segunda-feira, 27 de fevereiro de 2023

'Ministro' do ex-presidiário usa avião da FAB e diárias do governo corrupto... para ir a leilão

 Esse não é o primeiro escândalo envolvendo Juscelino Filho, quadrilheiro do Lula

Em janeiro deste ano, o ministro de Lula foi acusado de usar R$ 5 milhões das emendas de relator para pavimentar uma estrada que passa em frente da sua fazenda, no Maranhão
O ex-condenado e o comparsa... - Foto: Reprodução/Twitter

Juscelino Filho, o ministro das Comunicações, usou um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) e recebeu diárias pagas pelo governo Lula para participar de leilões de cavalos de raça. Os animais chegam a valer mais de R$ 1 milhão. A informação foi divulgada nesta segunda-feira, 27, pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Em 26 de janeiro, o ministro pegou o voo de Brasília em direção a São Paulo. Na ocasião, Juscelino Filho disse que se tratava de uma viagem “urgente”. Os compromissos oficiais do ministro, nos dias 26 e 27, somavam duas horas e meia: 1h30 na sede da operadora Claro, 30 minutos na Telebras (ambos no dia 26) e uma hora na Anatel (27).

Na tarde do dia 27 e durante o fim de semana, o ministro estava livre para dedicar-se às atividades pessoais. Ele “assessorou compradores de animais, promoveu um dos seus cavalos de raça, recebeu prêmio em um ‘Oscar’ de vaqueiros e inaugurou uma praça em homenagem a um cavalo de seu sócio”, conforme o Estadão. Tudo foi pago com dinheiro dos pagadores de impostos.

Juscelino recebeu diárias para quatro dias e meio, totalizando R$ 3 mil, e usou um avião FAB, economizando R$ 140 mil — esse seria o valor a ser pago se o ministro tivesse gasto o próprio dinheiro em um jato particular.

Existe um decreto presidencial que estabelece as circunstâncias que um ministro de Estado pode usar um jato da FAB: em casos de emergências médicas, quando há razões de segurança e em viagens a serviço — nesse último caso, o ministro deve registrar na agenda oficial a atividade da qual participará.

Caso fique comprovado judicialmente que o ministro usou o avião de forma irregular, ele pode responder por improbidade administrativa, em razão de uso da estrutura do Estado para benefício próprio.

Esse não é o primeiro escândalo envolvendo Juscelino. Em janeiro deste ano, o ministro de Lula foi acusado de usar R$ 5 milhões das emendas de relator para pavimentar uma estrada que passa na frente da sua fazenda, no Maranhão. Além disso, foi acusado de usar de forma irregular pouco mais de R$ 500 mil do fundo eleitoral.

Revista Oeste

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Twitter demite mais 10% dos empregados, diz The New York Times

 

Demissões foram feitas neste fim de semana


Processo de enxugamento começou depois que Elon Musk comprou a plataforma | Foto: Divulgação

Processo de enxugamento começou depois que Elon Musk comprou a plataforma | Foto: Divulgação

O Twitter demitiu pelo menos 200 de seus funcionários na noite de sábado 25, de acordo com reportagem publicada nesta segunda-feira, 27, pelo The New York Times. O número corresponde a 10% dos cerca de 2 mil que trabalham para a empresa. Quando Elon Musk comprou a plataforma, ele começou um processo de enxugamento de custos, demitindo mais de 5 mil pessoas. Também injetou bilhões de dólares na plataforma.

De acordo com a reportagem, na semana anterior às novas demissões, o Twitter suspendeu o serviço interno de mensagens da empresa. Segundo o New York Times, cinco funcionários relataram, anonimamente, que a suspensão do serviço de mensagens impede que os empregados conversem uns com os outros ou procurem dados da empresa.

Os cortes atingiram gerentes de produto, cientistas de dados e engenheiros que trabalharam em aprendizado de máquina e confiabilidade do site. A equipe de infraestrutura de monetização, que mantém os serviços por meio dos quais o Twitter ganha dinheiro, foi reduzida de 30 para menos de oito pessoas, segundo informação de uma fonte ao jornal norte-americano.

Entre os afetados pelas demissões estavam vários fundadores de pequenas empresas de tecnologia que o Twitter adquiriu ao longo dos anos, incluindo Esther Crawford, que fundou um aplicativo de compartilhamento de tela e bate-papo por vídeo chamado Squad e recentemente supervisionou o esforço do Twitter para cobrar dos usuários por selos de verificação.

Outro demitido foi Haraldur Thorleifsson, criador do estúdio de design Ueno, que o Twitter comprou em 2021. Vários dos fundadores receberam pacotes de remuneração mais altos como parte das aquisições de suas empresas, o que pode tornar mais caro demiti-los.

Revista Oeste

Quadrilha do ex-presidiário já solicitou mais de R$ 330 milhões das emendas de relator

Em campanha, larápio petista chamou o 'Orçamento secreto' de 'maior vergonha deste país'

Lula criticou várias vezes o as emendas de relator | Foto: Divulgação/Ricardo Stuckert
Condenado a mais de 20 anos de xilindró, petista criticou várias vezes o as emendas de relator -Foto: Divulgação/Ricardo Stuckert

Dos 15 vice-líderes definidos por Lula na Câmara dos Deputados, quatro já solicitaram as emendas de relator, no total de quase R$ 125 milhões, de acordo com informações do site Metrópoles, divulgadas no domingo 26. Juntando os valores requeridos por ministros do petista, a quantia chega a R$ 330 milhões.

Durante a campanha eleitoral, Lula fez diversas críticas ao Orçamento secreto. Em uma delas, chegou a chamá-lo de “a maior vergonha deste país”.

Na relação de indicações das emedas de relator, estão os ministros Carlos Fávaro, da Agricultura; Daniela do Waguinho, do Turismo; Juscelino Filho, das Comunicações; André de Paula, da Pesca; e Alexandre Silveira, de Minas e Energia.

Já entre os parlamentares que pleitearam aporte financeiro estão Damião Feliciano (União-PB), Emanuel Pinheiro Neto (MDB-MT), Pedro Paulo (PSD-RJ) e Igor Timó (Podemos-MG). As solicitações dos recursos foram feitas depois do primeiro turno da eleição presidencial.

O que são as emendas de relator

“O ‘Orçamento secreto’ é um esquema tão sofisticado que nem os próprios jornais conseguem comprovar os crimes”, constatou o jornalista Silvio Navarro, em um artigo publicado na Edição 125 da Revista Oeste.

A história surgiu em maio do ano passado nas páginas do Estado de S. Paulo. De acordo com a publicação, o governo usou uma parte dos recursos do Orçamento destinado às chamadas emendas parlamentares para obter apoio de um grupo de deputados que compõe o famoso “centrão”.

“Em primeiro lugar, é preciso esclarecer que a peça orçamentária é manejada e aprovada pelo Congresso Nacional”, observou Navarro. “Cabe ao Executivo enviar o seu planejamento de despesas e arrecadação, mas o ajuste é feito pelo Legislativo. Outro detalhe importante é que esses recursos são legais. O resto é o jogo político que acontece desde que Brasília existe.”

A partir dessa premissa, algumas perguntas podem ser respondidas: quem é o responsável pela análise do Orçamento? Uma comissão mista formada por 12 deputados e 12 senadores, com o mesmo número de suplentes. Esse grupo debate e delibera sobre uma série de matérias até chegar à LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias). É ela que define quais serão os gastos prioritários do governo no ano seguinte. Da LDO surge a LOA (Lei Orçamentária Anual), que é o Orçamento propriamente dito e vai à votação no fim do ano.

Desse bolo do Orçamento, uma fatia é reservada aos parlamentares: as emendas. São recursos que os deputados apadrinham, ou seja, “carimbam seus nomes”, destinados a obras em seus redutos eleitorais (reformas de praças, construção de quadras esportivas, asfaltamento, compra de ambulâncias etc.). No ano passado, cada um teve direito a indicar R$ 16 milhões. Outra modalidade são as emendas de bancada: congressistas do mesmo Estado unem suas cotas para a mesma finalidade (uma grande obra, como um hospital, por exemplo). O valor total foi de R$ 7,2 bilhões. Ainda podem ocorrer as emendas setoriais e as das comissões, mas elas nunca sobrevivem.

Saiba mais sobre o “Orçamento secreto” na reportagem de Silvio Navarro

Mercado projeta 11ª alta seguida da inflação para 2023

 Boletim Focus foi divulgado na manhã desta segunda-feira, 27

Mercado também projeta inflação mais alta para 2025 e 2026 | Foto: Divulgação Banco Central
Mercado também projeta inflação mais alta para 2025 e 2026 | Foto: Divulgação Banco Central

Pela 11ª semana consecutiva, os analistas de mercado projetam alta da inflação para 2023. No Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira, 27, pelo Banco Central, a projeção é de que a inflação feche o ano em 5,9%. Na semana passada, a projeção era de 5,89% e, há quatro semanas, de 5,74%.

Para 2024, a projeção desta semana permaneceu a mesma da semana passada, de 4,02%. Já em relação à inflação de 2025 e 2026, os analistas projetaram nova alta em relação à semana passada. Em 2025, passou de 3,78% para 3,8%, e em 2026, de R$ 3,7% para 3,75%.

O boletim também projeta crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2023 pela segunda semana seguida. Nesta segunda-feira, a projeção é de crescimento de 0,84%, ante 0,8% na semana passada. Pela nona semana seguida, os analistas projetam estabilidade para o PIB de 2024, com taxa de crescimento de 1,5%. Para 2025 e 2026, os índices se mantiveram estáveis em relação à semana anterior, em 1,8% e em 2%.

Quanto à taxa básica de juros, os analistas mantiveram a projeção de que em 2023 a Selic fechará em 12,75%. Hoje os juros básicos estão em 13,75%. Para 2024, a projeção é de 10%, mesma da semana passada, e para 2025, de 9%, que também se repete. Já para 2026, os analistas projetam queda para 8,5%, ante 8,75% na semana anterior. 

O câmbio, pela quarta semana seguida, tem projeção de fechar 2023 com o dólar valendo R$ 5,25.

Divulgado toda segunda-feira, o Boletim Focus resume as estatísticas calculadas considerando as expectativas de mercado coletadas até a sexta-feira anterior à sua divulgação. O relatório traz a evolução gráfica e o comportamento semanal das projeções para índices de preços, atividade econômica, câmbio, taxa Selic, entre outros indicadores. As projeções são do mercado, não do BC.

Revista Oeste