sexta-feira, 20 de novembro de 2020

"Depois da lambança, vem o silêncio. Cadê o André do Rap?", escreve Uélson Kalinovski

 

Fiz questão de esperar por 24 horas após a divulgação da notícia, para ver se alguém mais se pronunciaria a respeito. Mas, até agora, temos apenas o silêncio.

Nas manchetes desta quarta-feira (18), veio a confirmação de que o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu pela manutenção da prisão do traficante e chefe do PCC, André do Rap.

O bandido havia sido solto após um habeas corpus concedido pelo ministro Marco Aurélio Mello, em outubro. Com a indignação pública e a repercussão mais do que negativa, a ordem foi imediatamente derrubada pelo presidente do STF, Luiz Fux, mas aí o estrago já estava feito.

André do Rap, para “surpresa” do Ilustríssimo e Inocentíssimo Marco Aurélio, não foi humildemente para sua mansão no Guarujá, preferindo dar uma esticadinha até o aeroporto, seguida de uma escapadinha para bem longe, de onde deve estar dirigindo “os negócios” tranquilamente.

Até aqui, creio que todos os nossos leitores já sabem de tudo o que já rolou, ainda que eu tenha preferido relembrar. Mas creio que, assim como eu, eles gostariam de saber o que vai rolar daqui pra frente.

E agora? Já se passaram (mais) 24 horas, confirmou-se a lambança e ninguém foi responsabilizado ou veio a público pedir desculpas ou dar explicações. Ou será que os “deuses do olimpo Supremo” não precisam responder por seus atos travestidos de lei?

Ah, quão tranquila deve ser a vida sob as asas do foro privilegiado!

STF, responde aí: cadê o André do Rap?

Uélson Kalinovski - jornalista

Jornal da Cidade