domingo, 1 de junho de 2014

Como o Catar comprou a Copa

     
 - O Estado de São Paulo

Novas denúncias revelam pagamentos milionários a cartolas para garantir votos na eleição da Fifa GENEBRA – Cartolas do Catar teriam pago pelo menos US$ 5 milhões para comprar votos para que o país fosse escolhido como sede da Copa de 2022. Documentos revelados pelo jornal britânicos, Sunday Times, apontam como um dos principais agentes [...]

Novas denúncias revelam pagamentos milionários a cartolas para garantir votos na eleição da Fifa

GENEBRA - Cartolas do Catar teriam pago pelo menos US$ 5 milhões para comprar votos para que o país fosse escolhido como sede da Copa de 2022. Documentos revelados pelo jornal britânicos, Sunday Times, apontam como um dos principais agentes do futebol do Catar, Mohamed Bin Hammam, atou em diversas regiões do mundo para comprar apoio. A nova revelação fez com que autoridades europeias já peçam o cancelamento da Copa no país árabe.

Bin Hammam era um dos principais aliados do presidente da Fifa, Joseph Blatter. Mas caiu em desgraça com o suíço depois que, em 2011, resolveu se candidatar à presidente da Fifa, inclusive com o apoio de Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF.

Bin Hammam acabou expulso da Fifa depois que foi provado que ele distribuiu dinheiro para ganhar votos para a eleição de 2011.

Agora, a imprensa britânica revela que Bin Hammam também esteve por trás do pagamento de propinas, principalmente na África. A assessoria de imprensa do Catar rejeita a acusação e alerta que Bin Hammam jamais teve qualquer papel na candidatura.

A decisão de dar a Copa para o Catar foi tomada pelos 24 membros do Comitê Executivo da Fifa, em dezembro de 2010. Mas a propina foi distribuída para um número maior de cartolas, justamente para que influenciassem na decisão de quem votaria. No caso da África, quatro cartolas votaram na eleição.

Bin Hammam usou mais de dez fundos para fazer dezenas de pagamentos de até US$ 200 mil para presidentes de 30 federações de futebol da África.

Outros US$ 800 mil foram pagos para o presidente da federação de futebol da Costa do Marfim, Jacques Anouma, para “pressionar pela campanha do Catar”. Anouma é membro do Comitê Executivo da Fifa e votou naquela eleição. Outros dois cartolas que votaram receberam outros US$ 400 mil.

Os documentos também revelam que Bin Hammam pagou 305 mil euros para cobrir outros gastos de um ex-membro do Comitê Executivo da Fifa, Reynald Temarii. O beneficiário desse dinheiro acabou jamais podendo votar, já que foi pego antes da eleição prometendo votos em troca de dinheiro.

Em março de 2014, o jornal inglês Daily Telegraph indicou que Bin Hammam havia pago quase US$ 2 milhões para outro ex-vice-presidente da Fifa, Jack Warner, de Trinidad e Tobago. O dinheiro foi depositado dias antes da votação.

Agora, o Sunday Times revela que Bin Hammam pagou por advogados para Warner, com o objetivo de retardar sua expulsão da Fifa e que, portanto, pudesse votar na escolha da sede de 2022. A meta era impedir que seu lugar na Fifa ficasse vago, o que permitiria que fosse substituído por David Chung, que apoiaria a candidatura da Austrália.

No total, Warner teria recebido US$ 1,6 milhão de Bin Hammam. O acordo era claro: de um lado, o caribenho ajudaria Bin Hammam a ser eleito como presidente da Fifa em 2011, enquanto Warner votaria pelo Catar para 2022. Os documentos revelam depósitos pelo cartola árabe de US$ 450 mil na conta de Warner logo antes da votação em 2011.

Pressão - Diante das novas revelações, a Fifa é uma vez mais colocada em uma situação de dramático mal-estar. A entidade aguarda o resultado de uma investigação que está sendo realizada pelo americano Michael Garcia. Na semana que vem, Garcia viaja até o Golfo para tentar obter maiores informações.

Mas autoridades europeias já insistem que, diante das revelações deste fim de semana, não há como a Fifa manter o Catar como sede e uma nova concorrência deve ser aberta. Há uma semana, Blatter admitiu que a escolha do Catar “foi um erro”. Em 2011, um email do secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, apontava que o Catar havia “comprado” a Copa.

Este blog revelou que as suspeitas não se limitam à África. Todos os votos sul-americanos foram para o Catar em 2010, inclusive de Teixeira, na época presidente da CBF. Em uma viagem ao Brasil, o então emir do Catar distribuiu relógios de ouro aos cartolas, numa reunião no Rio de Janeiro.




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Black blocs prometem caos na Copa com ajuda do PCC, também a soldo do lulismo (perdeu o controle?)

Lourival Sant'Anna - O Estado de São Paulo

Protagonistas das ações mais espetaculares da rede anarquista não foram nem sequer fichados pela polícia




s black blocs que executaram as ações de grande repercussão do ano passado continuam fora do radar da polícia, e prometem transformar a Copa do Mundo “num caos”. Para isso, alguns deles esperam que o Primeiro Comando da Capital (PCC), a organização que domina os presídios paulistas e emite ordens para criminosos soltos, também entre em campo. Não se trata de uma parceria, mas de uma soma de esforços.
      
Com o compromisso de não identificá-los, o Estado ouviu 16 desses black blocs, em seis encontros, na última semana. À diferença dos adolescentes que os imitaram em depredações, e que acabaram arrolados em um inquérito do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), eles são adultos, seguem tática desenvolvida há décadas na Europa e nos Estados Unidos, não têm página no Facebook nem querem aparecer.

Black blocs prometem caos na Copa com ajuda do PCC
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Dos 20 que formam o núcleo da rede, apenas um foi fichado, porque foi detido em uma manifestação. Movem-se na sombra do anonimato, articulam-se nacionalmente, e nunca haviam dado entrevista antes. Preocupados com sua imagem perante a opinião pública, decidiram falar, pela primeira vez. “Vamos estourar de novo agora”, promete o mais veterano deles, de 34 anos, formado em História na USP e com matrícula trancada no curso de Psicologia.

“A gente vai devolver o troco na moeda que o Estado impõe”, ameaça o ativista, que trabalha para um hospital público de São Paulo. “O caos que o Estado tem colocado na periferia, por meio da violência policial, na saúde pública, com pessoas morrendo nos hospitais, na falta de educação, na falta de dignidade no transporte, na vida humana, é o caos que a gente pretende devolver de troco para o Estado. E não na forma violenta como ele nos apresenta. Mas vamos instalar o caos, sim. Esse é um recado para o Estado.”

“A gente tem certeza de que o crime organizado, o PCC, vai causar o caos na Copa, e a gente vai puxar para o outro lado”, continua o veterano. “Não temos aliança nem somos contra o PCC. Só que eles têm poder de fogo muito maior do que o MPL (Movimento Passe Livre, que iniciou as manifestações, há um ano, com ajuda dos black blocs). Pararam São Paulo”, acrescentou, lembrando as ações do PCC na década passada.

O veterano e uma bailarina de 21 anos, que abandonou um curso em uma universidade pública para se dedicar exclusivamente à causa, contaram que membros do PCC receberam bem na Penitenciária do Tremembé (interior paulista) dois black blocs presos na manifestação de junho do ano passado do MPL. “Colocaram colchões para eles.” Igualmente, o Comando Vermelho acolheu um ativista preso no Rio.

“Os ‘torres’ respeitam o que fazemos, por causa do nosso idealismo”, explica o veterano, usando o jargão que designa os líderes do PCC. “Eles fazem por lucro e a gente, contra o sistema. Não nos arriscamos por dinheiro, mas para que a mãe deles também seja atendida pelo SUS.” O veterano prossegue: “Sou nascido e criado na ZL (zona leste). Conheço muito a cara do PCC. Somos os nerds do lado da casa deles. O crime organizado respeita a gente porque nasceu de mentes pensantes. Por isso talvez não nos coloquem na cadeia”, interpreta, intrigado com o fato de a polícia não os incomodar. “Porque vamos fazer uma revolução lá.”

Black blocs prometem caos na Copa com ajuda do PCC
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Tática. O veterano, que cita o anarquista canadense George Woodcook e os Racionais MC, emprega “a tática”, como eles a chamam, desde 2001, quando “quebrou” o Parque d. Pedro, no centro de São Paulo. Em princípio, a função assumida pelos black blocs é a de resistir à repressão e proteger os manifestantes, interpondo-se entre eles e a polícia. Mas também a provocam, quando acham politicamente conveniente fazer com que ela perca o controle e a razão diante da opinião pública, de modo a atrair simpatia para um movimento.

Foi assim há um ano, na Praça da Sé, em protesto do MPL, quando o veterano, protegendo-se apenas com sua mochila, investiu contra a polícia de choque. Pegos de surpresa, os policiais dispararam bombas de gás lacrimogêneo, que atingiram a multidão, enquanto ele saía de cena, ileso. A partir dali, intensificaram-se os distúrbios.

Os black blocs, que não são um grupo estruturado, mas uma rede, que vai se formando espontaneamente, no contato nas ruas, queimaram carros de emissoras de TV e da polícia, depredaram 14 bancos (em 40 minutos) e a sede da Prefeitura. Protegidos por barricadas e beneficiados pela surpresa e pelo despreparo da polícia, não foram pegos.

Mas receberam a adesão de cerca de 100 adolescentes, que, numa explosão de fúria, ou por terem apanhado da polícia nas manifestações ou por ressentimentos trazidos da periferia onde moram, partiram para um quebra-quebra descontrolado, de tudo o que aparecesse na frente. Incluindo carros, lanchonetes e bancas de revista cujos donos pouco têm a ver com os “símbolos do capitalismo” visados pela doutrina anarco-socialista que predomina entre os black blocs. O núcleo original, então, saiu de cena. Voltou há uma semana, em uma manifestação pacífica na Praça da Sé. “A gente estava bem armado”, disse o veterano, sem detalhar o tipo de arma. Eles têm usado coquetéis molotov, pedras e escudos improvisados.

“A ação black bloc é mais incisiva e intensa numa manifestação pacífica”, afirma o veterano. Segundo ele, as ações têm de ter uma razão de ser. “Não vejo sentido em quebrar banco na Copa”, exemplifica. Mas a violência contra bens materiais - e não contra seres vivos, com exceção de policiais - é justificada pelos praticantes da tática. E desculpada, no caso da ação “aleatória” de adolescentes da periferia. “Não existe o errado e o certo”, pondera. “É a revolta dele.”

Frustração. “Ocupamos durante cinco meses a frente da Assembleia Legislativa, cheios de boas intenções”, lembra um estudante de Direito de 22 anos. “Apresentamos uma pauta de reivindicações. Não deu em nada. Manifestação pacífica não dá resultado.”
“No último ano, houve 30 protestos, 4 muito violentos, que foram os mais noticiados”, contabiliza um profissional de Marketing e estudante de Ciência Política de 32 anos, que doutrina os black blocs e seus seguidores com textos anarquistas. “Os outros não receberam uma linha.”

A socióloga espanhola Esther Solano, professora da Universidade Federal de São Paulo e pesquisadora dos black blocs, vê uma distorção nessa atenção dada às depredações. “Num país onde mais de 50 mil pessoas são mortas por ano, como é possível essa histeria com 40 garotos?”, pergunta. “Um país que naturaliza tanto a sua violência não tolera ver a violência na Avenida Paulista.” O veterano acrescenta: “No Brasil, choca mais 14 bancos quebrados do que a polícia matar 6 crianças”.

“A manifestação não pode ser pacífica, sendo que é resposta à repressão estatal e capitalista”, argumenta um rapaz de 18 anos, que estuda e trabalha, mas não quis dar mais detalhes sobre si mesmo. “O Estado sendo opressor, esmagando a população, obrigando a morrer na fila do SUS, isso é violento, e a resposta é autodefesa.” O veterano completa: “É legítimo quebrar banco. Quantas pessoas os bancos quebram por dia?” Com relação a depredar bens públicos que depois terão de ser reparados com dinheiro dos impostos, ele responde: “O imposto já é roubado. Dizer que o dinheiro vai sair do nosso bolso é mentira, porque já saiu. Alguém tem saúde digna? Então não reclame de vandalismo.”

Contágio. Os black blocs acreditam que sua revolta esteja se espalhando pelas camadas mais pobres da população. “O bagulho que mais gostei da semana passada foi a greve dos motoristas”, disse a moça de 21 anos, que vive da renda de um aluguel.

Estamos mostrando na rua a tática, e queremos que as pessoas se apropriem”, acrescenta uma estudante de Ciências Sociais “na casa dos 30”, que, como muitos deles, tem receio de fornecer detalhes nesta reportagem e finalmente entrar no radar da polícia. “A barricada é útil quando o Choque chega para desocupar uma área”, exemplifica. “Uma UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) foi queimada em uma favela do Rio em protesto contra a violência policial.”

Sete membros do núcleo participaram da ocupação da Câmara Municipal do Rio, no ano passado. Eles também estão associados a um grupo no Recife, uma das cidades do Nordeste que visitaram. “Fomos fazer campo de base”, disse o veterano. Ativistas colombianos e venezuelanos vieram trocar experiências com eles. A bailarina está interessada nos zapatistas, e prepara-se para ir visitá-los no México. Ela gosta do filósofo germano-americano Herbert Marcuse, ideólogo da contracultura, para quem “não temos que quebrar o sistema nem por dentro nem por fora, mas por suas brechas”.

Alguns abandonaram estudos e trabalho para se dedicar à causa em tempo integral. Outros a conciliam com uma vida “normal”. Têm carros e cedem seus apartamentos para a “causa”. O repórter do Estado esteve em dois “aparelhos”, para usar um termo dos anos 70, na região da Avenida Paulista. Num deles, o anfitrião calçava pantufas de ursinho. Em duas situações, o repórter viu black blocs dando esmolas na rua. Pessoalmente, são gentis e educados, em contraste com a imagem de violência associada a eles.

O perfil social dos black blocs é variado. Alguns são pobres e moram na periferia. Outros são de classe média baixa e vivem na região central da cidade. O repórter conheceu apenas um caso de um rapaz de classe alta, cujos pais moram em um bairro nobre de São Paulo. Depois de ler o primeiro texto anarquista, aos 13 anos, pediu para seus pais pararem de pagar escola para ele. Hoje com 18 anos, mora com a namorada na região oeste de São Paulo, trabalha e estuda, e participa das ações mais ousadas dos black blocs.

Polícia. Quase todos concluíram, abandonaram ou fazem faculdade. E sofreram violência policial. Quando o veterano tinha 14 anos, a polícia veio despejar sua família do barraco em que viviam, no Parque São Luís, na zona norte de São Paulo. “Estávamos devendo o aluguel e parece que o dono tinha um parente militar, porque a polícia não pode chegar assim, sem um mandado”, recorda. “Um policial alterou a voz com a minha mãe, entrei na frente e ele deu um tapa na minha cara. Eu nunca tinha apanhado, nunca tinha tacado pedra na polícia. Hoje, jogo coquetel molotov com gosto.”

“A maioria dos presos é punk”, diz o veterano. “A gente ‘cola’ muito com os punks. São inteligentes, não são vândalos”, continua, empregando esse termo para quem depreda aleatoriamente, sem seguir a tática, que preconiza ações com motivo claro. “Não cobrem a cara. Em tudo o que eles acham justo, eles estão. A polícia prende os punks e, por causa da cor da roupa, diz que são black blocs.”

Um rapaz de 20 anos conta que aderiu à tática depois de levar três balas de borracha da polícia - uma na perna esquerda e outra nas costas, no distúrbio na Rua Maria Antonia, no dia 13 de junho; e uma no estômago, na manifestação do 7 de Setembro, a que teve a maior participação de black blocs e de seus seguidores adolescentes.

“Não vejo sentido em quebrar banco, mas vejo a polícia como órgão repressor, e nosso papel é proteger os manifestantes”, assinala o rapaz, que estuda Direito em uma faculdade privada, com 100% de bolsa do ProUni, e faz estágio em uma imobiliária. Ele mora em um bairro da região central com a mãe, empregada doméstica.

A bailarina afirma ter sido assediada sexualmente por policiais, antes de aderir à tática.

Um programador de 32 anos que apoia o movimento acredita que seu pai, que era dono de um bingo, tenha sido morto por policiais, por não pagar a quantia exigida por eles para manter o negócio funcionando, quando se tornou ilegal, em 1998. Seus conhecimentos profissionais são valiosos para os black blocs, que se apoiam na atividade de hackers. No primeiro encontro com o repórter do Estado, o veterano lhe disse: “O seu CPF não é de São Paulo”, para deixar claro que o havia investigado.

"Um bom padeiro salvaria Petrobras de vexames"

Recém-saído da cadeia, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa diz que não há superfaturamento na refinaria Abreu e Lima. Segundo ele, o preço do empreendimento saltou de US$ 2,5 bilhões para US$ 18,5 bilhões porque o primeiro orçamento foi feito em cima da perna, como uma “conta de padeiro”. E olha que o PRC é da gange de Lula.... Imagina se não fosse? Leia um pouco mais http://migre.me/jwQV5

Falcão fala com todas as letras durante show em Ribeirão Preto sobre a bandalheira lulista

Ouça a reação da platéia  http://migre.me/jwQ3u

Petrobras aprovou refinaria Abreu e Lima (PE) sem trabalhar com um projeto

Segundo o ex-diretor da empresa Paulo Roberto Costa em sua obra mais cara, a Petrobras fez "conta de padeiro. Maiores detalhes aqui.

Cracolândias se multiplicam em SP: Assessora da Prefeitura diz que droga é “lazer das pessoas” e “fator de sociabilidade”

Blog Reinaldo Azevedo - Veja


Se vocês quiserem saber no que resultou a política de tolerância da Prefeitura de São Paulo com a Cracolândia da região central, devem observar o mapa abaixo. Ele localiza as várias cracolândias espalhadas pela cidade. Se o prefeito Fernando Haddad decidiu transformar aquela área do Centro em zona livre do tráfico e do consumo de drogas — e não adianta negar porque é disso que se trata —, por que não fazer o mesmo nesses outros locais? Se aqueles merecem salário e moradia de graça, por que não esses outros? Vejam o mapa. Volto depois.
 
 
Cracolândias de São Paulo
 
 
VEJA.com publica uma reportagem de Felipe Frazão sobre esses pontos de consumo de droga. Reproduzo um trecho (em vermelho, com destaque). Volto em seguida.

(…)

O crescimento de cracolândias nas periferias costuma ser associado por estudiosos do tema a operações de remoção mal sucedidas no passado, como a promovida pela Polícia Militar em janeiro de 2012. A PM ocupou a região central e tentou dispersar a aglomeração de usuários e sufocar as vendas de traficantes, ao passo que a prefeitura passou a limpar as ruas e demoliu uma série de casebres onde os dependentes se escondiam.
 
O fluxo de usuários na Luz diminuiu, e supõe-se que muitos deles tenham migrado de vez para outros locais. Mas não houve monitoramento adequado para comprovar a migração. Nesta semana, um grupo de dependentes resistente aos programas do Estado e da prefeitura montou acampamento na Alameda Cleveland. A pracinha ficou lotada: traficantes se aproximavam em bicicletas para vender pedras, enquanto os usuários ofereciam para troca quinquilharias e objetos roubados, como caixas de som portáteis, cordões e telefones. Havia crianças e adolescentes entre eles, além de grávidas. A movimentação era caótica, num ritmo particular.
 
“Temos que entender esse fenômeno como um de lazer das pessoas”, diz Cibele.
 
“Elas criam uma sociabilidade, constituem uma comunidade com regras de convivência e certa solidariedade e relações interpessoais. A droga é mais uma consequência do desemprego e da miséria e não a causa.”

(…)
Voltei

A versão de que foi a ocupação da Cracolândia, em 2012, que fez multiplicar as cracolândias é feitiçaria política e ideológica dos ditos “especialistas”, todos eles certamente partidários da atual política do prefeito Fernando Haddad, um dos maiores desastres da história de São Paulo.
 
Comecemos pelo óbvio: a Cracolândia hoje é mais livre do que jamais foi. Tudo está como era antes, só que pior: porque agora a Prefeitura injeta dinheiro no local, o que provocou, inclusive, uma elevação do preço da pedra vendida na região. A inflação da droga acaba expulsando os usuários ainda mais miseráveis. Por incrível que pareça, já há subníveis sociais dentro do consumo de crack.
 
Haddad já anunciou que o próximo passo é começar a alugar quartos para viciados também na região do Parque D. Pedro II. Leiam ali o que diz a tal “Cibele” — trata-se de Cibele Neder, assessora de saúde mental, álcool e outras drogas da Secretaria Municipal de Saúde:
 
 
“Temos que entender esse fenômeno [do crack] como um de lazer das pessoas. Elas criam uma sociabilidade, constituem uma comunidade com regras de convivência e certa solidariedade e relações interpessoais. A droga é mais uma consequência do desemprego e da miséria e não a causa.
 
Respondo

Uma tripla ova para esta senhora!

1: se a droga é lazer, então não é um problema! Se é lazer, não é nem problema de saúde pública; se é lazer, a questão tem de passar para a área de turismo (mas sem dinheiro público sustentando o vício de ninguém: lazer é lazer!);

2: a droga só é fator de sociabilidade entre os “iguais” (viciados) porque romperam outros vínculos;
3: o Brasil não tem um problema de desemprego que justifique a tragédia do crack. A afirmação é fruto de ignorância específica. Cibele precisa estudar economia para parar de falar besteira sobre consumo de drogas. Ou, então, precisa estudar direito as drogas para parar de falar besteira sobre economia.
 
O crack, em suma, se expande na cidade porque existe uma Prefeitura que o considera “lazer das pessoas” e “fator de sociabilidade”. Ei, você aí! Está sozinho, pouco sociável, querendo se integrar? Ah, procure uma rodinha de crack e boa viagem ao inferno, tendo a Cibele como o seu Virgílio. Essa gente provoca em mim vontade de vomitar. #prontofalei.

Paulo Roberto Costa, ex-diretor Petrobras/quadrilheiro da gangue Lula-Dilma: estatal aprovou refinaria Abreu e Lima fazendo conta de padeiro

A afirmação do ex-diretor da estatal, que estava preso até há pouco, não surpreende. O governo do PT, desde Lula e hoje com Dilma, não tem feito outra coisa a não ser malversar os recursos públicos e encher os bolsos da gangue lulista que opera na administração direta e indireta. Leia a reportagem da Folha de São Paulo http://migre.me/jwOGR