sábado, 30 de janeiro de 2021

"O poder é diferente de ganhar eleições"


Nem sempre o fato de se ocupar o Palácio do Planalto significa poder

Foto: Pixabay


O establishment midiático desinforma a população, enquanto as mídias independentes e o governo não são páreos para, em tempo hábil, desmascarar a mentira. 

discrepância entre os aparatos de informação revolucionários e os saudáveis é responsável não só pela insanidade que escraviza o cidadão e arruína o país, mas por reescrever a história diante das testemunhas oculares dos fatos narrados. 

Conservadores, se vislumbram algum ganho politico e cultural no Brasil, precisam observar o tamanho e a sagacidade do adversário. 

Não parece uma boa tática seguir fora das instituições e dos espaços tomados pelos revolucionários. 

Somente a internet e as mídias independentes, como temos visto, não são suficientes para obter o êxito.

O que todo o “jornalismo profissional” está fazendo com os conservadores e o governo é judiação e humilhação. 

O serviço que eles prestam ao Brasil é digno de folhetins de quinta e tablóides de propaganda revolucionária. 

Contudo, para a direita, a surra que vem recebendo diariamente ainda não foi suficiente para que ela caísse em si, percebesse os equívocos e reconfigurasse as prioridades.

Enquanto houver a preferência pelas Câmaras Legislativas ao invés da vontade de marcar presença no jornalismo, perderemos nos dois. 

A guinada ao meio jornalístico e à produção de conteúdo entre a elite midiática deveria ser inversamente proporcional ao atual desejo que a direita tem de ocupar vagas no Parlamento. 

A direita brasileira precisa fazer uma melhor leitura da realidade se quiser algum êxito; precisa perceber que perdeu algumas batalhas nesses campos e carece de uma reorganização. 

Para que se possa obter sucesso, é preciso reconhecer as avassaladoras derrotas sofridas, recuar e traçar uma nova estratégia.

A sanidade dos indivíduos de nossa nação depende muito desse reagrupamento. 

Voltar às primeiras coisas, como cuidar da situação micro, ou seja, educar-se, cuidar da educação dos seus, conviver na comunidade local, estar nas universidades disputando o espaço nas faculdades de direito, história e, principalmente, jornalismo — sem esquecer da educação infantil, ocupando os cursos dessa área. 

Há muito o que se fazer fora do meio de ação político, no qual, precisamos admitir, falhamos. 

Devemos abandonar, então, a política? 

De modo algum: precisamos simplesmente redirecionar os nossos canhões para uma esfera na qual teremos maior poder de ação e resultados mais efetivos. 

Lacrações com poucos caracteres nas redes sociais servem apenas para afagar o ego da direita em geral e fazer com que se auto engane, pois o efeito é efêmero e ilusório. 

Do contrário, caminharemos a passos largos para uma sociopatia generalizada.


Lucas Campos, estudosnacionais.com