sábado, 12 de julho de 2014

A ´pátria de chuteiras` afunda no ´padrão Dilma`

A ´patria de chuteiras` afunda no ´padrão Dilma`
(atualizado às 13h02)


Todas as vezes em que o Brasil enfrentou o Uruguai, depois de 1950, a mídia lembrou o ´maracanazo`. E a coisa foi tomando dimensão amazônica à medida que os meios de  comunicação foram se expandindo, até alcançar as redes sociais devastadoras de hoje.
Até as crianças, cujos avós sequer haviam nascido antes do "16 de julho de 1950", tomaram conhecimento do vexame e, nesta ´Copa das Copas`, indagavam espantadas quem diabo era Obdulio Varela.

Muitos acreditavam que a vitória brasileira neste 13 de julho de 2014 eliminaria de vez qualquer resquício do ´complexo de vira-lata`.

Seríamos hexacampeões em pleno Maracanã, o templo do futebol.
Faltou combinar com os alemães.

A sapecada de 7 a 1 imposta por Toni Kroos e parceiros destroçou a ´pátria de chuteiras´. E trouxe de volta o ´complexo de vira-lara´ (segundo Agamenon Mendes Pedreira, agora sofremos do ´Complexo do Alemão`).
Neste sábado, completamos a agonia, com uma nova pisa: Holanda 3 a 0.

´Complexo de vira-lara´, ´pátria de chuteiras `, ´escrete de ouro`, ´canarinha` e outros termos criados ao longo destes 64 anos saíram da inspiração de Nelson Rodrigues, Mário Filho, Armando Nogueira e outros notáveis cronistas que imortalizaram a arte do futebol brasileiro, antes, durante e após a conquista de 1958, na Suécia.

A ´tragédia de 1950`, o ´maracanazo`, resistiu ao tempo graças à força desses jornalistas.

O time de 1950 tinha alguns dos melhores jogadores da história do futebol, como Danilo, Ademir e, sobretudo, Zizinho, apontado por muitos como, pelo menos, do mesmo nível de Pelé. O que não é pouco.

Passado o ano de 1950, o Brasil entrou numa fase de efervescência cultural, política, esportiva, que desaguou na eleição de Juscelino Kubitschek.

E aí explode a Bossa Nova, o Cinema Novo, a literatura... E os esportes? É nessa época que surgem outros Zizinhos... Desfilavam pelos gramados brasileiros e estrangeiros Pelé, Garrincha, Didi, Nilton Santos...

Noutros esportes, Eder Jofre (box), Maria Esther Bueno (tênis), Wlamir Marques, Amaury (basquete), Nelson Pessoa (hipismo), Adhemar Ferreira da Silva (atleta olímpico)...

No futebol, ganhamos 1958 e o bi, em 1962, no Chile. Sem Pelé!

Com o golpe militar, entramos num processo de decadência que culminou com o vexame de 1966 na Inglaterra. Nada parecido com o que ocorreria outra vez dentro de casa, nesta ´Copa das Copas`.

Ganhamos o tri em 1970, com uma seleção que contava, além de Pelé, com Gerson, Rivelino, Carlos Alberto, Jairzinho... (era a época do ´milagre brasileiro`. Crescíamos 10% ao ano, e o pau comia solto nas costas de quem contestasse o governo...).

Mas, outra vez entramos em pane e só ganhamos outro Mundial 24 anos depois, em 1994. E aí tínhamos Romário, o que dispensa explicar como chegamos ao título, mesmo com um elenco limitado.

Mas, como na era JK, estávamos entrando em novos tempos. O otimismo retornava às ruas. Superados os tempos medonhos de Sarney e Collor, da inflação galopante, o país estava  implantando do Plano Real, por Itamar Franco e FHC.
O governo deu um chute na inflação, estabilizou a moeda, criou a Lei de Responsabilidade Fiscal, privatizou estatais perdulárias, ainda menos do que devia e o país precisava para se afirmar (os tempos se encarregaram de mostrar os descalabros que os substitutos de FHC cometeriam na Petrobras, Eletrobrás, nos bancos estatais...)
Ganhamos a Copa de1994 nos Estados Unidos, fomos vice em 1998, na França, perdendo a final para o time de Zidane, e voltamos a vencer em 2002, na Coreia do Sul e Japão.

Além do futebol, o vôlei, sob Bernardinho e José Roberto, danou-se a ganhar títulos mundo afora; no tênis Guga repetia Maria Esther, nossos nadadores dominavam as piscinas... E Ayrton Senna consagrava-se como o maior ídolo do esporte brasileiro.

Adeg informa: sai FHC, entram Lula e Dilma.
Era o início da tragédia... 
Nunca na história deste país perdemos tanto. O ´complexo de vira-lata` passou a dominar a paisagem a partir de um certo momento, o que, de certa forma, explica o fracasso neste Mundial.

Paralelamente à corrupção descarada e a incompetência do governo do PT, o esporte entra num processo de decadência que resultou na surra de 7 a 1 para a Alemanha. Ratificada na derrota para os holandeses por 3 a 0.
 

Nunca na história deste país havíamos levado tantos gols.


Já não temos Nelson Rodrigues, Mário Filho, Armando Nogueira...

Agora, temos ostensivamente uma considerável parte de mídia, chapa branca, que poupa os verdadeiros culpados pela tragédia, o governo Lula-Dilma, e aponta o dedo para jogadores, técnicos e cartolas, como se fossem eles os principais responsáveis pela tragédia que superou o 16 de julho de 1950.

Até 2018!