Antônio Werneck - O Globo
Cerca de dez chefes de Estado são esperados. Putin já confirmou presença
Uma reunião marcada para esta quinta-feira, no Rio, vai definir o plano de segurança para a final do Mundial, domingo, no Maracanã, agora sem a presença do Brasil em campo. Mesmo que a Argentina não chegue à decisão com a Alemanha, as Forças Armadas deverão reforçar a segurança da cidade, aumentando o policiamento em torno das delegações, nos hotéis e nos centros de treinamentos.
Os militares serão os responsáveis pela proteção da presidente Dilma Rousseff e dos chefes de Estado que estarão presentes no Rio. Cerca de dez são esperados. Haverá reforço ainda dentro do estádio, com até 1.500 homens, e ainda nas principais estradas do estado, e na Avenida Brasil, e nas linhas Amarela e Vermelha.
— Há muito temor, se a Argentina chegar à final, de que ocorram hostilidade e confusão, envolvendo os torcedores brasileiros e argentinos. Por isso, vamos reforçar a segurança no estado, cuidando para que não ocorram conflitos — disse um oficial das Forças Armadas.
A Força Nacional anunciou que está deslocando ao estado cerca de 450 homens. Está previsto ainda um aumento dos stewards (seguranças contratados pela Fifa e que trabalham dentro dos estádios) e da segurança no perímetro dos estádios, aumentando o número de policiais.
OITO MIL MILITARES A POSTOS
As Forças Armadas trabalham com a possibilidade de usarem mais mil homens da Brigada Paraquedista, além dos sete mil homens que já estão cuidando da segurança desde o início da Copa: 3.100 militares do Exército, 3.000 da Marinha e 900 da Força Aérea.
Depois de anunciar que 25 chefes de Estado e de governo estariam no Maracanã, no próximo domingo, o Itamaraty informou, nesta terça-feira, que trabalha para receber na final, o presidente da Rússia, Wladimir Puttin, e mais seis chefes de Estado e de governo. Outros cinco ou seis ainda estão pendentes de confirmação, entre eles os de Holanda, Alemanha e Argentina, que só devem vir caso sua seleção chegue à final. Além de Putin, os presidentes da África do Sul, da República Democrática do Congo, do Gabão, do Haiti e de Trinidad e Tobago também já confirmaram presença.
Desde dos registros de invasão no Maracanã, por torcedores argentinos e chilenos, o governo destacou um grupo para elaborar um plano de segurança especial para a final. O grupo de trabalho reúne oficiais das Forças Armadas e dirigentes da segurança pública do Rio, da Polícia Federal, da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e da Fifa. Será esse grupo que estará reunido amanhã, com a cúpula da Fifa. A cidade receberá reforço de policiais federais e policiais rodoviários federais.
Haverá reforço, principalmente, nas equipes de segurança próximas a instalações estratégicas, de hotéis e de delegações de chefes de Estado. Também serão deslocados para o Rio equipes de batedores que estão atuando em outros estados na Copa.
Putin foi o primeiro a aceitar o convite do governo brasileiro, e permanecerá na cidade no dia seguinte à final, quando viajará para Fortaleza, local do encontro dos Brics (grupo de países que inclui Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), marcado para os dias 15 e 16. Depois do jogo, Putin vai pernoitar na residência do comandante da Base Aérea do Galeão. O mesmo deve acontecer com o presidente da África do Sul.