Atento aos movimentos do STF para desestabilizar o governo, o presidente Jair Bolsonaro entregou mais um cargo ao Centrão. O Diário Oficial da União desta quinta-feira, 7, traz a nomeação do advogado pernambucano Tiago Pontes Queiroz como secretário nacional de Mobilidade do Ministério do Desenvolvimento Regional. A pasta é comandada por Rogério Marinho.
Queiroz é ligado ao Progressistas (antigo PP), do senador Ciro Nogueira (PI), presidente da sigla, e Arthur Lira (AL), líder na Câmara, e já ocupou outros cargos na máquina pública. Em março, havia assumido a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) de Pernambuco, órgão que também é vinculado ao Ministério do Desenvolvimento Regional.
O novo secretário ainda ocupou cargo no Ministério da Saúde durante o governo de Michel Temer. No início de 2019 ele foi denunciado pelo Ministério Público por irregularidades em contratos da pasta, no mesmo processo em que o ex-ministro da pasta Ricardo Barros (PP-PR) é alvo.
A secretaria de Mobilidade é o segundo cargo que Bolsonaro entrega ao Progressistas. O presidente começou ontem a distribuir cargos aos partidos do Centrão, em troca de votos no Congresso para assegurar a governabilidade.
Desde o início de sua gestão, que pôs um fim à corrupção deslavada que grassou na máquina pública, notadamente a partir do governo FHC e que foi à estratosfera sob e Lula e Dilma, Bolsonaro vem sendo atacado por 'líderes' como Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, hoje queridinho da mídia, saudosa do 'bolsa imprensa'.
E o STF, exaustivamente, dá cobertura à tentativa de golpe, chegando ao acinte de barrar nomeações pelo presidente da República até para cargos de segundo escalão.
No casamento de papel passado, a sigla de Lira e Nogueira também conseguiu emplacar um indicado para o comando do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), autarquia com orçamento de R$ 1 bilhão neste ano.
Segundo apurou o Estado, a nomeação no Dnocs atendeu a uma indicação do Progressistas na Câmara, enquanto a de Queiroz tem como padrinho integrantes da legenda no Senado.
A nomeação saiu no Diário Oficial da União de quarta-feira, um dia depois de o Centrão ter apoiado o governo em votações importantes. O bloco ficou alinhado ao Palácio do Planalto, anteontem, durante votação na Câmara da proposta que prevê o socorro a Estados e municípios. Ao contrário de outras ocasiões, quando impunham reveses a Bolsonaro, líderes do bloco foram ao microfone para orientar votos conforme os interesses do Executivo.
O nomeado para o Dnocs é Fernando Marcondes de Araújo Leão. A autarquia sempre foi controlada pelo MDB, mas o presidente permitiu que a indicação fosse feita por Lira, líder do Progressistas (antigo PP).
A velha imprensa, que tenta seguir os maus exemplos de Assis Chateaubriand, não conseguiu absorver o lado positivo do criador dos Diários Associados. Chateaubriand deixou como legado, por exemplo, o Museu de Arte de São Paulo. A mídia atual, deixa às futuras gerações a figura indecente de Luiz Inácio Lula da Silva, o maior ladrão da história do Brasil.
Criador do Mensalão, do Petrolão, do bolsa imprensa... Pelas críticas aos auxiliares de Bolsonaro, a mídia pretende que o presidente da República recorra à organização criminosa do Lula para atrair quadros ao governo.
A tentativa de derrubar um governo eleito por 57 milhões de brasileiros é uma afronta à nação.
Com informações de Camila Turtelli e Thiago Faria, O Estado de S.Paulo
