Ramona Ordoñez - O Globo
O jogo morno contra o México e o empate sem gols nesta terça-feira não só decepcionou como fez o brasileiro se desinteressar da partida ainda na primeira metade do segundo tempo. A gota d'água para o torcedor aconteceu logo depois de, mais uma vez, o goleiro-carrasco Ochoa impedir que o Brasil abrisse o placar, com uma bola de Neymar, recebida de cruzamento de Bernard.
Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o consumo de energia elétrica no país aumentou 2.380 megawatts (MW) médios apenas 22 minutos depois do reinício do jogo, o que mostra que as pessoas já não ficaram paradas em frente à televisão e começaram a se dispersar.
Segundo o ONS, até as 13h, a demanda estava em torno de 65 mil MW. A partir daí, ocorreu uma forte redução de 10.500 MW. Meia hora antes do início do jogo a queda do consumo já era de 5.200 MW. Durante os primeiros 45 minutos do primeiro tempo, nova redução de 3.100 MW.
No intervalo do jogo, a corrida à geladeira e ao banheiro provocou um aumento de 3.700 MW em apenas dez minutos. Na volta, ainda tensos com o resultado do jogo, a corrida foi para sentar novamente em frente à TV e assistir mais um pouco das mal-sucedidas tentativas da seleção brasileira de marcar um gol no paredão mexicano: houve queda no consumo de 3.200 em 20 minutos.
Ao fim do jogo, o consumo de energia teve um aumento ainda maior: cresceu 7.500 MW em 10 minutos e 11 mil MW em 25 minutos, voltando à média do consumo em torno de 60 mil MW.
Ainda de acordo com o ONS, a carga de energia na Região Metropolitana de Fortaleza ficou em média 370 WM abaixo de uma terça-feira típica, em decorrência de feriado naquela capital. Quando o jogo terminou ocorreu um aumento de carga de 90 MW em dez minutos.