sábado, 16 de maio de 2015

Os indícios para Dilma ser investigada e Eduardo Cunha abrir o processo de impeachment

Com Blog Felipe Moura Brasil - Veja




DILMA / EXÉRCITO / EDUARDO CUNHA
Cunha e Dilma em “O beijo da morte”

A notícia ruim:
O ministro Teori Zavascki rejeitou o pedido do PPS para que fosse levado ao plenário do STF o pedido de investigação de Dilma Rousseff, por envolvimento no petrolão.
A notícia boa:
Zavascki afirmou que Dilma poderia ser investigada durante exercício do mandato se existissem indícios para abrir a apuração.
Ou seja:
O relator da Operação Lava Jato no STF jogou a batata quente de volta para Rodrigo Janot, alegando que “Não caberia ao Supremo Tribunal Federal instaurar, ele próprio, ex officio, a abertura de procedimento investigatório”, já que isto cabe ao procurador-geral da República.
Ressalto:
Janot sempre considerou não haver ainda indícios suficientes, embora a má vontade de analistas com ele passe a impressão de que seu único argumento era o controverso impedimento legal mencionado de passagem em sua petição ao Supremo e agora removido de vez por Zavascki, baseado na jurisprudência apontada pelo PPS. Analisei tudo isto aqui.
E agora?
Agora aumenta a pressão sobre Janot, que provavelmente, no entanto, manterá sua posição enquanto não surgir uma denúncia que enrole Dilma mais diretamente.
De onde poderia vir esta denúncia?
Mas será suficiente?
Não vou criar falsas expectativas sobre isso. A tendência é que o empreiteiro enrole mais diretamente o tesoureiro da campanha de Dilma, Edinho Silva, pela alegada lavagem de dinheiro do petrolão na gráfica fantasma VTPB.
Por quê?
No caso da denúncia de Paulo Roberto Costa de que Antonio Palocci lhe pediu 2 milhões de reais para a campanha de Dilma, Janot argumentara que “a suposta solicitação da vantagem deve ser apurada em relação a quem a teria feito” - portanto Palocci, não Dilma.
Se seguir raciocínio semelhante, pedirá primeiro a investigação de Edinho.
A menos, claro, que Pessoa entregue a petista.
Então Dilma se safa?
É preciso distinguir as coisas: a não investigação do indivíduo Dilma Rousseff na esfera criminal não impede, na esfera eleitoral, a cassação da chapa de Dilma Rousseff por financiamento ilegal de campanha com dinheiro desviado da Petrobras.
É o mínimo que esperamos?
É. Assim, tanto Dilma quanto seu vice, Michel Temer (PMDB), são cassados.
Ou seja:
O simples aumento do risco de que isto aconteça pode tornar o peemedebista Eduardo Cunha mais suscetível a abrir um processo de impeachment contra Dilma, na esperança de que ela caia sozinha sem levar o colega do PMDB junto – e que isto, claro, alivie as pressões pela cassação da chapa.
Deu para entender a importância da delação de Pessoa? E por que Dilma deve estar em pânico?
Como tuitei um mês atrás:
Captura de Tela 2015-05-16 às 09.02.08