O vírus começou na China. Isso é tão certo quanto a convição dos brasileiros de que Luiz Inácio Lula da Silva é ladrão.
Por que a desconfiança com a OMS?
O ministro da Saúde do Brasil, Luiz Henrique Mandetta, disse inúmeras vezes que a China e a OMS não advertiram no início da crise, no final de 2019, para a gravidade do vírus.
Mandetta também diz duvidar que tenham morrido na China pouco mais de 3 mil pessoas. Médicos que fizeram as primeiras denúncias na China sobre o vírus e as mortes sumiram de circulação.
Coisa de ditadura no pais de Mao...
Jornalistas que faziam a cobertura tiveram que deixar o país.
Pandemia instalada, Donald Trump responsabilizou a ditadura chinesa e deu nome e sobrenome ao vírus: VÍRUS CHINÊS.
Agora, o senhor Tedros Adhanom Ghebreyesus, que assumiu o posto de diretor-geral da OMS com as bençãos da ditadura chinesa, vem defender os padrinhos.
Ora, Adhanom merece tanto respeito quanto a ditadura à qual deve favores.
A matéria do Estadão
O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou nesta quarta-feira, 8, que politizar a pandemia do vírus chinês é o pior erro que os países podem cometer nesta crise. Em uma entrevista coletiva em um tom bem mais inflamado do que as recentes, Tedros afirmou que já sofreu ameaças de morte, foi vítima de comentários racistas e que a politização do vírus é "brincar com fogo".
"Quando existem fissuras no nível nacional, nos partidos políticos ou entre grupos, é quando o vírus encontra uma oportunidade, nos explora e nos derrota", afirmou, citando que é primordial haver unidade nacional para combater o vírus. Tedros lembrou que foi político - atuou como ministro da Saúde e das Relações Exteriores da Etiópia - e reconhece as dificuldades de fazê-lo, mas destacou que é "a coisa certa".
"Não vamos usar a covid-19 para atacar oponentes e para ganhar pontos políticos. Precisamos de solidariedade no nível global e os mais poderosos têm que liderar o caminho". Segundo Tedros, os cidadãos não pertencem a partidos políticos e é preciso haver uma quarentena de politização do vírus. "Por favor, não politizem o coronavírus. Se vocês querem ver mais pilhas de corpos, então vocês façam isso. Se não querem, então não façam". O líder da OMS afirmou que existem outras formas de se provar, e não é usando o vírus. "É como brincar com fogo. Precisamos nos comportar".
Tedros também pediu "liderança honesta" de Estados Unidos e China e solidariedade dos países integrantes do G-20. "Aqueles que têm diferenças devem dar as mãos para lutar juntos. Não podemos perder tempo colocando a culpa uns nos outros". Ao responder perguntas sobre as críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez sobre a OMS, chamando-a de "chinocêntrica", Tedros afirmou que a entidade trata todos os países de maneira igual, não importando se são maiores ou menores, mais desenvolvidos ou menos.
PARA ENTENDER
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Ataques pessoais
Tedros Adhanom revelou que tem sido alvo de críticas e ataques racistas há três meses, desde quando tem liderado a luta contra a pandemia. "Estou recebendo ataques pessoais há três meses, alguns racistas e, para ser sincero, tenho orgulho da minha cor. Até recebi ameaças de morte, mas não me importo", disse.
Paulo Beraldo, O Estado de S.Paulo

