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Depois de cancelar o tradicional pronunciamento de 1º de Maio para fugir do panelaço, Dilma Rousseff foi passar o feriado em Porto Alegre. Ali, teve de enfrentar um par de protestos ruidosos. Neste sábado, uma charanga de cerca de 40 pessoas fez barulho defronte do prédio onde fica o apartamento da presidente na capital gaúcha. Na véspera, dez manifestantes hostilizaram Dilma no instante em que ela visitou o ex-marido Carlos Araújo.
Dilma trocou a rede nacional de radio e tevê pela veiculação de três vídeos nas redes sociais. Num deles, a presidente declarou: “temos que nos acostumar às vozes das ruas, aos pleitos dos trabalhadores, reconhecer como legítimas as reivindicações de todos segmentos sociais da população'', sem “violência e sem repressão''.
Em Porto Alegre, o asfalto pediu, entre outras coisas, o impeachment. As janelas do apartamento de Dilma permaneceram fechadas. Os manifestantes só arredaram o pé depois que a presidente rumou para o aeroporto. Refugiada num carro com vidros escuros, Dilma deixou o prédio com a visão dos descontentes do outro lado da rua. A presidente decolou de volta para Brasília no final da tarde.