quinta-feira, 19 de novembro de 2020

Quem são os diretores da Aneel e do ONS afastados pela Justiça

 

JEFFERSON RUDY/AG SENADO

O juiz federal João Bosco, da Justiça

Federal no Amapá, decidiu afastar as 

diretorias da Agência Nacional de

 Energia Elétrica (Aneel) e do 

Operador Nacional do Sistema (ONS)

 até que sejam concluídas as 

investigações sobre os apagões 

ocorridos no estado.


Segundo a decisão, proferida nesta

 quinta-feira (19/11), o objetivo do 

afastamento é proporcionar ao

Tribunal  de Contas da União (TCU)

e à Polícia Federal maior isenção e

 eficácia na apuração dos fatos que 

levaram aos blecautes.


A interrupção no fornecimento de 

energia elétrica no estado já dura

 17 dias, oscilando entre blecautes,

 racionamentos e rodízios de energia

. Ao todo, 13 dos 16 municípios do 

Amapá enfrentam problemas dessa

 natureza.


Quem será afastado na Aneel:

  • André Pepitone da Nóbrega,
  • diretor-geral (foto em destaque)
  • Efrain Pereira da Cruz, diretor
  • Elisa Bastos Silva, diretora
  • Hélvio Neves Guerra, diretor
  • Sandoval de Araújo Feitosa Neto, 
  • diretor

Quem será afastado no ONS:

  • Luiz Carlos Ciocchi, diretor-geral
  • Jaconias de Aguiar, diretor de
  •  Assuntos Corporativos
  • Sinval Zaidan Gama, diretor 
  • de Operação
  • Marcelo Prais, diretor de TI, 
  • Relacionamento com Agentes
  •  e Assuntos Regulatórios
  • Alexandre Nunes Zucarato, diretor
  •  de Planejamento

O juiz considerou o apagão “o maior

 e mais prolongado na história do país”.

“[As falhas] têm atingido 

drasticamente  a população 

amapaense, sobretudo

 as classes mais carentes, diante de

 um pavoroso cenário de crise 

retratado  pelo comprometimento na 

prestação de  outros serviços 

essenciais, como o

 fornecimento de água potável, 

serviços  de comunicação (internet 

e telefonia),  serviços de saúde, 

segurança pública, 

dentre outros, tudo potencializado 

pelo avanço do contágio por vírus 

chinês na  capital do estado e em

municípios  contíguos, onde se

concentra a maior

 parte da população”, anotou João

Bosco  na decisão.


Ao determinar o afastamento das

 diretorias da Aneel e do ONS, o juiz

 faz duras críticas às respostas dadas

 pelos órgãos para a solução

do problema.


“É de destacar, finalmente, que essa

 sucessão de erros, condenáveis 

negligências, mostram o lado triste de

 uma face oculta do Estado Brasileiro 

que, ao não se planejar e ao não se 

organizar adequadamente para o

 futuro, figurando demasiadamente

 conivente com a corrupção

 (promiscuidade entre interesses 

econômicos e políticos), está nos

 conduzindo ao ‘neocolonialismo’ e 

não ao papel de uma grande Nação 

que poderíamos vir a ser”, frisou.

Versão oficial

Em nota, a Aneel informou que

 “respeita a decisão da Justiça, mas 

ações como essa acabam gerando 

ruído e prejudicando os trabalhos em

 um momento em que todos os 

esforços deveriam estar concentrados 

no restabelecimento pleno do 

fornecimento de energia”.

O texto completa: “Todos os esforços,

 no atual momento, estão 

concentrados na normalização do

 fornecimento de energia no Amapá.

 Os geradores que vão suprir 

emergencialmente o estado já estão

 em Macapá. Equipes da Aneel,

inclusive, integram a comitiva do

ministro de Minas

 e Energia, Bento Albuquerque, 

ao Estado  que vai acompanhar 

o andamento dos

 trabalhos com vistas à plena

 normalização do atendimento”.

A Aneel ainda não foi formalmente

 notificada sobre a decisão, mas

 afirmou que irá recorrer. “A Agência

 informa que, assim que for notificada, 

vai interpor o recurso cabível para

reverter a decisão”, comunicou.

Otávio Augusto, Metrópoles