domingo, 30 de agosto de 2026

Gaspar: ‘O crime organizado não vive mais apenas na boca de fumo’

 Candidato a vice de Flávio alerta que facções já movimentam bilhões por estruturas legais e defende reação do Estado para atingir dinheiro, empresas e operadores do crime


O deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) foi relator da CPMI do INSS no Congresso Nacional - Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados 


As organizações criminosas brasileiras deixaram de atuar apenas no tráfico de drogas e no domínio armado de territórios e passaram a ocupar espaços na economia formal, com empresas, operadores financeiros e estruturas sofisticadas para movimentar e lavar bilhões de reais. O diagnóstico é do candidato a vice-presidente Alfredo Gaspar (PL-AL), que apontou justamente a transformação econômica das facções como uma das principais vulnerabilidades do Estado brasileiro no enfrentamento ao crime organizado.

 “O crime organizado não vive mais apenas na boca de fumo”, afirmou Gaspar em entrevista exclusiva a Oeste. “Ele tem empresas, operadores financeiros, tecnologia e estruturas sofisticadas de lavagem de dinheiro. O crime organizado cresceu porque o Estado foi deixando espaços vazios.”

Na avaliação de Gaspar, não há uma única falha responsável pelo avanço dessas organizações. O problema começa nas fronteiras por onde circulam drogas e armas, passa pelo sistema penitenciário — que permitiu a chefes de facções continuarem comandando suas estruturas mesmo presos — e chega à legislação penal. 

“Tudo isso está interligado”, afirmou. “Temos fronteiras por onde passam drogas e armas, um sistema penitenciário que durante muito tempo permitiu que lideranças criminosas continuassem comandando organizações de dentro das cadeias, uma legislação que precisa ser mais rigorosa e, talvez o ponto mais preocupante, organizações criminosas que aprenderam a lavar bilhões de reais e entrar na economia formal.”

Para Gaspar, essa mudança também exige uma resposta diferente do poder público: “Por isso, o enfrentamento precisa acontecer em todas as frentes”. “Vamos declarar guerra a essas organizações criminosas. O Estado precisa voltar a ser mais forte que o crime.”

O uso de tecnologia e inteligência também aparece entre as propostas de Gaspar para outra área que marcou sua atuação recente no Congresso: a proteção de aposentados e pensionistas. O deputado afirmou que um eventual governo Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pretende reforçar os mecanismos para impedir que descontos sejam realizados sem autorização efetiva dos beneficiários.


Gaspar apresentou um relatório de quase 5 mil páginas, com mais de 200 pedidos de indiciamentos e investigações na CPMI do INSS; o parecer foi rejeitado em articulação da base governista no Congresso - Foto: Andressa Anholete/Agência Senado


Indagado sobre qual seria a primeira medida para evitar a repetição das fraudes investigadas pela comissão, Gaspar foi direto: “Primeiro, fechar a porta do cofre”.

“Depois de tudo que nós descobrimos, é inadmissível que alguém consiga tirar um centavo da aposentadoria de uma pessoa sem uma autorização verdadeira, segura e comprovada. Precisamos responsabilizar quem abriu as portas para o roubo. Porque uma fraude desse tamanho não acontece sozinha.” 

Para o candidato a vice, a proteção desses recursos deverá ser tratada como uma das prioridades da administração: “O aposentado trabalhou a vida inteira. O dinheiro dele é sagrado. Quem meter a mão precisa responder.” 



Bolsa Família será mantido


Cartão do Bolsa Família | Foto: Reprodução/Agência Brasil

Em outra frente do programa de governo, Gaspar ressaltou que a chapa não pretende extinguir o Bolsa Família. O benefício será preservado, segundo ele, mas deverá funcionar em conjunto com políticas destinadas a ampliar a renda e criar condições para que famílias deixem de depender do programa. O plano chama essa abordagem de “proteção à autonomia”.

“O presidente Flávio já deixou claro que o Bolsa Família será mantido. Ninguém vai retirar proteção de quem precisa. O que queremos é acrescentar uma porta de saída para a pobreza. O benefício precisa proteger a família no momento de vulnerabilidade, mas o Estado também precisa oferecer qualificação, oportunidade de emprego e condições para que aquela pessoa possa aumentar sua renda.” 

Segundo o deputado, a intenção não é estabelecer simplesmente uma meta de redução do número de beneficiários. “Não queremos simplesmente diminuir o número de pessoas no Bolsa Família”, afirmou.

“Queremos diminuir o número de brasileiros que precisam do Bolsa Família porque conseguiram emprego, renda e autonomia.” 


Sarah Peres - Revista Oeste

Correios acumulam prejuízo de R$ 5,5 bilhões no 1º semestre de 2026

Resultado negativo cresce 30,4% em um ano; Lula promete recuperar a estatal sem privatizá-la


Correios estão em processo de reestruturação - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil a -A 


Os Correios acumularam prejuízo líquido de R$ 5,55 bilhões no primeiro semestre de 2026, conforme dados divulgados pela estatal neste sábado, 29. O resultado representa aumento de 30,4% em relação à perda de R$ 4,26 bilhões registrada no mesmo período de 2025, conforme o jornal O Globo.

No segundo trimestre deste ano, o prejuízo ficou em R$ 2,39 bilhões. Apesar do resultado negativo, houve melhora de 24,4% em relação aos R$ 3,16 bilhões perdidos nos primeiros três meses de 2026. Entre o primeiro e o segundo trimestre, a receita líquida cresceu 3,8%, de R$ 3,86 bilhões para R$ 4,01 bilhões. 

Os Correios executam um plano de reestruturação para reduzir despesas, rever contratos, reorganizar suas operações e aumentar as receitas. Entre as medidas estão programas de demissão voluntária e o fechamento de 1 mil pontos, entre agências e unidades de tratamento de carga. O primeiro PDV já resultou na saída de 6,5 mil funcionários. CONTEÚDO programas de demissão voluntária Ler agora › 30/0 


Atual presidente dos Correios, Emmanoel Schmidt Rondon - Foto: Reprodução/Youtube

Correios recorrem a empréstimos e cortes 

No fim de 2025, os Correios contrataram um empréstimo de R$ 12 bilhões, com garantia da União. Conforme a empresa, a operação permitiu regularizar pagamentos de curto prazo e deu mais fôlego ao caixa. O caixa da estatal encerrou junho em R$ 4,9 bilhões. Além disso, uma nova operação de crédito de R$ 7 bilhões com garantia da União está em estágio avançado, de acordo com o jornal. 

Os Correios também negociam R$ 2,9 bilhões com o Novo Banco de Desenvolvimento, conhecido como Banco do Brics. O Projeto de Lei Orçamentária Anual de 2027 deverá prever ainda um aporte de R$ 6 bilhões do governo federal nos Correios.

Os Correios afirmaram que a melhora das operações no primeiro semestre ainda não foi suficiente para recuperar o caixa e a situação financeira da empresa. “O resultado acumulado do semestre permanece desafiador e reforça a necessidade de continuidade e execução consistente das medidas de reestruturação”, declarou a companhia.


Lula descarta privatização da empresa

 Os números foram divulgados dois dias depois de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva descartar a privatização dos Correios e prometer retirar a empresa da crise, durante sabatina da TV Globo. “A crise dos Correios é que não se adaptou aos novos tempos”, disse Lula na quintafeira 27.

“Surgiram muitas empresas de fazer entregas e os Correios ficaram na mesmice.” Pesquisa Vox Brasil: Flávio aparece numericamente à frente de Lula no 2º turno PL anuncia filiação de Daniella Marques, coordenadora econômica da campanha de Flávio 

O presidente também defendeu um “enxugamento” das contas. “Desde 1985, os Correios vivem crise e alguém quer privatizar”, afirmou. “É uma empresa muito importante para o Brasil, porque ela está em todos os municípios.”


Mateua Couto -\ Revista Oeste

Lula humilha seu fotógrafo na Bahia e depois vê protesto de petistas em BH… por dinheiro

Enfurecido com falha no microfone, Lula gritou no palanque com seu assessor, à vista de todos


Lula se dirigiu grosseiramente ao seu fotógrafo que faz as vezes de "coordenador de audiovisual"- Foto: reprodução redes sociais.

O candidato Lula (PT) estava nitidamente nervoso, até descontrolado, no “day after” (dia seguinte) à desastrosa entrevista que concedeu ao Jornal Nacional, da TV Globo. Durante comício no Largo do Guarani, no bairro da Liberdade, em Salvador, ele tratou com grosseria o seu fotógrafo particular Ricardo Stuckert, apontado como “coordenador de audiovisual da campanha”, para reclamar de problemas com seu microfone. Enfurecido, Lula gritou e gesticulou para Stuckert, a ponto de sua exclamação “é a quinta vez!” ter sido captada à distância por câmeras de celulares.
O nervosismo de Lula tem sido atribuído à repercussão negativa da sua entrevista ao “JN”, marcada por suas mentiras em série, como quando afirmou nunca ter visto a lobista Roberta Luchsinger, sócia do filho Lulinha investigados pela Polícia Federal por negócios milionários em seu governo. Nos minutos seguinte à mentira de Lula, tentando se descolar do escândalo Luchsinger-Lulinha, as redes sociais foram inundadas por fotos suas lado da mulher, inclusive em situações familiares.
Na plateia e nas redes sociais, a atitude de Lula foi interpretada como “humilhação” ao subordinado. Frases como “se ele maltrata assim quem trabalha com ele, imagine o povo” apareceram em muitos posts.
Já em Belo Horizonte, Lula participou neste sábado (29) de ato voltado ao eleitorado feminino, mas o destaque foi o protesto de militantes petistas por dinheiro. Eles se dizem insatisfeitos com a divisão de recursos de campanha no partido.
Um grupo de petistas protestou no local e exibiu uma faixa com a frase: “As mulheres da base do PT-MG não aceitam ser tratadas como laranja”. A ala descontente distribuiu um manifesto assinado por 13 deputados federais e estaduais do PT. No texto, eles afirmam que destinar “recursos ínfimos e irrisórios” representa “a mais grave instrumentalização da mulher na política”.

Diário do Poder

sábado, 29 de agosto de 2026

Empresa ligada ao 'Careca do INSS' e à amiga de Lulinha movimentou R$ 6 mi no BRB

 Coaf apontou movimentação incompatível com receita de R$ 2,7 mil declarada ao banco


Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS-| Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado


A empresa Camilo Comércio e Serviços movimentou R$ 6,1 milhões em uma conta do Banco de Brasília (BRB) entre 2023 e 2025. Segundo o site Poder360, o empresário Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e a lobista Roberta Luchsinger pretendiam usar a firma para vender R$ 626 milhões em canabidiol ao Ministério da Saúde. 

O relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), citado pelo Poder360, mostra que os valores destoavam da receita operacional bruta de R$ 2.765,70 declarada ao banco. 

Fundada em 25 de abril de 2023, a empresa tinha capital social de R$ 10 mil e usava o nome fantasia World Cannabis. Segundo a reportagem, o “Careca do INSS” detinha 90% do negócio. Seu filho, Romeu Carvalho Antunes, possuía os outros 10%.


Relação entre Careca do INSS e Lulinha 

Segundo o Coaf, a empresa recebia e enviava recursos principalmente por meio de transferências com firmas ligadas aos próprios sócios. O órgão afirmou que a conta não apresentava dados financeiros ou informações sobre a origem dos valores que justificassem as transações. 

Empresas ligadas a “Careca do INSS”, como a Prospect Consultoria e a Brasília Consultoria Empresarial, faziam depósitos e recebimentos frequentes com a World Cannabis. Algumas operações envolviam repasses superiores a R$ 100 mil.

Em 31 de março de 2025, a World Cannabis enviou 70.653,87 euros, equivalentes a R$ 451 mil na cotação da época, para a Foliumed, em Madri, na Espanha. A firma informou que o pagamento era por serviços de consultoria técnica. 

A Daycâmbio considerou a operação atípica, recusou a transferência e comunicou o caso ao Coaf. A operação ocorreu no mesmo período da mudança de Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para a Espanha. A sede da Foliumed fica a 1,3 km da empresa de Lulinha e a 15 km da residência dele no país europeu. 

O BRB considerou a movimentação incompatível com a capacidade financeira declarada pela empresa.


Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e Careca do INSS: repasses suspeitos-| Foto: Reprodução/X 

Transferência envolveu associação de aposentados 

Os documentos do Coaf também apontam uma triangulação financeira envolvendo verbas de aposentados. Em 24 de outubro de 2024, a Associação Brasileira dos Aposentados e Pensionistas da Nação (Abapen) transferiu R$ 625.962,50 para a Prospect Consultoria. 

Em seguida, a Prospect repassou R$ 100 mil para a World Cannabis. O relatório aponta ausência de justificativa econômica para o crédito recebido pela Prospect.


Letícia Alves - Revista Oeste

Flávio cita publicidade do Master na Globo e defende sigilo da fonte

Em sabatina na emissora, candidato do PL à Presidência lembra que empresa ligada ao banco patrocinou o programa de Luciano Huck


Flávio Bolsonaro concede entrevista a Cesar Tralli e Renata Vasconcellos - Foto: TV Globo/Divulgaçã


O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, citou negócios do Banco Master com o Grupo Globo ao responder a perguntas sobre o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia do expresidente Jair Bolsonaro. Durante sabatina na TV Globo nesta sextafeira, 28, o senador também defendeu o sigilo da fonte jornalística e criticou a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF). 

Perguntado sobre sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, Flávio comparou o patrocínio ao filme sobre o pai com a publicidade do Will Bank, braço digital do Master, no programa Domingão com Huck. O candidato afirmou que o patrocínio ao programa chegou a R$ 160 milhões.

Vorcaro também participou da abertura de um evento do jornal Valor Econômico, do Grupo Globo, em Nova York. Flávio afirmou que o banqueiro investiu R$ 50 milhões na Editora Globo para a realização de palestras.

Os entrevistadores voltaram a cobrar informações sobre o destino dos recursos destinados ao filme e a relação de Flávio com Vorcaro. O candidato afirmou que não recebeu pessoalmente os recursos. “Não recebi dinheiro nenhum, foi um patrocínio para a produtora que fez o filme”, disse.

Segundo Flávio, sua participação no projeto consistiu em autorizar o uso de sua imagem e captar investidores. “O patrocínio para o filme privado foi de boa fé”, declarou. “Não tem nada de ilegal, está tudo correto.” 

O candidato também defendeu a instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Master e disse que já assinou o requerimento para a investigação.


Flávio defende sigilo da fonte jornalística 

Em outro momento da entrevista, Flávio contestou a condenação do pai pela tentativa de golpe de Estado e criticou ministros do STF. Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo da suposta trama golpista, conforme lembrou a TV Globo durante a sabatina. 

Flávio defendeu a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 e prometeu, se eleito, restabelecer a segurança jurídica e assegurar a atuação das instituições dentro de suas atribuições constitucionais.

Nesse contexto, o senador citou a proteção às fontes jornalísticas. “Até fontes jornalísticas são ameaçadas, têm quebra de sigilo, sofrem busca e apreensão, lesando o direito sagrado de todo jornalista de sigilo da sua fonte”, declarou. 

Flávio se referia ao caso do jornalista maranhense Luís Pablo, alvo de busca e apreensão determinada por Moraes depois de publicar reportagens sobre o uso de um carro oficial do Tribunal de Justiça do Maranhão por familiares do ministro Flávio Dino. 

A análise dos equipamentos apreendidos levou à identificação do ex-secretário Raimundo Cutrim como fonte do jornalista. Na área econômica, Flávio prometeu reduzir o número de ministérios e cargos comissionados, cortar burocracia e buscar um ajuste fiscal. Ele também afirmou que não pretende fazer economia sobre quem recebe salário mínimo ou aposentadoria.

Mateus Conter - Revista Oeste

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Flávio reúne empresários em jantar em São Paulo

Encontro teve executivos de bancos, empresas e mercado financeiro e incluiu discussões sobre economia, Congresso e STF


Flávio Bolsonaro, em discurso na Praia de Copacabana — 16/8/2026 | Foto: Reprodução/YouTube/@flaviobolsonaro

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) participou, na noite desta quinta-feira, 27, de um jantar com 14 empresários e executivos do mercado financeiro em São Paulo. Marcelo Kayath, ex-presidente do Credit Suisse Brasil e sócio da gestora QMS, ofereceu o encontro. 

A reunião reuniu nomes bancos e empresas e sinalizou uma maior aproximação de integrantes do setor financeiro com a candidatura de Flávio. Segundo relatos sobre o encontro, os convidados aproveitaram a ocasião para conhecer as propostas do senador para um eventual governo.

Entre os participantes estavam Luiz Carlos Trabuco, do Bradesco; Milton Maluhy Filho, do Itaú; Gilson Finkelsztain, do Santander; Roberto Campos Neto, do Nubank; Christian Egan, da B3; Pedro Parente, da EbCapital; Richard Gerdau, da Gerdau; e Fábio Ermírio de Moraes, do Grupo Votorantim.

Também participaram Fábio Carvalho, da Abril; Daniel Goldberg, da Lumina; João Camargo, da Esfera Brasil; José Gallo, ex-Renner; Fernando Simões, da JSL; e a administradora Dani Marques.


Economia e cenário político 

Durante o jantar, Flávio apresentou propostas para a economia e falou sobre a relação de um eventual governo com o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF).

Um dos temas discutidos foi a possibilidade de substituir o atual arcabouço fiscal pelo retorno do Teto de Gastos. A avaliação apresentada no encontro é que o governo Luiz Inácio Lula da Silva teria enfraquecido o controle sobre as despesas públicas, contribuindo para o atual cenário econômico.


O senador e candidato ao Planalto pelo PL, Flávio Bolsonaro - Foto: Reprodução/Redes sociais

A situação do comércio também entrou na conversa, com menções aos pedidos de recuperação judicial de empresas como Habib’s e Casas Bahia. 

Os jornalistas questionaram Flávio sobre como ele pretende lidar com a influência do Centrão e com o poder do STF. Segundo relatos, o senador afirmou que a solução deve seguir o caminho democrático, por meio do Congresso Nacional.

O encontro não representou uma adesão formal dos empresários à candidatura, segundo participantes. Os organizadores compareceram à reunião como uma oportunidade para ouvir as propostas do candidato. 

O jantar ocorreu depois de Flávio cumprir agenda política em Alagoas, onde participou de carreatas em Maceió e no interior do Estado.


Victótia Batalha - Revista Oeste

Sérgio Moreira assume diretoria de Operações do Instituto Amazônia+21

 Ex-presidente da Chesf vai liderar a gestão dos projetos estratégicos em inovação, impacto, finanças sustentáveis, inteligência de dados e gestão de projetos



Sergio Moreira, diretor de Operações e Projetos do Instituto Amazônia+21.


O Instituto Amazônia+21, organização vinculada à Confederação Nacional da Indústria (CNI), anunciou Sérgio Moreira como novo diretor de Operações e Projetos. Ele também passa a comandar a Facility de Investimentos Sustentáveis (FAIS), estrutura criada para captar e direcionar recursos a iniciativas sustentáveis na Amazônia e em outros biomas brasileiros.
Com mais de 40 anos de atuação em desenvolvimento territorial e em setores estratégicos, Moreira terá a missão de impulsionar a industrialização sustentável na região. Formado em Direito pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL), ele foi secretário de Planejamento e Orçamento de Alagoas, diretor-presidente da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (hoje Axia Energia Nordeste), secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente e Amazônia Legal, superintendente da Sudene e diretor-presidente do Sebrae Nacional. Mais recentemente, atuou como diretor-adjunto do SENAI Nacional e da área de Educação e Tecnologia da CNI. Também passou pelo PNUD, pelo Fundo Multilateral de Investimentos do BID e integrou conselhos do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais, do Metrô de São Paulo e do Comunidade Solidária.
No novo cargo, Moreira liderará a operação e a gestão dos projetos estratégicos do Instituto e da FAIS, à frente de uma equipe multidisciplinar nas áreas de inovação, impacto, finanças sustentáveis, inteligência de dados e gestão de projetos. Entre as atribuições estão o avanço do portfólio da economia verde amazônica, a estruturação de instrumentos financeiros e veículos de investimento, a originação de novas iniciativas e a mobilização de capital para ampliar escala e impacto no território.
“O Instituto tem uma tese fascinante e que me motivou a aceitar este novo desafio: transformar as vocações da Amazônia em atividades produtivas capazes de acelerar o desenvolvimento sustentável local. Encontro uma equipe extremamente qualificada e parceiros de peso, que reúnem conhecimento, capacidade de articulação e recursos para colocar essa visão em prática”, afirma Moreira.
Sob sua gestão estão iniciativas como o Morar Amazônico, em parceria com a Caixa, por meio do Fundo Socioambiental Caixa (FSA). O projeto busca demonstrar como o uso sustentável e industrializado da madeira nativa manejada pode gerar soluções habitacionais de interesse social e fortalecer a cadeia da construção civil. Também integram o portfólio o Fundo Travessias, realizado com o Sebrae, que combina assistência técnica e acesso a capital para negócios e startups da bioeconomia amazônica; e o Fundo Rural+Verde, em parceria com a Global Citizen e o Banco da Amazônia, voltado a ampliar o financiamento para pequenos produtores, assentamentos rurais e povos indígenas.
“O Instituto e a FAIS possuem um portfólio de projetos de grande magnitude, construído ao lado de instituições que são referência em suas áreas e que compartilham conosco a ambição de encontrar novos caminhos para a Amazônia. São iniciativas que atuam sobre desafios estruturais e, ao mesmo tempo, têm potencial para criar modelos capazes de ser replicados em diferentes territórios. É uma responsabilidade enorme e uma oportunidade muito estimulante”, avalia o novo diretor.
O Instituto Amazônia+21 é uma iniciativa da CNI e das Federações da Indústria da Amazônia Legal. Atua como hub entre capital e território, estruturando negócios sustentáveis, reduzindo riscos e atraindo investimentos em escala por meio da FAIS. Com base em ciência, dados e governança, a organização impulsiona cadeias da economia verde que geram emprego, renda e qualidade de vida, tendo a floresta em pé como ativo produtivo.
Diário do Poder