domingo, 3 de maio de 2015

O futebol brasileiro hoje "é apenas uma fotografia na parede"

Por José Tomaz Filho


Os principais campeonatos estaduais de futebol do país estão sendo decididos neste domingo.

Alguns estádios estarão cheios. É a paixão do torcedor pelo clube.

Consta que o sujeito pode trocar de mulher, ou a mulher trocar de marido, mas não há registro de que se troque de clube.

Troca-se também de religião...

Paixão à parte, jamais se viu o futebol brasileiro num nível tão baixo.

(Parece até a política nesses tempos bicudos de Lula, Dilma e corrupção generalizada)

E não é de hoje nem pelos 10 x 1 dos dois últimos jogos da Copa.

Faz tempo que a mediocridade assola o nosso futebol.

(A transmissão frequente de jogos do Barcelona, do Bayern, do Real provoca um certo saudosismo)

Não faz tanto tempo, o Botafogo tinha Garrincha, Nilton Santos, Didi, Gerson; o Santos tinha Pelé; o Cruzeiro tinha Tostão; o Corinthians e o Fluminense tinham Rivelino, o Flamengo tinha Zico, o Palmeiras tinha Ademir da Guia.

E não precisa recuar muito e falarmos no Vasco de Ademir, de Zizinho, de Danilo...

Hoje, não há um único time que chegue aos pés de grandes equipes dos anos 1950, 1960, 1970 ou 1980.

Coincidentemente, os estádios foram diminuindo à medida que o futebol brasileiro foi se apequenando.

Vi decisões no Maracanã ao lado de mais de 100 mil pessoas, o Fla x Flu de 1972. E lembro 2001, um Flamengo x Vasco (aquele do gol definitivo de Petkovic).

Enfim, havia grande público, correspondido por futebol eletrizante. 

Mesmo nesse mar de mediocridade em que se transformou o futebol brasileiros, ganhamos dois Mundiais (1994 e 2002), o que sugere que devemos ter esperança de novos tempos.

Ainda que o baixo astral no país, provocado pelos governos corruptos da dupla Lula-Dilma, não anime.

Hoje, como diria Carlos Drummond de Andrade, o futebol "é apenas uma fotografia na parede"