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Polícia prende acusados de atos de vandalismo no Rio
Ao menos 16 pessoas teriam sido presas. Entre elas, a ativista Elisa Quadros Pinto Sanzi, conhecida como Sinhinho, detida na manhã deste sábado em sua casa, em Porto Alegre. Os policiais que efetuaram a prisão viajaram na noite de sexta-feira para a capital do Rio Grande do Sul.
No Rio, um professor de História, ainda não identificado, foi detido na Urca, na Zona Sul. Na casa dele, a polícia encontrou uma máscara contra gás lacrimogêneo.
Durante a operação, os policiais apreenderam computadores, celulares e outros aparelhos de comunicação, além de material explosivo.
Os presos e o material foram levados para a Cidade da Polícia, no Jacaré, na Zona Norte da cidade. Equipes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) reforçam o policiamento no local.
Perseguição política
Na Cidade da Polícia, amigos tentam descobrir mais informações sobre a prisão e acionam advogados - ao menos sete pessoas estão na porta do lugar.
Eles informaram que, numa das ações, cinco carros e até um helicóptero foram utilizados. Questionados, afirmaram que as prisões foram motivadas por perseguição política, com o objetivo de inibir a realização de manifestações programadas para domingo.
A operação acontece um dia antes da final da Copa do Mundo. Um vídeo circula na internet convocando manifestantes para um suposto protesto que aconteceria após o jogo final em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília.