Gabriel Castro e Marcela Mattos - Veja
Governador petista empata com Jofran Frejat (PR), sucessor de José Roberto Arruda, e vê Rodrigo Rollemberg (PSB) abrir vantagem de 7 pontos

Candidatos ao governo do DF, Frejat (PR), Agnelo Queiroz (PT) , Rodrigo Rollemberg (PSB) e Luiz Pitiman (PSDB)(Sérgio Lima/Folhapress, Agência Câmara, Agência Senado/VEJA)
As eleições para governador do Distrito Federal podem ter muitos adjetivos. Mas, definitivamente, não são monótonas. Depois de figurar como favorito durante a maior parte da disputa, o ex-presididiário e ex-governador José Roberto Arruda (PR) foi barrado pela Justiça e passou a candidatura para Jofran Frejat (PR), que era seu vice. Flávia Arruda (PR), a mulher do ex-candidato, ficou com o segundo posto da chapa. E a troca provocou um realinhamento das forças na capital do país.
Arruda aparecia com mais de 35% das intenções de voto. Agnelo Queiroz (PT), o atual governador, e Rodrigo Rollemberg (PSB), se digladiavam pela segunda colocação, no patamar de 17%. Agora, de acordo com dados divulgados pelo Ibope nesta semana, Rollemberg abriu vantagem. Ele aparece com 28% das intenções de votos, contra 21% de Agnelo e Frejat. Luiz Pitiman (PSDB) tem 5%.
Há razões para crer que Agnelo ficará de fora até mesmo do segundo turno. Frejat tem um potencial de crescimento maior dada a rejeição baixa. Além disso, ele aposta insistentemente na ligação de sua imagem com a do ex-presidiário Arruda – o que pode parecer ruim numa primeira análise, mas tem um efeito positivo na busca pelos votos. O candidato barrado acompanha o sucessor durante a maior parte dos atos de campanha. E, como a nova candidata a vice é Flávia Arruda, o sobrenome célebre continua fazendo parte do material de campanha.
O eleitor brasiliense parece viver um deja vù. Em 2010, Joaquim Roriz teve a candidatura barrada por causa da Lei da Ficha Limpa e, com a lentidão do Judiciário na análise de seus recursos, acabou abrindo mão da disputa em favor de sua mulher, Weslian Roriz. Inexperiente e insegura, ela passou vergonha nos debates e acabou obtendo 34% dos votos no segundo turno. Isso significa que Weslian obteve a maioria dos apoiadores do marido.
Por isso, é provável que Frejat ainda suba nas pesquisas e deixe Agnelo Queiroz em um incômodo terceiro lugar. Frejat não é uma aposta no escuro: para o bem ou para o mal, é um político experiente. Ligado ao ex-governador Joaquim Roriz, ele foi deputado constituinte e comandou a secretaria de Saúde do Distrito Federal por quatro vezes vezes.
Já o novo favorito, Rodrigo Rollemberg, tenta se aproveitar ao máximo da popularidade de Marina Silva na capital federal. Brasília foi uma das cidades onde a candidata obteve melhores resultados em 2010. Ela ficou à frente de Dilma Rousseff e José Serra (PSDB) entre os eleitores do Distrito Federal. Agora, segundos as pesquisas, a candidata do PSB caminha para mais uma vitória na capital do país.
Rollemberg foi Secretário de Turismo do governo de Cristovam Buarque (então no PT), deputado distrital, deputado federal e chegou ao Senado em 2010, na coligação de Agnelo Queiroz. Mas o mau governo do petista e as pretensões do PSB fizeram com que Rollemberg rompesse a aliança com o governador.
Já a candidatura do governador Agnelo Queiroz é a mais frágil, apesar de ele ter a máquina pública em mão e dispor do maior tempo de TV, em uma coligação que também inclui PMDB e PP. Sem um padrinho político presente (Dilma e Lula não fizeram qualquer ato de campanha ao lado de Agnelo), o governador tem um cenário difícil diante de si. A rejeição do petista é de 45%, segundo o Ibope. Tão alta que, na simulação feita pelo Ibope para o segundo turno, ele perderia por 53 a 24% para Rollemberg e por 43% a 29% para Frejat. Mas, agora, isso é o de menos: para Agnelo, chegar ao segundo turno já seria uma vitória.
Há razões para crer que Agnelo ficará de fora até mesmo do segundo turno. Frejat tem um potencial de crescimento maior dada a rejeição baixa. Além disso, ele aposta insistentemente na ligação de sua imagem com a do ex-presidiário Arruda – o que pode parecer ruim numa primeira análise, mas tem um efeito positivo na busca pelos votos. O candidato barrado acompanha o sucessor durante a maior parte dos atos de campanha. E, como a nova candidata a vice é Flávia Arruda, o sobrenome célebre continua fazendo parte do material de campanha.
O eleitor brasiliense parece viver um deja vù. Em 2010, Joaquim Roriz teve a candidatura barrada por causa da Lei da Ficha Limpa e, com a lentidão do Judiciário na análise de seus recursos, acabou abrindo mão da disputa em favor de sua mulher, Weslian Roriz. Inexperiente e insegura, ela passou vergonha nos debates e acabou obtendo 34% dos votos no segundo turno. Isso significa que Weslian obteve a maioria dos apoiadores do marido.
Por isso, é provável que Frejat ainda suba nas pesquisas e deixe Agnelo Queiroz em um incômodo terceiro lugar. Frejat não é uma aposta no escuro: para o bem ou para o mal, é um político experiente. Ligado ao ex-governador Joaquim Roriz, ele foi deputado constituinte e comandou a secretaria de Saúde do Distrito Federal por quatro vezes vezes.
Já o novo favorito, Rodrigo Rollemberg, tenta se aproveitar ao máximo da popularidade de Marina Silva na capital federal. Brasília foi uma das cidades onde a candidata obteve melhores resultados em 2010. Ela ficou à frente de Dilma Rousseff e José Serra (PSDB) entre os eleitores do Distrito Federal. Agora, segundos as pesquisas, a candidata do PSB caminha para mais uma vitória na capital do país.
Rollemberg foi Secretário de Turismo do governo de Cristovam Buarque (então no PT), deputado distrital, deputado federal e chegou ao Senado em 2010, na coligação de Agnelo Queiroz. Mas o mau governo do petista e as pretensões do PSB fizeram com que Rollemberg rompesse a aliança com o governador.
Já a candidatura do governador Agnelo Queiroz é a mais frágil, apesar de ele ter a máquina pública em mão e dispor do maior tempo de TV, em uma coligação que também inclui PMDB e PP. Sem um padrinho político presente (Dilma e Lula não fizeram qualquer ato de campanha ao lado de Agnelo), o governador tem um cenário difícil diante de si. A rejeição do petista é de 45%, segundo o Ibope. Tão alta que, na simulação feita pelo Ibope para o segundo turno, ele perderia por 53 a 24% para Rollemberg e por 43% a 29% para Frejat. Mas, agora, isso é o de menos: para Agnelo, chegar ao segundo turno já seria uma vitória.