Decreto impõe tarifas alfandegárias de 25% às importações de aço e de 10% às de alumínio (//iStock)
O governo brasileiro informou nesta quinta-feira que vê “com grande preocupação” a decisão do governo dos Estados Unidos de impor tarifas sobre as importações de aço e alumínio e disse que “recorrerá de todas as ações necessárias”, nos âmbitos bilateral e multilateral, para preservar seus interesses.
Em nota conjunta, os ministérios das Relações Exteriores e da Indústria, Comércio Exterior e Serviços afirmaram ainda que a imposição das tarifas – de 25% para importações de aço e de 10% para importações de alumínio – são incompatíveis com as obrigações dos EUA junto à Organização Mundial do Comércio (OMC).
O presidente do Instituto Aço Brasil (IABr), Marco Polo de Mello Lopes, disse que havia a expectativa de que o Brasil ficaria de fora da medida, visto que o país exporta predominantemente aço semiacabado para os Estados Unidos, ou seja, uma matéria-prima que é laminada pelas siderúrgicas do país. Dos 4,7 milhões de toneladas exportados no ano passado para os Estados Unidos, 3,8 milhões de toneladas foram de aço semiacabado. No caso do Canadá, cerca de 90% do volume exportado é de material acabado. “Achamos que iríamos ficar de fora por causa da nossa complementaridade”, disse Mello Lopes.
