terça-feira, 30 de setembro de 2014

Ruína de Marina surge na taxa de rejeição: 25%

Blog do Josias


No Datafolha fechado em 15 de agosto, dois dias depois da morte de Eduardo Campos, Marina Silva era uma presidenciável promissora. Tinha 21% das intenções de voto, contra 20% de Aécio Neves e 36% de Dilma Rousseff. A taxa de rejeição, por mixuruca, prenunciava o crescimento de Marina. Apenas 11% do eleitorado dizia que jamais votaria nela. Um índice bem menor que o atribuído a Dilma e a Aécio, refugados respectivamente por 34% e 18% dos eleitores.

Rejeição

PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA


Dilma Rousseff

Marina Silva

Aécio Neves

Everaldo Pereira

Levy Fidelix

Luciana Genro

Eduardo Jorge

Outros

Nenhum

Todos

Não sabem
18 AGO2014
03 SET2014
10 SET2014
19 SET2014
26 SET2014
30 SET2014
0%5%10%15%20%25%30%35%40%45%50%55%60%65%70%
31%
25%
23%
Datafolha veiculado nesta terça-feira, 30 de setembro, traz o retrato de outra Marina, uma candidata em apuros. Depois de ter saboreado um empate em 34% com Dilma no final de agosto, Marina oscilou negativamente em quatro pesquisas. Hoje, a cinco dias da eleição, bateu em 25%. Deixou de ser uma ameaça para Dilma (40%) e passou a ser ameaçada por Aécio (20%).
Pior: a taxa de rejeição de Marina, aquela que era de 11% há um mês e meio, bateu em 25%. Agora, a ojeriza a Marina já é maior do que a antipatia a Aécio (23%). Até a taxa de rejeição de Dilma oscilou para baixo. No mesmo período, foi de 34% para 31%. O maior aliado de Marina no momento é o calendário. Se a eleição não estivesse tão próxima, a ultrapassagem de Aécio seria uma certeza, não uma interrogação.
No comitê de Dilma, o índice mais festejado é justamente a rejeição de Marina. O índice indica que o marketing depreciativo urdido por João Santana vai surtindo todos os efeitos desejados pelo petismo. Além de medo, o terrorismo eleitoral contra Marina instilou num pedaço do eleitorado repugnância a Marina, um sentimento mais difícil de ser revertido.
Alheios a qualquer tipo de prurido ético-existencial, Dilma e seus operadores tomaram gosto pela tática da demolição. Na marretada mais recente, o comitê oficial levou ao ar um comercial que vincula Marina a aos ex-pefelês Jorge Bornhausen e Heráclito Fortes (assista abaixo). Quem acha exagerado deve se preparar o segundo turno. Seja qual for o adversário, o marketing de Dilma pegará pesado. Será necessário tirar as crianças da sala.

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