Do UOL
"O Real Madrid C.F. comunica que seu presidente de honra, Alfredo Di Stéfano, faleceu hoje às 17h15 no Hospital Geral Universitário Gregorio Marañón de Madrid. O presidente do Real Madrid, Florentino Pérez, e a Junta Diretiva do clube querem expressar suas mais profundas condolências e todo seu carinho e afeto por seus filhos, seus familiares e amigos", manifestou-se o clube, através de um comunicado.
"O Real Madrid estende estas condolências a todos os madridistas de todo o mundo e aos que sentem com emoção a perda do melhor jogador de todos os tempos", completou a nota.
A saúde de Di Stéfano vinha abalada nos últimos anos. Ele já sofrido um ataque cardíaco em 2013 e já usava um marca-passo desde 2005.
Um dos maiores ídolos do Real Madrid
Di Stéfano, que nasceu no dia 4 de julho de 1926 em Buenos Aires (ARG), é um dos grande responsáveis por tornar o Real Madrid um dos gigantes europeus. Fez parte da equipe que assombrou o futebol mundial nas décadas de 50 e 60, formando parceria com o húngaro Ferenc Puskas. Foi com ele em campo que os merengues se tornaram os maiores vencedores de títulos da capital espanhola e da Europa.
Nos 11 anos em que defendeu o Real, foi pentacampeão europeu e conquistou oito títulos espanhóis. Ainda foi campeão mundial em 1960 e da Copa do Rei em 1962.
Em retribuição aos serviços prestados, o clube lhe condecorou com o título de presidente honorário e dedicou uma área do Bernabeu para homenagear o argentino.
Início no River Plate e três seleções defendidas
O ex-craque iniciou sua carreira no River Plate em 1945, sendo emprestado logo em seguida para o Huracán e retornando dois anos depois para o gigante argentino onde deslanchou, disputou 66 jogos e marcou 49 gols.
Em 1949, transferiu-se para o Millionários, da Colômbia, após uma greve dos jogadores de seu país natal. Por lá também fez história e foi campeão nacional, tendo disputado 102 partidas e feito 88 gols.
Apesar de ser considerado um dos maiores nomes do futebol argentino, Di Stéfano só disputou seis jogos com a camisa de seu país. Ele também defendeu a Colômbia, mas em apenas quatro partidas.
A seleção que atuou por mais tempo foi a Espanha, onde esteve presente em 31 duelos, balançando as redes 23 vezes.
O ex-jogador, porém, nunca disputou uma Copa do Mundo.
