As despesas dos brasileiros com viagens internacionais caíram 16% até abril deste ano, para US$ 6,9 bilhões.
Os gastos mais comedidos vêm em um contexto de alta do dólar, que subiu cerca de 19% do começo do ano até hoje, e ajudaram a diminuir o saldo negativo das transações brasileiras internacionais. Ele foi para US$ 32,5 bilhões até abril, uma queda de 12,4% em comparação com o mesmo período do ano anterior.
Apesar disso, caiu também o valor dos investimentos estrangeiros diretos no Brasil, que eram US$ 29,7 bilhões de janeiro a abril de 2014 e foram para US$ 18,9 bilhões no mesmo período de 2015 –bem abaixo do rombo de US$ 32,5 bilhões.
Mesmo com a queda no deficit, essa diferença em relação aos investimentos no setor produtivo deixa o país mais dependente de recursos como aplicações em títulos e ações, que são mais voláteis, ou seja, variam mais com as mudanças do mercado.
O BC prevê que as transações correntes fecharão o ano com deficit de US$ 84 bilhões, depois de um rombo de US$ 104,8 bilhões em 2014.
ENVIO DE LUCROS E IMPORTAÇÕES
Também contribuiu para a queda no deficit o envio menor de lucros das empresas para o exterior e menos importações de bens e serviços.
Dos primeiros quatro meses de 2014 para cá, o deficit da conta de serviços caiu de US$ 14,6 bilhões para US$13,8 bilhões.
Também teve queda o valor dos juros e lucros enviados pelas empresas ao exterior —de US$ 16,7 bilhões de janeiro a abril de 2014 para US$ 13,4 bilhões no mesmo período de 2015.
Quando considerado apenas o mês de abril, o deficit foi de US$ 6,9 bilhões nas transações brasileiras com o exterior. Com uma mudança de metodologia desde o mês passado, e dados revisados apenas de janeiro de 2012 para cá, é impossível comparar o resultado com períodos anteriores.
| Avener Prado/Folhapress | ||
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