quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

"Mortes em manifestação nos EUA: onde estão os defensores da vida?", questiona Uélson Kalinovski

 

Uma das vítimas, uma mulher branca, foi baleada à queima-roupa.

Outras três pessoas, dois homens e uma mulher, também brancos, morreram no hospital, em emergências médicas.

Eu poderia aqui falar sobre os motivos da manifestação, a luta pela democracia e um processo eleitoral mais transparente e eficaz e etc.

Mas prefiro falar da hipocrisia:

Enquanto os representantes do supremo americano permaneceram calados, deixando o lugar de fala para as lideranças e instituições políticas (como deve ser), aqui no Brasil todo mundo resolveu “dar o seu pitaco”. Inclusive alguns ministros do STF, que há muito esqueceram seus papéis de analistas e mediadores da lei e se tornaram verdadeiros papagaios de palanque.

Aliados à esquerda, criticaram o protesto nos EUA, com se tivessem o direito a decidir quem pode ou não se manifestar ou o que é ou não é democrático.

Mas não emitiram uma única palavra sobre as mortes dos manifestantes.

E se fossem os manifestantes os adorados e úteis “antifas”? Será que diriam algo?

E se os mortos na manifestação fossem mulheres … Opa, espera aí, mas duas das mortes foram de mulheres, incluindo a que levou o tiro. Incluindo a que foi “covardemente assassinada” …

vou repetir ... mulher, manifestante, assassinada à queima-roupa!

E os nossos esquerdistas não falaram nada.

Mas não posso deixar de incluir uma última reflexão:

E se fossem os manifestos, pelo BLM – Vidas Negras Importam? E se fossem de pele negra, os homens e mulheres mortos?

Nossos políticos progressistas, representantes da corte suprema, jornalistas da grande mídia sem dinheiro público, blogueiros lacradores, artistas órfãos da Lei Rouanet e toda a rede de celebridades da futilidade, permaneceriam nesse silêncio sepulcral?

Ou pra eles só importam as vidas que podem ser usadas como bandeira política?

Uélson Kalinovski – Jornalista

Jornal da Cidade