terça-feira, 14 de julho de 2015

Buscas envolvendo senadores são necessárias para 'resguardar provas', diz Janot

Estadão Conteúdo


  • Evaristo Sá/AFP
    O procurador-geral da República, Rodrigo Janot
    O procurador-geral da República, Rodrigo Janot

  • Evaristo Sá/AFP
    O procurador-geral da República, Rodrigo Janot
    O procurador-geral da República, Rodrigo Janot
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, defendeu as buscas da Polícia Federal em endereços de políticos investigados na Operação Lava Jato realizadas na manhã desta terça-feira (14).
Em nota, Janot afirmou que as medidas "são necessárias ao esclarecimento dos fatos investigados no âmbito do STF". "Sendo que algumas se destinaram a garantir a apreensão de bens adquiridos com possível prática criminosa e outras a resguardar provas relevantes que poderiam ser destruídas caso não fossem apreendidas", explicou o procurador-geral.
A Polícia Federal, em conjunto com a PGR, realiza nesta manhã 53 mandados de busca e apreensão em sete Estados. De acordo com a Procuradoria, esta é a primeira fase da Operação Lava Jato no âmbito do STF, que foi batizada de Politeia. "Adsumus (aqui estamos)", afirmou Janot em nota, ao considerar que as medidas refletem atuação "firme" do Ministério Público Federal.
Em Brasília, estão entre os políticos alvo das ações da PF e da Procuradoria os senadores Ciro Nogueira (PP-PI), Fernando Collor de Mello (PTB-AL) e Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE). Estão sendo realizadas buscas nas residências dos investigados, endereços funcionais, escritórios de advocacia e sede das empresas vinculadas aos políticos.

Ampliar

Veja quem será investigado na Lava Jato59 fotos

1 / 59
6.mar.2015 - Vista do prédio do Congresso Nacional, em Brasília, horas antes da divulgação dos nomes dos políticos que serão investigados por possível envolvimento em corrupção. O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Teori Zavascki autorizou a abertura de inquérito contra 47 políticos para apurar a participação deles no esquema investigado pela operação Lava Jato, que apura irregularidades na Petrobras. Ao todo, são 22 deputados federais, 12 senadores, 12 ex-deputados e uma ex-governadora de seis partidos (PMDB, PT, PP, SD, PSDB e PTB). Há mais pessoas que serão investigadas, mas não têm ou tiveram cargos eletivos. São elas o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, e o lobista Fernando Baiano. Quatro políticos tiveram pedido de abertura de inquérito arquivado. A investigação do ex-ministro Antônio Palocci foi remetido à Justiça Federal do Paraná Leia mais André Dusek/Estadão Conteúdo