segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Diana flagrou Charles falando de sexo pelo telefone, no banheiro

Vilma Gryzinski - Veja


O fantasma da princesa morta não dá sossego

à família real e antigas gravações mostram a 

bronca dela com o marido, a amante dele e até

a sogra


O príncipe chegou chegando e foi embora traindo: beijos no primeiro encontro
e casamento sem sexo depois do segundo filho (Anwar Hussein/Getty Images)

Ela era histérica, descontrolada, praticava automutilação, tinha amantes, não entendia o marido e planejava sabotar sua ascensão ao trono.
Com os 70 anos da futura rainha, Camilla, e às vésperas dos 20 anos da morte de Diana, foi montada uma campanha para lustrar a imagem da mulher do príncipe Charles e detonar a da princesa da qual já estava divorciado quando morreu.
Praticamente tudo o que foi plantado sobre Diana já era conhecido – e é verdade. Mas a voz poderosa da princesa continua forte, mesmo no além-túmulo.
Uma série de gravações que ela fez como treinamento vocal , entre 1992, e 1993, veio à tona  em sua integralidade e atinge mais uma vez a imagem cuidadosamente recomposta do futuro rei.
Os vídeos foram feitos pelo ator Peter Settelen, o instrutor de impostação de voz,  e Diana obviamente usou as sessões para deixar mais um de seus depoimentos para uma posteridade tragicamente antecipada quando ela morreu num acidente de carro em Paris, aos 36 anos.
Sentada num sofá listado de rosa e branco, com seu jeito coquete e sedutor, ela solta as bombas.
Uma: Charles fazia sexo com ela uma vez a cada três semanas. “Era muito estranho”. Quando o segundo filho, Harry,  tinha cerca de um ano, o sexo acabou.
Outra: ela o flagrou banheiro, sentado no “trono”, no clássico do sexo por telefone. Falava com Camilla, claro. E Camilla falava as palavras mais explícitas. A princesa estava escutando tudo por uma extensão.
E mais outra: Diana realmente teve um caso com um guarda-costas Barry Mannakee. “O melhor cara que já tive”.  Pensava em largar tudo para ficar com ele. O guarda-costas foi afastado do palácio depois de um flagrante de proximidade excessiva com a princesa.
Um ano depois, Mannakee morreu num acidente de moto, na qual estava como carona. “Acabaram com ele”, diz Diana, convencida de que tinha sido um assassinato programado para parecer acidente. Aliás, depois, ela chegou a especular que, se morresse, seria da mesma forma. Nem é preciso dizer como as teorias conspiracionistas renascem nessas horas.
CHAPÉU NA SUCESSÃO
“Eu não vou ser o único príncipe de Gales a nunca ter uma amante”, retrucou o marido quando Diana reclamou da retomada do caso dele com Camilla, uma namorada de juventude que se casou com outro, provocando a clássica revanche masculina.
Inconformada, Diana foi procurar a sogra, esperando ouvir um conselho do mais alto nível possível. Chorando, perguntou a ela o que deveria fazer. “Eu não sei o que você deve fazer, Charles não tem jeito”, foi a resposta da rainha Elizabeth II, segundo Diana. “E acabou aí”.
Muitas das revelações íntimas foram antecipadas pelo cameraman que filmou as sessões de treinamento vocal transformadas em terapia-testamento.
Diana também falou com Camilla, pedindo para ela “deixar meu marido em paz”. Camilla retrucou que ela  tinha uma posição invejável como princesa de Gales, um futuro como rainha consorte e dois filhos no topo da linha de sucessão ao trono. Devia se contentar.
Segundo o cinegrafista, que diz ter anotado as sessões num diário, Diana sonhava se vingar do marido traidor dando um chapéu na linha de sucessão: William, seu filho mais velho, assumiria o trono depois da morte da avó.
Era realmente um plano infantil. Mas Diana conseguiu prejudicar gravemente a imagem do marido ao expor o comportamento indigno dele.
A “monarquia por consenso” chegou a ficar abalada, ainda mais numa família real que ainda sofre o trauma da abdicação do tio-avô de Charles, o brevíssimo rei Edward VIII, que largou tudo para se casar com a americana divorciada Wallis Simpson.
A sabotagem de Diana, por mais irreal que fosse, é o principal motivo da rejeição que provoca entre personagens mais ligados aos altos círculos da realeza. O próprio cunhado dela, Robert Fellowes, que era secretário particular da rainha, tinha pavor da princesa instável.
Fellowes é casado com Sarah, irmã de Diana, através de quem ela conheceu Charles. O príncipe herdeiro teve um namoro com Sarah. Segundo os detratores de Diana, desde os 13 anos ela tentava precocemente seduzir Charles.
MORDOMO INFIEL
Segundo Diana, nas gravações agora expostas, ela tinha pouco mais de 18 anos quando reencontrou Charles num jogo de polo. E ele “caiu em cima” dela  imediatamente.
Sentou-se a seu lado e já chegou beijando, uma atitude algo inconveniente mas não incompatível com a educação sentimental que ele recebeu de lorde Mountbatten, o primo bem mais velho que tinha sido um conquistador serial.
Entre esse primeiro encontro e o casamento, eles se viram apenas treze vezes. Falavam mais por telefone.
Os vídeos com as confissões de Diana foram entregues a ela e reapareceram em poder de Paul Burrell, o fiel mordomo que acabou, ele próprio, cedendo à tentação de “contar tudo”, uma traição sempre monetariamente compensadora. Uma parte já havia sido revelada num canal de televisão nos Estados Unidos.
O irmão de Diana, Charles Spencer, herdeiro do título de conde e do castelo com um laguinho artificial onde o corpo da princesa foi enterrado num mausoléu, tentou impedir que os vídeos aparecessem  no Channel 4.
Não conseguiu. Nos vinte anos de sua morte, Diana ainda tenta ter a última palavra.

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