Escuto com frequência que, no passado, os jogadores tinham amor à camisa e que, hoje, só pensam em dinheiro.
Não é assim.
Havia, como agora, atletas vibrantes, dedicados, e também os relapsos.
Para ser um ótimo profissional, em todas as áreas, incluindo o futebol, não basta cumprir as obrigações e exigir os direitos.
Os mais vitoriosos são os que unem talento e fortes vínculos afetivos, com os companheiros, com o clube e com as empresas para quem trabalham.
Profissionais insatisfeitos, que já pensam no próximo clube, geralmente fracassam.
Além das qualidades individuais e de uma estratégia coletiva revolucionária, outra razão importante do enorme sucesso do Liverpool é jogar todas as partidas como se fossem a última, a do título.
Isso acontece pelos fortes laços afetivos entre os jogadores, os torcedores, o clube e o eficiente e apaixonado técnico Klopp, que nunca perde a razão.
Folha de São Paulo