Levantamento do Banco Central mostra que 16,6% do crédito renegociado com os bancos estavam com pagamento atrasado por até 90 dias, em março.
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Uma consequência da economia mais fraca é o aumento do número de brasileiros que não pagam dívidas que já tinham sido negociadas com os credores.
Gustavo deixou de pagar as prestações de um empréstimo há dois anos. Mas acha que este é um bom momento para negociar com o banco. “A crise está tão grande que estão fazendo de tudo para quem está devendo, poder pagar para liquidar o saldo”, ele diz.
Negociar a dívida para reduzir os juros e parcelar o pagamento é uma prática comum de quem quer tirar o nome do vermelho. O que chama a atenção agora é a quantidade de gente que fez isso e não está conseguindo cumprir o compromisso. Deixou de pagar de novo a mesma dívida.
Um levantamento do Banco Central mostra que 16,6% de todo o crédito renegociado com os bancos estavam com o pagamento atrasado por até 90 dias, em março. É o pior índice desde dezembro de 2013.
A inadimplência é ainda maior na pesquisa feita pelo SPC, que considera todos os setores, incluindo o comércio. Neste caso, 48% das pessoas que renegociaram as dívidas disseram que estavam com parcelas atrasadas, em fevereiro.
Jaqueline Ferreira é uma delas. Deixou de pagar uma conta de telefone em novembro. Negociou o pagamento em três parcelas, mas só quitou a primeira. Voltou a ficar inadimplente e diz que está difícil limpar o nome na praça. “Eu gostaria, mas, como eu estou desempregada, se eu negociar, eu vou ter que pagar. Como que eu vou pagar?”, ela questiona.
Segundo o Procon, as condições de pagamento costumam piorar em uma renegociação. Por isso, o melhor é pensar bem na hora de fechar o acordo. “Eu posso pagar essa parcela que estou assumindo aqui agora? Porque se ele assina o compromisso e não vai e não arca com esse compromisso, ele vai entrar em uma situação muito pior. Pode ser executado”, explica Maria Lúcia Scarpelli, coordenadora do Procon de BH.
É o que Cristian Fortunato quer evitar. Ele já conseguiu uma boa negociação com o banco no passado e vai tentar novamente. “Meu conselho é o seguinte: chorem, chorem muito, fale, expresse, fale a verdade, fale sempre a verdade e coloque sempre na mesa, ‘oh, está acontecendo isso, está acontecendo aquilo. Eu não estou conseguindo, mas eu preciso do meu nome’”, aconselha o segurança patrimonial Cristian.
Negociar a dívida para reduzir os juros e parcelar o pagamento é uma prática comum de quem quer tirar o nome do vermelho. O que chama a atenção agora é a quantidade de gente que fez isso e não está conseguindo cumprir o compromisso. Deixou de pagar de novo a mesma dívida.
Um levantamento do Banco Central mostra que 16,6% de todo o crédito renegociado com os bancos estavam com o pagamento atrasado por até 90 dias, em março. É o pior índice desde dezembro de 2013.
A inadimplência é ainda maior na pesquisa feita pelo SPC, que considera todos os setores, incluindo o comércio. Neste caso, 48% das pessoas que renegociaram as dívidas disseram que estavam com parcelas atrasadas, em fevereiro.
Jaqueline Ferreira é uma delas. Deixou de pagar uma conta de telefone em novembro. Negociou o pagamento em três parcelas, mas só quitou a primeira. Voltou a ficar inadimplente e diz que está difícil limpar o nome na praça. “Eu gostaria, mas, como eu estou desempregada, se eu negociar, eu vou ter que pagar. Como que eu vou pagar?”, ela questiona.
Segundo o Procon, as condições de pagamento costumam piorar em uma renegociação. Por isso, o melhor é pensar bem na hora de fechar o acordo. “Eu posso pagar essa parcela que estou assumindo aqui agora? Porque se ele assina o compromisso e não vai e não arca com esse compromisso, ele vai entrar em uma situação muito pior. Pode ser executado”, explica Maria Lúcia Scarpelli, coordenadora do Procon de BH.
É o que Cristian Fortunato quer evitar. Ele já conseguiu uma boa negociação com o banco no passado e vai tentar novamente. “Meu conselho é o seguinte: chorem, chorem muito, fale, expresse, fale a verdade, fale sempre a verdade e coloque sempre na mesa, ‘oh, está acontecendo isso, está acontecendo aquilo. Eu não estou conseguindo, mas eu preciso do meu nome’”, aconselha o segurança patrimonial Cristian.