terça-feira, 1 de setembro de 2015

Joaquim Levy já era

O Antagonista


Queimaram Joaquim Levy.
Leia o relato de O Globo:
"De fiador do segundo mandato de Dilma, Levy se transformou num mal ainda necessário. Com a credibilidade arranhada no Congresso, no mercado e no governo, ele segue no comando porque pior agora seria substitui-lo. Integrantes do governo relataram que, internamente, há decepção com o desempenho de Levy. Esperava-se que o ministro conseguisse 'blindar' o governo da avaliação ruim das agências de risco e emplacar medidas austeras com mais habilidade".

Joaquim Levy continua agarrado à poltrona, fazendo de conta que ainda não percebeu, mas Nelson Barbosa já tomou seu lugar no governo.

O velho ministro da Fazenda, Levy, e o novo, Barbosa

Não dá mais, Dilma! A Presidência não pode mais ser ocupada pelo vazio. O país não aguenta

Com Blog Reinaldo Azevedo - Veja


Nesta segunda-feira, algumas verdades vieram à luz apenas porque o governo já não consegue mais escondê-las nas dobras da impostura. O Orçamento de 2016 foi enviado ao Congresso. Nele se prevê um déficit de 0,34% do PIB — ou R$ 30,5 bilhões. É a confissão de um desastre. Mas não só isso. Nelson Barbosa, ministro do Planejamento, teve de desmentir a presidente Dilma Rousseff, com todas as letras e sem subterfúgios. Afirmou: “Não é uma questão externa, e sim uma questão fiscal que atinge o Brasil hoje”. Ah, bom!!! A professora Dilma havia nos ensinado que isso tudo era culpa da crise internacional. Aí as pessoas procuravam a tal crise e não a encontravam. Mais: perguntavam-se por que a dita-cuja não atinge a maioria dos países da América Latina.
Enquanto o governo beijava a lona em Brasília, Michel Temer falava em São Paulo no Fórum Exame 2015. Disse que é importante que um governo reconheça seus erros — Dilma ainda não se ajoelhou no milho; ainda está na fase do talvez… Sabem como é difícil a um esquerdista a genuflexão no altar da realidade. Admitiu as dificuldades de se criar um novo imposto — tese na qual ele próprio não embarcou — e disse com todas as letras que o país precisa cortar gastos. Foi aplaudido.
Foi aplaudido porque, com efeito, é necessário fazer esse corte. Mas por onde começar? O governo consome nada menos de 75% de sua receita com programas sociais, aposentadoria e funcionalismo.  Boa parte desse dinheiro se transformou verba carimbada, desembolso obrigatório. Nos 12 anos em que o PT foi hipertrofiando o estado-pai-patrão, não parou um só minuto para pensar na entrada de receita. O mundo parecia ser uma festa, e Dilma se atrevia a dar lições de responsabilidade social aos europeus, como fez em 2012, em seminário realizado na França. Sabem como é… Da crise Irã-EUA à formulação de um novo e exitoso modelo de capitalismo social, nada escapou da ambição de Luiz Inácio Lula da Silva. E aqui chegamos.
Assim, o país vai fabricar déficit primário por pelo menos três anos seguidos: em 2014, a contabilidade foi maquiada pelas pedaladas criminosas; neste ano, o buraco já é da ordem de R$ 9 bilhões, e outro de pelo menos R$ 30,5 bilhões já está contratado para 2016. Em razão da recessão, que deve se prolongar no ano que vem — embora o governo preveja um discreto crescimento de 0,2% —, a arrecadação continuará sofrível.
Ora, sendo assim, o país tem apenas dois caminhos: ou faz um corte drástico de gastos, o que até agora não aconteceu, ou aumenta a receita. E essa segunda alternativa só vira realidade com elevação de impostos, o que ninguém quer. Mas, vá lá, às vezes, governos precisam fazer o que a sociedade rejeita em razão de dificuldades objetivas, independentemente das culpas.
E qual é a arena em que isso pode ser discutido e pactuado? É a da política. Não se elevam impostos ou se criam novos sem a anuência do Congresso. Vamos falar com clareza: Dilma tem condições de ser a líder a convencer as forças políticas a lhe dar essa licença, ainda que por algum tempo? Ora, por que o fariam?
Sim, o governo admitir o déficit não deixa de ter a sua valentia. O ministro do Planejamento reconhecer que a presidente faltava com a verdade até anteontem, quando atribuía as dificuldades do país ao cenário internacional, idem — embora a gente aguarde o “menti, sim” em boca própria, não é? Mas aonde isso nos leva além de a lugar nenhum?
Dilma deveria ter a grandeza de reconhecer que seu tempo à frente da Presidência acabou. As fantasias todas naufragaram. A crise econômica se casou à crise política, e ambos deram como fruto a mais indesejada das filhas: a crise de confiança. E a retomada da confiança virou o primeiro e necessário passo para que a gente saia do buraco.
Nesta segunda, Nelson Barbosa admitiu que o país começa a se recuperação só em 2017. É muito tempo para a Presidência da República ser ocupada pelo vazio.

Por que não adiantaria juntar FHC, Lula e Temer numa sala e trancar a porta. Ou: O erro do competente Abílio Diniz

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Abílio Diniz é, sem dúvida, um empresário admirável e não se cansa de dar mostras disso. Antes que se espalhasse a versão de que perdeu o Pão de Açúcar, ele já presidia o conselho da BRF e era sócio do Carrefour. Tem o seu jeito de fazer as coisas, uma crença inabalável no país e parâmetros gerenciais de altíssima exigência. Mas governar um país, para o bem e para o mal, é diferente de administrar uma organização empresarial. E é claro que ele sabe disso. Se fosse fácil tornar o Brasil tão eficiente como as empresas que ficam sob seu comando, tudo estaria resolvido: bastaria chamar Diniz. Mas não basta.
Nesta segunda, o empresário foi um dos palestrantes do Fórum Exame 2015. Disparou uma frase que dá o que pensar. Afirmou: “Está na hora de os políticos se entenderem. Tem de jogar em uma sala todos os maiores políticos desse país, Lula, Michel Temer e Fernando Henrique Cardoso, trancá-la e não deixar que eles saiam de lá sem um acordo”.
Pois é… A questão é quem vai conseguir reuni-los nesta cela benigna. Infelizmente, as coisas não são bem assim. Noto, de saída, que Diniz — que sabe quem é quem na política — não incluiu Dilma no grupo. FHC estaria lá representando a oposição; Lula, o PT, e Temer, o PMDB. Ocorre que as faculdades e licenças da Presidência, neste momento, estão com Dilma Rousseff.
Os presentes o aplaudiram quando disse tal frase porque é evidente que a crise política a todos angustia. Mas sabem também que isso nem sempre é tão fácil até no mundo empresarial. Como se sabe, caso se prendessem Diniz e Jean-Charles Naouri, presidente do grupo Casino, numa sala, só abrindo quando chegassem a um acordo, não morreriam de fome porque a sede mata primeiro, não é? Também entre empreendedores, há divergências inconciliáveis. Por que seria diferente na política?
É bem verdade que, a exemplo do que aconteceu com o Pão de Açúcar, uma divergência comercial pode ser resolvida com a venda das ações, e cada um vai procurar o que o faz feliz, como fizeram Diniz e Naouri. Com os países, não é assim que se dão as coisas.
Chegou a hora de o empresariado brasileiro perceber que a crise de agora não vai se resolver com um pacto dos Senhores da Guerra. Não haverá consenso, e Diniz e os demais precisam saber disto, que possa unir FHC, Lula e Temer, que passe pela goela da sociedade.
A crise fiscal que o país vive é a crise de um modelo; é a crise de uma forma de entender o papel do estado; é a crise de uma escolha política que privilegiou os mecanismos de caçar votos e abandonou as exigências técnicas para que o sistema fosse sustentável.
Com todo o respeito que tenho ao empresário Abílio Diniz, muitas vezes bem sucedido em sua notável trajetória, a sua sugestão é estranha à política e, se me permite, a um valor essencial: o mérito. Lula não merece figurar na plêiade de notáveis porque as dificuldades que estão aí dadas foram paridas em sua mente divinal — Dilma apenas extremou o que já era ruim e estava condenado ao insucesso.
Não só isso: Lula foi e é o líder inconteste de um partido político que erigiu um sistema de administração do estado que não é estranho ao roubo, ao achaque, à propina, à bandalheira, ao compadrio, aos acertos nada republicanos. Se a legenda não tivesse feito dessas práticas um método, teria se corrigido quando o escândalo do mensalão veio à tona.
Ora, não só não se corrigiu como sabemos que os esquemas coexistiram. Pior: há personagens que foram protagonistas das duas lambanças. Lula não tem lições a dar num grupo de notáveis. E a razão é simples: falta a esse reunião imaginada por Diniz uma personagem essencial, que inexiste nas empresas: o povo. Elas têm clientes, que são outra coisa. Estes podem mudar de marca, de supermercado, de serviço quando se desagradam. Mas um povo não pode — e a esmagadora maioria nem quereria — mudar de país.
A forma que a democracia inventou para que isso aconteça é a mudança de governo. Parte da crise que vivemos, Diniz, decorre do fato de que o PT se preparou, no poder, para impedir a alternância. Ainda hoje, quando Lula bravateia a sua volta, ele a anuncia como instrumento para impedir que a oposição vença a eleição. Ora, é claro que é normal um líder partidário querer ganhar uma disputa, torcendo para que seu adversário seja derrotado. O que não é normal é esse líder tratar a eventual vitória do oponente como um retrocesso da democracia.
A reunião imaginada por Diniz não vai acontecer. Antes que algo assim pudesse se dar, seria preciso que Dilma e Lula se reunissem e só abandonassem a sala quando chegassem a um consenso. Afinal, os primeiros sabotadores do ajuste fiscal e os que verdadeiramente pedem a cabeça de Joaquim Levy estão no PT e na CUT.
Tenho tratado amiúde desta questão e quero uma vez mais chamar a atenção para ela: existem atores novos na parada. Existe uma nova consciência se formando. O PT passou 12 anos atendendo a lobbies os mais diversos, desde que fossem dóceis aos interesses do partido, e instrumentalizando os movimentos sociais, que chamou de “povo”.
Agora, o povo de verdade acordou. Aquele que paga a conta. E esse povo quer o PT fora do poder. Para Lula, na hipótese mais benevolente, sugere a aposentadoria. Na menos, que fale o Pìxuleko.

É evidente que entregar um Orçamento que prevê um rombo é ilegal. Basta ler a LRF. Oposição tem de ir ao Supremo!

Com Blog Reinaldo Azevedo - Veja


O governo enviou ao Congresso um Orçamento com um rombo de R$ 30,5 bilhões. Agora a presidente Dilma Rousseff busca o apoio do Parlamento para aumentar impostos. Estão no alvo, entre outros, celulares e bebidas. Daqui a pouco, só Lula, com seus R$ 27 milhões arrecadados em palestras, poderá tomar um scotch legítimo. A gente vai ter de se contentar com o pão duro da crise e a cachaça da melancolia. E aí vale tudo. Nesta terça, a presidente chamou para um papinho Eduardo Cunha (PMDb-RJ), presidente da Câmara, seu desafeto de estimação.
Vocês já leram a Lei Complementar 101, de 4 de maio de 2000? É a Lei de Responsabilidade Fiscal. Ela existe para que os governos não fabriquem déficits, não para que digam o tamanho do déficit que pretendem fabricar. A íntegra está aqui. A cada passo, a cada letra, a cada linha, a cada artigo, parágrafo e inciso, o que se cobra é a transparência de dados e o equilíbrio entre receita e despesa.
Assim, por definição, é evidente que a entrega de um Orçamento que contemple um rombo é, em si mesmo, uma ilegalidade. O governo decidiu não ser punido pelo crime cometido. Avisou, de antemão, que vai cometer o crime com o objetivo de escapar da punição.
Ora, a obrigação de Dilma é entregar um Orçamento ao Congresso que diga de onde sairão as receitas para as despesas previstas. Avisar que está determinada a fabricar o rombo e jogar nas costas do Parlamento a atribuição de fabricar receita — que terá de sair necessariamente da sociedade — é mais uma das patranhas políticas de um governo que perdeu o eixo.
Então o governo federal vira um distribuidor de generosidades e depois cobra dos congressistas que se virem para achar os recursos com os quais Dilma vai gargantear a vocação social de sua gestão? Quem vai dar a cara ao tapa?
O senador Aécio Neves (MG), presidente do PSDB, afirmou: “Hoje, estamos assistindo, definitivamente, ao atestado de incompetência desse governo, que gastou de forma perdulária, e não consegue fazer o essencial, que é cortar gastos”.
Não dá para transigir com isso. É evidente que acho que a oposição tem de recorrer ao Supremo. Será certamente muito instrutivo. Vamos ver como o tribunal entende a essência da Lei de Responsabilidade Fiscal, que pune tão duramente os entes federados quando deixam de cumprir suas obrigações com a União.
Se Renan Calheiros (PMDB-AL) não vivesse agora seus dias de neoconvertido, só teria uma coisa sensata a fazer: devolver ao governo a peça orçamentária. Não, um governo não está obrigado a fabricar superávit. Mas está, sim, obrigado, pela lei, a dizer de onde tirará os recursos para as despesas que pretende realizar. É por isso que existe a Lei de Responsabilidade Fiscal. Ou, então, que ela seja jogada no lixo.
A peça enviada por Dilma ao Congresso é, obviamente, ilegal. Se o Parlamento condescender com ela, estará entrando, também ele, no baguncismo do PT.

Haddad, acreditem, quer proibir o Pixuleko em SP. Chegou a hora de criar o “Mixureko”, o inflável em homenagem ao prefeito!

Com Blog Reinaldo Azevedo - Veja


Pixuleko em protesto havido no domingo na Avenida Paulista. Haddad quer proibi-lo em nome dos petistas limpinhos... (Foto: Aruaye Schmidt)
Pixuleko em protesto havido no domingo na Avenida Paulista. Haddad quer proibi-lo em nome dos petistas limpinhos… (Foto: Aruay  Goldschmidt)
De tão autoritária, a ideia chega a ser ridícula. De tão ridícula, chega a ser cômica. Mas bufões com vocação de tiranos na Prefeitura de São Paulo não são nenhuma novidade. Acreditem: a administração petista está mesmo levando a sério a possibilidade de proibir a exibição do Pixuleko com base na Lei Cidade Limpa. A que estágio essa gente não pode se degradar, não é mesmo? O boneco, claro, “pegou”. A cada vez que é exibido, ele liga a obra a seu autor.
Então vamos ver. Nas manifestações do Movimento Passe Livre, que fez campanha para Fernando Haddad, não custa lembrar, uma grande catraca sempre serviu de símbolo. Depois de os bandidos mascarados incendiarem ônibus, atacarem estações de Metrô e depredar bancos, a tal catraca era queimada. E nunca ocorreu aos petistas que pudesse haver ilegalidade naquilo tudo.
Mais do que isso: Gilberto Carvalho, então secretário-geral da Presidência, recebeu os burguesotes enfezados do Passe Livre no Palácio do Planalto. Em setores da imprensa, eram tratados como heróis. Quebrar pode. Incendiar pode. Depredar pode. Bater em policial pode. Provocar a desordem na cidade pode. Mas exibir um boneco? Ah, isso fere a Lei Cidade Limpa.
Fernando Haddad, definitivamente, é um político patético.
A íntegra da Lei Municipal 14.223, conhecida como “Cidade Limpa” está aqui. Tentem achar ali um só dispositivo que impeça a exibição do Pixuleko. De resto, alguém precisa avisar o senhor prefeito que existe uma hierarquia que coroa a Constituição como a Lei Magna do país. Se existe algum dispositivo na legislação municipal que viole o fundamento da liberdade de expressão, garantido pelo Artigo 5º da Carta, então está automaticamente sem efeito.
O petismo, de fato, é a subversão da lógica, da moral, da ética e da verdade. A Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei 2.016/15 (íntegra aqui), que pune organizações terroristas. As esquerdas dizem que o texto, se aprovado, servirá para perseguir militantes políticos. É mentira. E sabem por que é? Porque o Parágrafo 3º do Artigo 1º exclui do crime de terrorismo “a conduta individual ou coletiva de pessoas em manifestações políticas, movimentos sociais ou sindicais movidos por propósitos sociais ou reivindicatórios, visando a contestar, criticar, protestar ou apoiar, com o objetivo de defender ou buscar direitos, garantias e liberdades constitucionais.”
Entenderam? Se extremistas como MTST, MST, Passe Livre e outros grupelhos de extrema esquerda meterem fogo em ônibus ou impedirem a circulação de trens e metrô, mediante coação de qualquer natureza, isso não será enquadrado como ação terrorista.
Certo! Este é o país em que se pode pôr em risco a vida de milhares de pessoas, mas não se pode exibir um boneco criticando Lula.
Chegou a hora de fazer o “Mixureko”, um boneco em homenagem a Fernando Haddad.
PS: Cadê os cartunistas para protestar contra a censura? Eles estão se dando conta de que a perseguição a um boneco pode ser o início da perseguição às charges? Será que terei de desenhar? Não me obrigue a isso, Laerte!

Quadrilha otimista! Líder do governo diz que ‘a coisa está pegando o ritmo’

Com Blog do Josias - UOL


Alguém deveria dar um conselho ao líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE). Algo assim: “Caro líder, traga sempre suas opiniões na coleira.”
Nesta segunda, após reunião em que Dilma pediu o apoio dos aliados para o orçamento de 2016, deficitário em R$ 30,5 bilhões, Guimarães sapecou:
“Eu não estou vendo grandes dificuldades na discussão e aprovação deste orçamento. Ele é real, é transparente, ele não está maquiado, ele reflete a realidade do Brasil.”
Real e transparente: ainda não tinham sido inventados nomes mais bonitos para falência e desfaçatez.
Guimarães confia piamente nas previsões anotadas pelo governo na peça deficitária:
“No próximo ano, a inflação vai cair para 5,4%. Isso é um sinal da recuperação da economia brasileira. A coisa está pegando o ritmo. Nós temos que botar o pé no acelerador.”
De duas, uma: ou Guimarães ouviu as explicações de Dilma e tirou suas próprias confusões ou a presidente da República se guia pela máxima segundo a qual um governo que está dando com os burros n’água deve se apoiar nos burros mais secos.

Desânimo se espalha pelo ministério de Dilma

Com Blog do Josias - UOL


Em conversa com o blog, na noite desta segunda-feira, um dos ministros de Dilma Rousseff desabafou: “Hoje, há dois tipos de ministros em Brasília: os que administram a crise e os que são administrados por ela. Joaquim Levy e Nelson Barbosa, os gestores da crise, batem cabeça. Os demais quebram a cabeça procurando maneiras de gerenciar a escassez. A grande maioria administra o nada, sabendo que terá nada menos alguma coisa depois que Fazenda e Planejamento chegarem a algum tipo de acordo.”
O auxiliar de Dilma falou com o repórter sob o compromisso de não ter o nome revelado. Contou que o desânimo se espraia pelo primeiro escalão do governo. “Quando aceitei participar do elenco do segundo mandato da presidenta Dilma, sabia que não seria o protagonista. Mas não imaginei que viraria figurante de um filme sem roteiro, mal dirigido e com orçamento deficitário. Pensei em pedir para sair. Fui aconselhado a que ninguém sabe se chegará ao final. Pensei em pedir para sair. Fui aconselhado a ficar. Isso foi há um mês. Desde então, meus dias são feitos de arrependimento.”
– Ilustração via Miran Cartum.