sexta-feira, 1 de abril de 2022

XP eleva projeção para Ibovespa a 130 mil pontos ao final de 2022 e vê “duas Bolsas em uma só” no Brasil

Fluxo tem ido para os setores de commodities e financeiro, enquanto as ações mais voltadas para setores domésticos e small caps continuam para trás


Rebeca Nossig - XP - Divulgação


Destacando as projeções mais altas de lucro por ação, a XP elevou a sua projeção para o Ibovespa ao final de 2022 de 123 mil pontos para 130 mil pontos, o que corresponde a uma alta de 8,33% em relação ao fechamento da véspera, que ficou ligeiramente abaixo dos 120 mil pontos. 

Os estrategistas Fernando Ferreira, Jennie Li e Rebeca Nossig, que assinam o relatório com as novas projeções, apontam que, durante o mês de março, a Bolsa brasileira continuou subindo, com o principal índice fechando o período em alta de 6,1%.

Devido à forte valorização do real durante o mês, em dólares o índice subiu 16%, levando o Brasil à “pole position” das ações globais no acumulado do ano, com avanço de 35% em 2022 até agora, em dólares.

Os estrategistas destacam que o forte ingresso de fluxo estrangeiro para o Brasil continua. Eles apontam que, em reuniões com investidores estrangeiros realizadas recentemente, viram um otimismo crescente em relação ao país – o que também é evidenciado pelas fortes entradas de dinheiro estrangeiro na B3 nos últimos 18 meses.  Até agora, a entrada líquida acumulou R$ 92,7 bilhões, ante R$ 102 bilhões que entraram no ano todo de 2021.

“As visões otimistas se devem à falta de alternativas sólidas entre outros grandes mercados emergentes, à forte exposição a bancos e commodities da Bolsa brasileira, o valuation barato e ao real mais forte em relação ao dólar”, apontam.

O alto nível das taxas de juros locais atua como um amortecedor para a moeda brasileira, avaliam, melhorando o retorno em dólares para os investidores estrangeiros. Dessa forma, esperam que os fluxos externos continuem nos próximos meses.

Assim, a XP aponta que o mercado brasileiro está se beneficiando de uma combinação de: 1) rotação global de ações de crescimento para ações de valor; 2) uma forte exposição do Brasil a commodities e bancos; 3) valuation ainda muito atrativos apesar do rali recente; 4) fluxos de outros mercados emergentes para o Brasil e 5) o fato de o país estar chegando ao fim de seu ciclo de alta de juros, enquanto o Fed e outros bancos centrais de mercados desenvolvidos estão apenas começando subir os juros.

Para os estrategistas, as ações brasileiras continuam sendo negociadas em níveis atrativos de valuation, com um múltiplo de preço sobre o lucro (P/L) projetado de 7,5 vezes, desconto de 33% em relação à média dos últimos 15 anos, em 11,2 vezes.

“Além disso, vemos riscos de alta para o lucros do Brasil, o que pode fazer as ações brasileiras parecerem ainda mais baratas”, apontam.

Se as expectativas de LPA (Lucro por Ação) para 2022 aumentarem em 10%, o P/L futuro estaria mais próximo de 7 vezes. “Também é importante notar que a valorização do Ibovespa ex-commodities é menor, ou seja, não é mais apenas para commodities que a valorização da bolsa brasileira é atrativa”, complementam os especialistas.

Outro tema em destaque ocorrido no mês foi a inversão da curva de juros nos EUA, que é vista como um potencial sinal de recessão à frente. A diferença entre o rendimento do Tesouro de 10 anos e o rendimento de 2 anos atingiu o nível mais baixo desde o início da pandemia, e toda recessão nos EUA desde 1955 foi precedida por uma inversão da curva de juros.

No entanto, apontam os estrategistas, não é hora de entrar em pânico, “pois o mercado geralmente ainda tem um bom desempenho logo após uma inversão de curva, e as recessões não começaram menos de 12 meses após essas inversões”.

Dois lados da mesma moeda

A equipe de estratégia ainda aponta que, enquanto o Brasil no geral está indo bem, há “dois lados de uma mesma moeda” na Bolsa brasileira.

Isso porque os fluxos estrangeiros que chegam ao país têm sido direcionados, principalmente, para os setores de commodities e financeiro, enquanto as ações mais voltadas para os setores domésticos e small caps continuam para trás.

Enquanto as commodities e setor financeiro do Ibovespa subiram mais de 20% no acumulado do ano, os demais setores subiram apenas 6,7%. O índice de small caps também continua atrás do Ibovespa com um retorno de 6,7% até agora.

Com as empresas domésticas ficando para trás, a questão destacada é se já estamos num ponto atraente para fazer uma rotação de volta para esses setores.

Os analistas listaram, conforme quadro abaixo, uma lista de empresas de cobertura da que: i) caíram mais de 20% nos últimos 12 meses; ii) têm o P/L abaixo da média histórica de 5 anos; iii) têm crescimento positivo do LPA (Lucro por Ação) entre 2021 e 2023; e iv) que os analistas da XP possuem recomendação de compra.



Contudo, dado o cenário macroeconômico ainda desafiador no Brasil, com inflação e taxas de juros ainda crescentes, e uma projeção de 0% de crescimento do PIB para 2022 segundo o time de economia da XP, os estrategistas ainda acreditam ser cedo para fazer uma migração total para os players domésticos.

Outras projeções

Algumas casas têm revisado suas projeções para o Ibovespa ao final do ano em meio ao maior otimismo do mercado. A Ativa Corretora elevou nesta semana a sua projeção de 117 mil para 135 mil pontos (ou potencial de alta de 12,5% em relação ao fechamento da véspera), enquanto a Guide elevou na semana passada a sua estimativa de 120 mil pontos para 130 mil pontos, assim como a XP.

Entre os primeiros temas, o fluxo estrangeiro vindo para o Brasil, e o crescimento dos lucros das empresas, particularmente das produtoras de commodities.

Lara Rizério, InfoMoney

Genoma humano é sequenciado por completo pela 1ª vez

 A descoberta oferece uma nova promessa em busca de pistas sobre mutações causadoras de doenças e variações genéticas

Em 2003, pesquisadores revelaram o que foi então anunciado como a sequência completa do genoma humano, mas 8% dele não havia sido totalmente decifrado
Em 2003, pesquisadores revelaram o que foi então anunciado como a sequência completa do genoma humano, mas 8% dele não havia sido totalmente decifrado | Foto: Divulgação/NHGRI

Os cientistas conseguiram mapear por completo o genoma humano pela primeira vez. O estudo, feito pelo consórcio T2T com mais de uma centena de pesquisadores, foi publicado na revista Science na quinta-feira 31.

A descoberta oferece uma nova promessa em busca de pistas sobre mutações causadoras de doenças e variações genéticas.

“Gerar uma sequência do genoma humano verdadeiramente completa representa uma conquista científica incrível, fornecendo a primeira visão abrangente do nosso modelo de DNA”, disse Eric Green, diretor do Instituto Nacional de Pesquisa do Genoma Humano (NHGRI), parte do Instituto Nacional de Saúde dos EUA, em comunicado.

“Esta informação fundamental fortalecerá os muitos esforços em andamento para entender todas as nuances funcionais do genoma humano, o que, por sua vez, capacitará os estudos genéticos de doenças humanas”, acrescentou Green.

Em 2003, pesquisadores revelaram o que foi então anunciado como a sequência completa do genoma humano. Mas cerca de 8% dele não havia sido totalmente decifrado, principalmente porque consistia em pedaços de DNA altamente repetitivos que eram difíceis de combinar com o resto.

“No futuro, quando alguém tiver seu genoma sequenciado, será capaz identificar todas as variantes em seu DNA e usar essas informações para melhor orientar seus cuidados de saúde”, disse Adam Phillippy, investigador do NHGRI.

“Terminar a sequência do genoma humano foi como colocar um novo par de óculos. Agora podemos ver claramente tudo. Demos um passo a mais para entender o que tudo significa”, acrescentou Phillippy.

Para José Manuel Bautista, professor de Biologia Molecular da Universidade de Madri, a descoberta permite conhecer uma parte importante dos cromossomos. “É como se descobríssemos depois 20 anos desde que os carros que vemos na estrada têm embreagem e há mudanças de marcha.”

Revista Oeste

Estudo mostra consequências da pandemia à saúde mental dos adolescentes

Medidas extremas de restrição e fechamento das escolas podem estar por trás de problemas detectados nos EUA

A pesquisa foi realizada de forma abrangente e analisou especificamente a experiência dos adolescentes durante a pandemia de covid-19
A pesquisa foi realizada de forma abrangente e analisou especificamente a experiência dos adolescentes durante a pandemia de covid-19 | Foto: Divulgação/Pixabay

A pandemia pode ter causado grandes prejuízos à saúde dos adolescentes americanos, como o aumento o uso de drogas e álcool, de acordo com um relatório do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês), divulgado na quinta-feira 31.

A pesquisa foi realizada de forma abrangente e analisou especificamente a experiência dos adolescentes durante a pandemia de covid-19.

“A pandemia criou estressores traumáticos que têm o potencial de corroer ainda mais o bem-estar mental dos alunos”, disse a vice-diretora do CDC, Debra Houry.

A pesquisa foi realizada com quase 8 mil estudantes do ensino médio entre janeiro e junho de 2021. Os adolescentes relataram altos níveis de sofrimento mental, comportamentos de risco à saúde, instabilidade econômica e abusos.

Do total de estudantes ouvidos pela pesquisa, 40% disseram que se sentiram tristes ou sem esperança, no ano passado, revelando o sofrimento mental.

O levantamento ainda apontou que as famílias sofreram os reflexos econômicos da pandemia. 30% dos estudantes alegaram que o pai perdeu o emprego durante a pandemia; um em cada quatro alunos passou fome e 2% perderam a moradia.

Álcool e drogas

Quase metade dos 8 mil entrevistados afirmou que consumiu álcool e cerca de 30% revelaram que beberam mais durante a pandemia. Um terço dos estudantes disse que usou mais drogas durante esse momento de instabilidade provocado pela covid-19.

Abusos

A maioria dos estudantes (55%) relatou ter sofrido algum tipo de abuso dentro de casa, como xingamentos e insultos ou agressões físicas.

Segundo o CDC, a saúde mental já era um desafio para os adolescentes antes da pandemia e, a crise global de covid-19, pode ter piorado a situação de crianças e adolescentes. “Esses dados ecoam um pedido de ajuda”, concluiu a vice-diretora do CDC.

Leia também“Parem de forçar crianças saudáveis a se isolar”, texto de Joanna Williams publicado na edição 69 da Revista Oeste

Revista Oeste

Parasitas do BC prometem radicalizar se governo priorizar policiais - Querem reajuste de 26%...

'Categoria' diz que vai respeitar serviços essenciais no primeiro momento

Greve de servidores do Banco Central começa nesta sexta-feira, 1º de abril
Greve de servidores do Banco Central começa nesta sexta-feira, 1º de abril | Foto: Arquivo/Agência Brasil

greve dos servidores do Banco Central (BC) começou oficialmente nesta sexta-feira, 1º, com adesão de 60 a 70% da categoria. A informação é Sindicato Nacional dos Funcionários do BC (Sinal), que promete radicalização caso o governo priorize o reajuste salarial aos policiais federais.

O sindicato aprovou na última segunda a paralisação a partir desta sexta, com tempo indeterminado de duração. O movimento reivindica reajuste salarial de 26% e reestruturação de carreiras, mas teme que o governo de Jair Bolsonaro passe na frente a categoria policial, que também reclama por aumento, por meio de Medida Provisória.

“Se o Bolsonaro reajustar antes aos policiais, muita gente vai radicalizar. Não só a gente, mas os servidores da Receita Federal, do Tesouro Nacional. Não vai ser pouco”, comentou Fabio Faiad, presidente do Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal).

O sindicalista explica o que entende como radicalização neste momento: “Poderemos ter interrupção de alguns serviços, adotaremos uma posição mais forte para negociar. Isso não é bom para a sociedade, para o banco, para ninguém.”

No começo da semana os líderes do movimento se reuniram com Roberto Campos Neto, presidente do BC. Mas, segundo Fábio Faiad, não houve avanços nas tratativas. “E agora ele saiu de férias para Miami. O pessoal ficou bravo”, disse.

Segundo o líder sindicalista, mesmo com a lei eleitoral que restringe reajustes a servidores em anos de pleitos, ainda existe margem para a revisão salarial. No entanto, a categoria teme que o trâmite que precisa passar por aprovação do Congresso e por sanção presidencial caminhe sem a agilidade esperada. “O prazo é pequeno, inegociável. Precisa ser até 4 de julho”, manifestou o líder do sindicato.

A lei eleitoral estabelece que reajustes de servidores públicos para além da recomposição das perdas salariais estão vetados nos seis meses anteriores às eleições. Como o primeiro turno deste ano está marcado para 2 de outubro, o Executivo teria até o próximo sábado para editar uma MP com aumento acima da inflação.

Num primeiro momento de paralisação, os grevistas dizem que se comprometem com a obrigatoriedade de lei de manutenção de serviços essenciais à sociedade, entre eles o funcionamento do Pix.

Por sua vez, em nota divulgada na última terça-feira, o Banco Central tentou tranquilizar a sociedade, afirmando que tem planos de contingência para manter durante a greve o funcionamento dos sistemas críticos para a população.

Nota do BC sobre a greve de 'servidores'

“Tendo em conta os movimentos trabalhistas em curso, o Banco Central esclarece que:
a) reconhece o direito dos servidores de promoverem manifestações organizadas;
b) confia na histórica dedicação, qualidade e responsabilidade dos servidores e de seu compromisso com a Instituição e com a sociedade;
c) tem planos de contingência para manter o funcionamento dos sistemas críticos para a população, os mercados e as operações das instituições reguladas, tais como STR, Pix, Selic, entre outros.”

Com informações de Bruno Freitas, Revista Oeste

Lucro das empresas na Bolsa de Valores triplica em 2021

 O valor já é maior que o registrado no período pré-pandemia

O resultado de 2021 reflete o momento positivo, principalmente, das commodities
O resultado de 2021 reflete o momento positivo, principalmente, das commodities | Foto: Reprodução/Redes sociais

O lucro das empresas listadas na Bolsa de Valores de São Paulo (B3) triplicou em 2021 na comparação com o ano anterior.

Segundo os dados da consultoria de informações financeiras Economatica, o ganho médio de um conjunto de 291 companhias abertas saltou de quase R$ 70 bilhões, em 2020, para cerca de R$ 230 bilhões, no ano passado — alta de 230%. Em 2019, antes do início da pandemia de covid-19, as empresas lucraram R$ 105 bilhões. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira, 1º, pelo jornal Estado de S.Paulo.

“Os valores foram muito significativos, com lucro e receitas crescentes no período. Mesmo isolando 2020, que foi um ano ruim e que tem uma base fraca, o resultado é o dobro do verificado em 2019, antes do coronavírus”, disse o gerente de relação institucional e comercial da Economatica, Einar Rivero.

Commodities em alta

O resultado de 2021 reflete o momento positivo das commodities — principalmente, petróleo e minerais, que estão entre os dez setores que mais lucraram no ano passado.

O setor que mais lucrou em 2021 foi o de energia elétrica. As empresas tiveram um saldo positivo de R$ 52 bilhões (aumento de 16% sobre 2020).

Os números refletem, além de uma recuperação na demanda que caiu no primeiro ano da pandemia, a alta nos preços da energia, já que os aumentos são repassados para a tarifa dos consumidores.

Aviação registrou prejuízo

Ainda de acordo com o relatório da Economatica, quase todos os setores registraram recuperação em 2021, exceto os segmentos de educação, transporte e serviços — este último inclui as companhias de aviação civil, que ainda sofrem os reflexos da pandemia e podem ter mais problemas por causa da alta no preço dos combustíveis. A companhia aérea Gol, por exemplo, registrou um prejuízo de R$ 7 bilhões em 2021 na B3; e a Azul, de quase R$ 5 bilhões.

Revista Oeste

Gabeira relembra luta contra regime militar: "Objetivo era implantar ditadura comunista no Brasil" (vídeo)

 

 

“Os principais ex-guerrilheiros que se lançam na luta política, costumam dizer que estavam lutando pela democracia. Eu não tenho condições de dizer isso. Eu estava lutando contra uma ditadura militar, mas se você examinar o programa politico que nos movia naquela momento, era voltado para uma ditadura do proletariado. Então você não pode voltar atrás, corrigir o seu passado e dizer, naquele momento eu estava lutando pela democracia”, disse o escritor.

Gabeira (hoje com 81 anos de idade), participou da luta armada contra o governo militar, que ascendeu ao poder em 31 de março de 1964.

Militante do Movimento Revolucionário Oito de Outubro, foi preso em 1970, mas acabou libertado ao ter seu nome incluído na lista de 39 prisioneiros trocados pelo embaixador alemão Ehrenfried von Holleben, sequestrado pelos grupos guerrilheiros Ação Libertadora Nacional (ALN) e Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) – este último tinha Carlos Lamarca e  Dilma Rousseff como figuras de destaque.

O jornalista também exerceu quatro mandatos consecutivos como deputado federal entre 1995 e 2011.

Portanto, se aquele seu amigo esquerdopata insistir em afirmar que o governo militar deu um golpe, exclusivamente pelo poder, mostre esse vídeo e pergunte se ele gostaria de viver exatamente como vivem os cubanos, pois era isso o que eles tinham em mente para o Brasil.

Vídeo:


Jornal da Cidade

A pescaria do Bonoro no circo da terceira via, o objetivo do PL2630 e mais