quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Grupo ligado ao EI, comparsa de Dilma e defendido pela aloprada petista, decapita refém francês na Argélia

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Jihadistas divulgaram um vídeo da execução nesta quarta, depois de terem ameaçado matar Hervé Gourdel se a França não parasse com ataques ao EI

Cidadão francês foi sequestrado por um grupo terrorista argelino supostamente ligado ao Estado Islâmico (EI)
Cidadão francês foi sequestrado por um grupo terrorista argelino ligado ao Estado Islâmico (EI) (Ho/Jund Al-Khilafa Via Youtube/AFP)
Um grupo terrorista ligado ao Estado Islâmico (EI) decapitou o refém francês Hervé Pierre Gourdel. As imagens do brutal assassinato foram divulgadas na internet nesta quarta-feira. Gourdel, de 55 anos, havia sido sequestrado no último domingo na Argélia pelo Jund al-Khilafa ('soldados do califado'), que se separou da Al Qaeda no Magreb Islâmico para se unir ao EI. Na segunda-feira, o grupo reivindicou o sequestro e ameaçou executar o francês em 24 horas se a França não parasse de atacar o EI no Iraque. O governo francês rejeitou o ultimato dos sequestradores de Gourdel e afirmou que seguiria bombardeando os jihadistas. O presidente François Hollande assegurou que seu país não cederia a qualquer chantagem ou pressão dos extremistas.
Guia turístico de montanhas, Gourdel foi sequestrado em Tizi Uzu, 110 km a leste de Argel. O exército argelino prosseguia nesta quarta com uma operação de busca nesta zona montanhosa para tentar localizar o francês, segundo fontes dos serviços de segurança. A França só realizou oficialmente bombardeios aéreos uma vez no Iraque desde a autorização de entrada em guerra dada ao Exército pelo presidente Hollande, na semana passada. Aviões Rafale baseados nos Emirados Árabes Unidos bombardearam e destruíram uma instalação logística do grupo Estado Islâmico no norte do Iraque.
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Austrália – A polícia australiana matou na noite de terça-feira um jovem na cidade de Melbourne que era acusado de terrorismo e que conseguiu esfaquear dois membros das autoridades antes de sua captura, informou nesta quarta o ministro da Justiça, Michael Keenan. “A pessoa em questão era conhecida por ser um suspeito terrorista e uma pessoa de interesse das agências de reforço da lei e inteligência”, afirmou Keenan em uma breve declaração à imprensa na qual comentou que o agente que disparou contra o jovem atuou em legítima defesa.
O suspeito foi identificado como Abdul Haider, de 18 anos, filho de uma família afegã, a quem os corpos de segurança vigiavam desde maio e tinha o passaporte cancelado, de acordo com os dados divulgados pelo chefe da polícia do estado de Victoria, Ken Lay. Haider esteve associado com o grupo radical islâmico Al Furqan, do qual se separou recentemente, e tinha ameaçado o primeiro-ministro da Austrália, Tony Abbott. O incidente ocorreu por volta das 19h40 locais (7h40 de Brasília) de terça-feira, quando o jovem chegou à delegacia de Endeavour Hills, no sudeste de Melbourne, para prestar depoimento como parte das investigações sobre suas prováveis atividades terroristas. Sem que se tenha revelado o motivo, o jovem atacou com uma faca dois agentes, que se encontram hospitalizados com ferimentos graves, mas em condição estável, antes de cair abatido por outro policial.
Segundo o governo de Canberra, 60 jihadistas australianos combatem na Síria e Iraque enquanto outros 20 militantes já retornaram ao país. Neste mês Austrália elevou o alerta terrorista ao nível 'alto' perante a ameaça de atentados em meio à ofensiva internacional contra o Estado Islâmico (EI) na Síria e no Iraque, na qual o país contribui com ajudas humanitárias e na entrega de armas. 


Alemanha – O grupo terrorista filipino Abu Sayyaf, aliado do EI, ameaçou matar dois reféns alemães caso o governo de Berlim continue a apoiar os EUA na luta contra o vanço dos jihadistas no Oriente Médio. O comunicado divulgado nesta quarta pede ainda que a Alemanha pague um resgate de 250 milhões de pesos (10,4 milhões de reais) pelos prisioneiros. O grupo extremista sequestra estrangeiros desde 2000 e já foi aliado da Al-Qaeda; existe desde o início da década de 1990 e é conhecido por atentados a bomba, sequestros e assassinatos no sul das Filipinas. A organização foi fundada por Abdurajak Abubakar Janjalani, morto em 1998, e tem como foco atacar o governo do país e os católicos.