sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Em 4 horas, vídeo de Nikolas pela anistia atinge 6 milhões de acessos

 Nos três anos do 8 de janeiro, deputado cita Clezão e Débora do Batom


Nikolas Ferreira grava um de seus tradicionais vídeos com fundo preto - Foto: Instagram/Reprodução



Um vídeo publicado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) em referência aos três anos dos atos de 8 de janeiro alcançou 6 milhões de acessos em quatro horas no Instagram. Na gravação, ele defende a anistia para pessoas condenadas ou presas em decorrência dos episódios e afirma que as punições aplicadas são desproporcionais.

O deputado sustenta que os envolvidos deveriam responder apenas por depredação de patrimônio público, “porque eles quebraram, isso é crime, e ninguém concorda com isso”. Em seguida, menciona que a pena prevista para esse crime seria de “seis meses a três anos” e declara que, nesse entendimento, os condenados já deveriam estar em liberdade. 

Na gravação, Nikolas cita casos específicos. Um deles é o de Débora Rodrigues dos Santos, a “Débora do Batom”, condenada a 14 anos de prisão “porque pegou um batom e escreveu ‘perdeu, mané’ numa estátua”. Ele também menciona o caso de Clezão, que morreu enquanto estava preso. “O Clezão não é um nome abstrato”, afirma. “É o nome de um pai que simplesmente morreu na cadeia por conta da inércia do STF.”

O vídeo de Nikolas foi publicado às 20h32 desta quinta-feira, 9, e conta com 6,7 milhões de visualizações, 750 mil curtidas e 30 mil comentários. O deputado federal é líder do ranking dos políticos mais influentes na plataforma, onde soma 19,2 milhões de seguidores.

Nikolas também afirma que estas pessoas não representam ameaça à democracia. “Quem você acha que mais atenta contra a democracia?”, perguntou. “Essas pessoas que depredaram patrimônio público, invadiram, cometeram esses crimes, ou um cara que coloca milhões de reais em uma mala?”

Como exemplo, o deputado compara as condenações relacionadas ao 8 de janeiro com casos de corrupção. Ele menciona Aécio Pereira, descrito como “o primeiro condenado de 8 de janeiro”, que teria recebido pena de 17 anos. Em contraste, cita Sérgio Cabral, exgovernador do Rio de Janeiro, condenado a penas que superam 400 anos de prisão e que se encontra em liberdade. 

No vídeo, o deputado diz que o objetivo das punições seria intimidar os conservadores e afirma que essas pessoas “estão sendo literalmente colocadas de forma punitiva para poder colocar medo na direita”. Nikolas ainda lamentou o veto de Luiz Inácio Lula da Silva ao Projeto de Lei da Dosimetria e afirmou que a proposta poderia representar “um respiro de liberdade para milhares de famílias”. Segundo ele, o Congresso deverá derrubar o veto.

O vídeo de Nikolas foi publicado às 20h32 desta quinta-feira, 9, e conta com 6,7 milhões de visualizações, 750 mil curtidas e 30 mil comentários. O deputado federal é líder do ranking dos políticos mais influentes na plataforma, onde soma 19,2 milhões de seguidores.

Mateus Conte - Revista Oeste