enquanto outros países pisavam no freio, a Suécia manteve suas fronteiras abertas, permitiu que restaurantes e bares continuassem servindo, deixou pré-escolas e escolas primárias funcionando e não impôs limites ao transporte público ou passeios em parques locais. Cabeleireiros, estúdios de ioga, academias e até alguns cinemas permaneceram abertos.
Reuniões de mais de 50 pessoas foram proibidas. Os museus fecharam e os eventos esportivos foram cancelados. Só no fim de março as autoridades proibiram visitas a casas de repouso.
No domingo, cinco restaurantes foram fechados por não observarem os requisitos de distanciamento social. No entanto, eles não foram multados e terão permissão para reabrir depois de passarem por uma inspeção.
“Durante a crise, a Suécia teve unidades de terapia intensiva suficientes para lidar com pacientes infectados pelo coronavírus”, garantiu Lena Hallengren, ministra da Saúde e Assuntos Sociais. “Temos 250 camas vazias agora”.
Isso não quer dizer que a Suécia escapou totalmente das consequências mortais do vírus. A Autoridade Sueca de Saúde Pública admitiu que as pessoas mais velhas foram bastante atingidas e que a doença se espalhou por 75% dos 101 lares para idosos de Estocolmo.
Essa forma mais livre de lidar com a epidemia, contudo, não isolou totalmente a economia sueca, principalmente porque o país depende de exportações, observou Magdalena Andersson, ministra das Finanças. Ela disse que a economia deve encolher 7% este ano, “mas cabeleireiros, restaurantes e hotéis estão sendo menos afetados em comparação com outros países”.
Desde os primeiros sinais da pandemia, a Autoridade Sueca de Saúde Pública decidiu que um bloqueio seria inútil. “Depois de entrar em um bloqueio, é difícil sair dele”, disse Anders Tegnell, epidemiologista-chefe da Suécia. “Como você reabre? Quando?”
Cientistas como Tegnell, que se tornou uma celebridade na Suécia, e não políticos, conduziram o debate sobre a resposta ao coronavírus. Os líderes políticos raramente participam de conferências de imprensa sobre o vírus, e a Constituição sueca impede o governo de se intrometer nos assuntos de autoridades administrativas independentes, como a Autoridade de Saúde Pública.
“Basicamente, estamos tentando fazer a mesma coisa que a maioria dos países está fazendo – diminuir a propagação o máximo possível”, disse Tegnell. “Simplesmente usamos ferramentas um pouco diferentes”.
Um artigo de Daniel Hannan publicado recentemente no The Telegraph resume o que veremos nas próximas semanas: “Se a Suécia for bem-sucedida, todos os bloqueios terão sido inúteis”

Branca Nunes, Revista Oeste

Alesp aprova redução nos salários dos deputados

Poder Legislativo de São Paulo promete doar R$320 milhões para o combate a covid-19
Assembléia Legislativa de São Paulo | Foto: Eugenio Hansen / OFS
A Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou nesta quinta-feira, 30, projeto que reduz salários dos deputados estaduais e funcionários comissionados.
De acordo com a proposta aprovada, os salários dos parlamentares serão reduzidos em 30%. Além disso, a Alesp promete doar R$ 320 milhões ao governo do estado para o combate a pandemia do novo coronavírus e outras medidas administrativas emergenciais.
As verbas de gabinete também foram reduzidas em 40%. A resolução faz uma redução escalonada entre 10 e 20% no salário dos servidores comissionados.
Todas as medidas vão valer até o fim do decreto de calamidade pública, em vigor até 31 de dezembro.
Para os cargos comissionados haverá escalonamento no desconto dos 2.561 funcionários, de modo que os servidores que ganham até o teto do INSS – R$ 6.100 – serão poupados.
Comissionados que ganham até 10 salários mínimos – R$ 10.450 – terão corte de 10% e quem recebe mais que isso terá corte de 20%.
Foram registrados 85 votos favoráveis, 1 contrário e 1 abstenção.
As medidas passam a valer a partir desta sexta-feira, 1º de maio.


, Revista Oeste

“Eles estão tentando ‘impeachmar’ o Bolsonaro deste mundo!”, diz Bernardo P. Küster (vídeo)

Em entrevista exclusiva à TV Jornal da Cidade Online, o jornalista, ensaísta e tradutor Bernardo P. Küster, que tem um importante canal no YouTube, faz uma análise certeira dos acontecimentos da política nacional, confira alguns destaques:
“Eles estão tentando ‘impeachmar’ o Bolsonaro deste mundo, não é do governo! Tentaram matar Bolsonaro! Porque matando, ele não concorre, não ganha, o governo não muda. Ele ganhou em primeiro turno, ganhou em segundo na cama de hospital! Do primeiro dia que ele começa a governar até hoje, ele não tem um dia de paz, por quê? Porque não está fazendo a vontade do estamento burocrático.”
“A pandemia está aí, matando pessoas, isso é um problema, mas, parar um país inteiro por causa de um problema que tem focos específicos, como Rio de Janeiro, São Paulo, Fortaleza... O certo era ter isolamentos específicos por bairros, faixa etária, como foi feito em vários países que tiveram sucesso, como Coreia do Sul, Holanda, Japão, Alemanha, e etc, Bolsonaro só quer o óbvio, que as pessoas continuem a viver suas vidas.”
“Eles [governadores e prefeitos] estão há 1 ano e pouco sem poder fazer grandes roubos em massa, porque começou uma mudança de sistema no governo. Agora, eles viram uma oportunidade - com um motivo aparentemente legítimo, que é cuidar das pessoas, garantir a saúde, salvar as pessoas - de fazer absurdos.”
“O vírus saiu mesmo do laboratório? Sim ou não? Foi voluntário? Sim ou não? Essas perguntas são importantes. Mas, independente da resposta a essas perguntas, o que é inegável é que a China mascarou os dados, mandou em dezembro destruir os dados e apagar as provas, possivelmente matou jornalistas, perseguiu o prefeito de Wuhan... e persegue até hoje os blogueiros que estão denunciando. Tudo que nós vemos aponta que a China quis que esse negócio se espalhasse.”
Veja o vídeo:
Siga o canal de Bernardo P. Küster:
Jornal da Cidade

"Somos maiores que isso...", por Marcelo Rates Quaranta

Moro se foi. A grande e maior de todas as perguntas pode ser formulada com duas palavras: "E daí?"
Eu sofri. Sofri vendo um país gigante, rico em recursos minerais, rico em belezas naturais, livre de catástrofes como tsunamis e terremotos, sendo espoliado e açoitado dia e noite por uma quadrilha travestida de "partido".
Sofri vendo as nossas estatais, - nosso patrimônio - sendo abordadas por piratas inescrupulosos que transformavam seus ativos em butins.
Sofri vendo dinheiro sendo mandado pra fora pra construir portos, metrôs, pontes e etc, enquanto os nossos irmãos brasileiros morriam nas portas dos hospitais por falta de atendimento, e médicos se desesperavam pela falta de condições de trabalho.
Sofri vendo obras bilionárias e superfaturadas servindo de dutos para escoamento de dinheiro para empreiteiras, e em seguida para os políticos que enriqueceram às custas do nosso suor. E muitas dessas obras nem acabadas foram, ou foram mal feitas.
Eu sofri por ver que nesse país tão rico, a corrupção havia virado uma instituição que tinha um partido em toda a sua diretoria.
Durante esses anos todos eu lutei muito contra isso. Fui mais uma formiguinha na luta contra isso. Mais um ilustre desconhecido que produzia textos e mais textos, alguns que até viralizaram e alcançaram outros países. Mas não deixei de ser a formiguinha. Só que lutei muito.
O que hoje me dói é, depois de tanta luta em anos de noites perdidas escrevendo, e tanto trabalho de todos aqueles que assim como eu lutaram para mudar aquela realidade, ver nossos irmãos da direita entrando em conflitos uns com os outros por causa de Moro e Bolsonaro. Causando uma fissura que pode trazer de volta todo aquele pesadelo que vivemos e contra o qual eu também lutei.
Sejamos sensatos. Sejamos inteligentes. Ninguém falou que seria fácil, ninguém falou que seria tudo perfeito. Há defeitos e há qualidades no atual governo, mas o principal é que nós, brasileiros e de direita, não podemos nos desunir agora por conta disso. Não é hora!
Todos nós somos eleitores, e se quando chegar as eleições você não estiver satisfeito com o atual Presidente, vote em outro que você achar que melhor te representa! É um direito seu! Mas lembre-se que no momento estamos em pleno exercício de mandato e não em pré-campanha ou campanha. Pra quê racharmos agora e fortalecer os que combatemos, dando a oportunidade de fazer o país retroceder e voltar para as mãos dos nossos piores inimigos - dos inimigos da nação?
Queridos, acabem com isso de Moro é isso e aquilo, Bolsonaro é isso e aquilo... Parem com essa bobagem! Pensem grande! Pensem no país, que está acima do Moro e do Bolsonaro. Vamos lutar juntos pra esse governo dar certo ao máximo, até para nos preservar. Esse é o mínimo que podemos fazer. Não adianta polarizarmos agora. Se nos dividirmos em "moristas e bolsonaristas" não haverá ganhadores. Todos seremos perdedores de um jeito ou de outro.
A divisão enfraquece o governo. Com a divisão cai o apoio popular ao governo, nossa economia vai para o buraco (mais do que com o corona); O nível de desconfiança de investidores externos aumenta, os investimentos diminuem, bolsa despenca, dólar sobe, empresas fecham as portas, aumenta o desemprego, em vez de sairmos de uma crise, aprofundaremos a que temos. E aí? Você vai ficar feliz com isso? Seus filhos ficarão melhores com isso? Só pra bater no peito e ter o orgulho besta de bancar o gostosão e dizer "eu estava certo"?
Não importa se "moristas" ou "bolsonaristas", ninguém se salvará. Todos iremos para o buraco e sair dele vai ser UMA "M" FEDERAL! Com isso alimentaremos as narrativas da esquerda e não abriremos uma brecha e sim um túnel, uma boca de vulcão para os bandidos que combatemos voltarem ao governo, com aquele papinho de "moralização" que terminou em loteamento de cargos, destruição das estatais, mensalões e a instalação do foro de São Paulo aqui. Você vai ficar feliz com isso?
O que é que vai adiantar a gente ficar julgando o Moro ou o Bolsonaro agora? Diz aí do alto da sua sapiência, que eu, burrinho, vou abrir minhas orelhas pra aprender. Eu sou o burrinho que está preocupado com o país, com o futuro imediato da nação. Temos uma crise econômica se agravando por conta de uma pandemia, temos governadores em dissonância com o governo, temos empresas fechando, temos pessoas ficando desempregadas, temos famílias sofrendo com isso, temos gente morrendo, temos um Congresso dirigido por bandidos, temos um STF ordinário, e temos redes sociais criando ambiente de discórdia entre pessoas do mesmo lado. A última coisa que me preocupa nesse mundo é o que um disse e o que o outro disse. Gente EXISTE UM BRASIL ACIMA DISSO e estamos todos à bordo dele.
Não importa quem disse que existe um rombo no casco. Vamos tapar o rombo senão o barco vai afundar e vai todo mundo para o mesmo buraco, fui claro?
Eu não tenho o Bolsonaro como um ídolo. Já falei e repito, eu não tenho idolatrias por políticos e nem sou tiete ou fanzoca. Eu tenho o meu país como ídolo e objetivo. Eu não sou bolsonarista. Sou BRASILEIRO E PATRIOTA. Mito pra mim é a minha Nação (com N maiúsculo). Políticos são sazonais. Aparecem e somem. Meu país será minha pátria até depois que eu morrer, porque nela serei sepultado.
É o Bolsonaro quem vai tocar o barco do país, e definir seus rumos? Ótimo! Tem meu total apoio e vou procurar ajudar no que for preciso, não por ele, pelos filhos, pelo Olavo ou outros "idolos" dos idólatras. É por você, meu amigo. É por sua família! É por mim! É pela minha PÁTRIA, que está acima de tudo e de todos.
Então, vamos parar de brigar. Vamos pensar no país acima de tudo. E quando eu falo pensar no país, quero dizer agir com serenidade, com estratégia e não deixar a emoção tomar conta, ou ser dominado pelo espírito de torcida. O Brasil que eu quero e que você quer não precisa disso.
Agora sim eu gostaria que vocês provassem que quando falavam "BRASIL ACIMA DE TUDO" estavam falando a verdade. Ou pra você o Moro ou o Bolsonaro é que estão acima de tudo, até do Brasil? Que eu me lembre, quando nasci não existia nenhum dos dois na política e existia um país que eu amo, e que é o meu chão e o meu céu.
Presidente, conte comigo como fiel soldado. Como eu disse, não pelo senhor, porque eu não sirvo a homens com base no quem eles são, e sim a um exército de gente do bem que defende uma nação e obrigatoriamente ao comandante - pelo que ele está - e enquanto ele estiver ao lado da minha pátria. Não pelo que chamam de "mito", mas pelo Brasil e por milhões de brasileiros que merecem um país melhor. Meu mito é o Brasil.
Direita, vamos nos unir agora para não perdemos o que conquistamos até aqui.
Reflitam!


Jornal da Cidade




Depoimento de consultor e conferencista exalta o caráter de Carla Zambelli

Assim que as mensagens de WhatsApp trocadas entre Sérgio Moro e Carla Zambelli foram tornadas públicas, uma voz respeitável saiu em defesa da ilustre e aguerrida deputada.
Stephen Charles Kanitz, consultor de empresas e conferencista brasileiro, mestre em Administração de Empresas da Harvard Business School e bacharel em Contabilidade pela Universidade de São Paulo.
Um homem conhecido e respeitado e um profissional extremamente conceituado.
Stephen Kanitz revela que Carla, assim que iniciou sua participação em movimentos populares, o considerava um “guru”.
“Ficamos amigos e eu a orientava a escolher suas batalhas”.
Foi então que Stephen teve um grave problema de saúde. Hospitalizado, certa feita, conta ele, recebeu no hospital a visita de Carla acompanhada de seus três médicos.
Leia o relato abaixo e saiba o que aconteceu:
“Primeiro devo confessar que eu amo a Carla Zambelli, por algo que ela fez para mim que vou revelar aqui.
Fiquei chocado com a insinuação do Moro de que ela estava querendo ‘comprá-lo’.
Carla é uma simples deputada, que não tinha poder de ‘vender’ nada, só conhecia muito bem os dois e inconformada queria ajudar.
Cinco anos atrás conheci a Carla, que me considerava um guru.
Gostei dela, mulher inteligente, trabalhou com auditora, entendia de administração, queria implantar uma administração responsável das nações.
Ficamos amigos e eu a orientava ‘escolher suas batalhas’, ela que queria resolver todos os problemas do Brasil.
Quando eu estava fazendo diálise no Hospital Albert Einstein ela me visitou, mas veio acompanhada dos meus três médicos.
‘Você conhece essa moça?’
‘Claro, ela é a Carla Zambelli.’
‘Ela veio oferecer um rim para você, por isso achamos que você precisaria ouvir essa conversa.’
Essa é a Carla, uma moça do bem, querendo sempre ajudar os outros, mesmo com sacrifício próprio.
Ela vai longe, me orgulho de tê-la como amiga, e felizmente ela continua firme com dois rins.
Eu chorei e agradeci.
Nunca um amigo ou amiga se ofereceu a fazer tanto por mim.”
Jornal da Cidade